19/06/17
Se nada der certo…

se nada der certo

Eu já estava para gravar um vídeo e escrever aqui sobre o meu novo trabalho na marca Sou Dessas. Mas com a tal festa à fantasia de um colégio particular em que os alunos se fantasiaram de profissões que consideram como “dar errado” na vida, tive que adiantar esse post pra poder falar o que eu penso disso tudo.

Aperta o PLAY e assiste em HD! 🎈

No vídeo eu falo detalhes do meu trabalho como consultora/influenciadora (esse é o cargo na carteira de trabalho), da Sou Dessas. Esse é um trabalho que estou curtindo fazer, pois ele valoriza meu blog,, parte dele é produzir conteúdo para o Garotas, e isso é incrível. ⭐️

Falo também da minha formação acadêmica, do trabalho no blog… mas eu quero aqui reforçar uma coisa:

De fora a vida dos colegas, do vizinho, na maioria das vezes parece ser um mar de rosas, parece que tudo “deu certo”.

Mas nunca é o que parece, o clichê é verdade, a vida é complicada, não tem receita de bolo ou manual de instruções. Você pode seguir tudo que te disseram, ou pode seguir seus sonhos, nenhum dos dois caminhos é garantia de “sucesso” no final.

Porém, a gente também não tem como medir sucesso na vida, não é ter mais dinheiro, acho que dar certo na vida é fazer o que gosta, ser feliz assim, conseguir tempo pra ficar perto de quem a gente ama… são tantos os fatores e diferentes para cada um de nós, não dá mesmo pra mensurar.

A única coisa que dá pra concluir dessa história toda, é que se você acha que existem trabalhos inferiores, que dar certo na vida é só dinheiro e status, acho que você já está dando errado, não é? 😉

Helena SáPostado por Helena Sá

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16/06/17
em: beleza
Lançamentos de beleza na Mega Vale (O Retorno)

Lançamentos de beleza na Mega Vale

Eu voltei… e agora é pra ficar… pois é, lembram da #lançamentosdebelezanamegavale? Tem vários vídeos desse vlog no canal, e agora nós voltamos pra Mega, é todo mês vai ter lançamentos maquiagem, cabelo, pele e muito mais na loja. ⭐️

Esse é primeiro da volta, vou pegar o jeito de novo, tá legal, mas pode e    vai melhorar!

Aperta o PLAY e assiste em HD. 😉

Quem quiser ver tudo de perto que eu mostrei, passa na Mega Vale da rua halfeld se for de Juiz de Fora. Se não for, tem Mega em várias cidades e os produtos que indiquei estão nas grandes lojas de cosméticos do país. 👍🏻

E o principal: Se inscrevam no canal, deem joinha no vídeo, cometem o que acharam do vídeo e aceito dicas. 😘

Helena SáPostado por Helena Sá

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09/06/17
Ninguém quer te ouvir, e é pela sua aparência

Do You Wanna Touch Me

Se você for a palestras de coaching, esse estilo motivacional, sobre ser bem sucedido, popular, etc. Se ler livros estilo auto ajuda que tem o segredo do sucesso e outros trambiques, vai ouvir e ler sempre que a aparência, a imagem que você passa é imprescindível. A tal “boa aparência” é pré requisito. E isso normalmente significa seguir padrões, seja no estilo de roupas, corte de cabelo, maquiagem ou na forma física e na cor da pele, quando já caímos nos preconceitos.

Esse tal padrão tá em tudo mesmo, para as pessoas te ouvirem você tem que passar uma imagem bem sucedida, e ser gorda, ter cabelo colorido e tatuagens não combina nada com isso na maioria dos ambientes de trabalho e até mesmo sociais.

Me vejo em situações por muitas vezes, em que eu sei mais, tenho mais para ensinar, experiências para dividir, do que o cara branco, de terno e mais velho tem. Mas quem vai ser ouvido é ele. Eu saco mais de moda, de cosméticos e afins do que muitas das moças loiras e magras que estão nos mesmos eventos que eu. Mas porque eu não escolhi os artifícios padrão para me vestir, por não ter o peso certo, não sou ouvida, levada a sério. Mesmo quando eu tenho um blog com mais engajamento, um público, experiência, reconhecimento de grandes marcas com tudo isso, vejo nos olhos das pessoas o julgamento da aparência.

Estive essa semana presente em dois eventos, em um falei da empresa em que trabalho, no outro era uma mesa de restaurante conversando sobre viagens. Em ambos eu tinha argumentos, base, vivência e gente, eu falo bem em público, em ambos as pessoas não aparentaram interesse em me ouvir.

Na mesa do restaurante inclusive foi engraçado, pois um senhor disse que morou 9 meses em Lisboa e não conheceu nada da cidade, só ia trabalhar e dormir, nem sabe falar da cidade, poderia muito bem nem ter estado lá. E eu comento, morei dois anos em Lisboa, trabalhei para pagar meu mestrado lá, fazia uma jornada de oito horas no trampo e de quatro na faculdade diariamente, e mesmo assim conheci a cidade de cabo a rabo, viajei dentro do país e pela Europa, tinha muita vivência interessante pra dividir. Mas o tal senhor, mais velho (isso também conta), falando que só foi lá juntar dinheiro, aparentemente era mais interessante.

E eu posso citar outras diversas situações. A escola em que estudei a vida toda está veiculando publicidade com uma blogueira, obviamente chamaram uma moça nos padrões, ao invés da ex-aluna. E não é por falta de qualificação, sou advogada, especialista em direito internacional, turismóloga, tenho sete anos de experiência em influência, mídias sociais, produção de conteúdo… nada disso bate a aparência padrão. 👍🏻

O que a gente pode tirar de aprendizado disso tudo? Tem dois caminhos: você pode simplesmente começar a se enquadrar, atuar e se encaixar perfeitamente no que é confortável e cômodo para os olhos dos outros, ou você pode decidir que não vai julgar as pessoas assim e começar a quebrar esse círculo de atraso, preconceito e cafonice. Ouvir as pessoas, conhecer seu histórico e não apenas sua aparência.

E aí, qual caminho você vai tomar? Pra mim já não tem mais volta do meu. 😅

Helena SáPostado por Helena Sá

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24/05/17
A cultura do interesse

Copiando quem não te serve a nenhum interesse, e prestigiando quem você acha que deve puxar o saco. E assim segue o bonde.

Outra que também tá nas mais pedidas do spotify: “Incrível o que você disse, mas vou esperar alguém mais influente falar”.

Eu gosto de chamar de Cultura do Interesse, que consiste em “colar” em quem tá em alta, em quem tem dinheiro, influência, fama… mas o grande erro de quem pratica isso, é acreditar que algumas pessoas não lhes servem, e outras tem mais valor. Ao invés de tratar todo mundo bem.

Isso sempre existiu, mas agora com as timelines das redes sociais, tá muito mais óbvio, jogado assim na nossa cara. As pessoas em sua maioria, passam o dia compartilhando, curtindo e comentando coisas que gente importante/influente/relevante posta, mesmo que seja banal,  mesmo que outras pessoas já tenham dito.

É aquela velha história, feminismo pela boca de mulher não tem muita graça, ainda mais mulher anônima. Gordofobia fica mais bonitinha denunciada por gente magra, racismo por gente branca. E mesmo quando a gente ouve quem realmente pode dizer, preferimos ignorar quem não tá em alta no rolê.

Como eu adoro uma contra corrente, adoro me aliar e enaltecer o trabalho que é novidade vindo da voz do novo e desconhecido. É só dar uma olhada em quem escolho pra me tatuar, pra me fotografar, desenhar ou escrever no blog. Alguns desses inclusive hoje em dia sobressaindo em sua área, mas quando vi primeiro, eram underdogs.

A cultura do interesse

E minha predileção pelos underdogs, outcasts, não é ato de bondade ou caridade. O frescor das novas ideias me atrai, é vantagem pra mim, e eu não consigo entender esse desespero por colar no  mainstream, fazer mais famoso quem já é.

Não digo que ignoro quem já escalou a montanha, a maioria tem motivos para estar lá, busco aprender observando. Mas eles não precisam mais de mim da mesma forma, e mais, eles não vão ser meus parceiros, mesmo que eu puxe o saco eternamente e um deles resolva me apadrinhar, não é pra eu crescer com eles, é pra me ter por perto e controlar minha subida.

Quando a gente dá valor pra quem começa junto com a gente, ou pra quem ainda é novo, esses são grandes possíveis parceiros pra crescer junto. Ninguém esquece quem primeiro te apoiou, se não for burro.

E por que tudo isso agora, Helena? Porque já tava passando da hora de falar pra muita gente acordar, entender que puxar saco de quem lhe interessa pode ser um caminho mais curto, mas não é o mais rico e criativo, não é inovador e além de antiético, é cafona.

Então, para de copiar quem tá na mesma batalha, para de ignorar o artista desconhecido e babar quem não tá nem aí pra você.

Crescer em comunidade ao invés de galgar uma escalada individual cheia de sapos engolidos e sacos puxados é muito mais legal. Nós estamos virando quase a segunda década do século 21, lacrar e tombar já não são as coisas mais importantes. Apoiar a sua gang, no nosso caso Girl gang, é o que vai nos fortalecer. 😉

A cultura do interesse

Helena SáPostado por Helena Sá

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10/05/17
RESENHA: Vem Que Não Tem – Sou Dessas

Vem que não tem

Eu tive que gravar vídeo, porque só assim pra vcs verem esse cabelo, esse brilho! Eu to apaixonada no resultado que a linha Vem que não tem da Sou Dessas deu no meu cabelo.

E eu tava ressabiada pq eh uma linha para cabelos oleosos, pensei que poderia deixar mais seco, mas gente, que macio e que brilhante que tá esse meu cabelim!

E no caso de cabelo colorido, é difícil mostrar brilho.

No vídeo tem mais detalhes, aperta o PLAY e assiste em HD!

Eu já usei o shampoo e o condicionador, que são tanto no poo quanto low poo. Eu usei da forma tradicional. Shampoo, enxágue, depois condicionador e enxágue. O cheirinho é bem, leve gostoso. Ele aliás é todo leve, o único condicionador nacional transparente.

Senti que além de tudo que eu falei, deixa o cabelo mais limpo, acredito que é por ter essa base vegetal, o cabelo acaba ficando livre de resíduos.

A base da linha é o chá verde, que é antioxidante, mantém o cabelo jovem. ela não tem parabenos, sulfatos, nem silicones. E meu, o resultado disso é um cabelo leve, com uma aparência de limpo por mais tempo, e o brilho eu não canso de falar desse trem!

Vem que não tem sou dessas

O preço do kit shampoo e condicionador fica em torno de uns R$50, que eu acho um ótimo preço pela qualidade e resultado que a linha proporciona. Cada embalagem contém 300ml, e o produto parece render bem.

Como já disse mil vezes, adorei e vai ser minha dupla de uso diário, pois quem não quer cabelo com brilho, volume e leve todos os dias?

Alguém mais já usou? Ah! Se inscrevam no canal! 😉

Helena SáPostado por Helena Sá

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04/05/17
Incomodada ficava sua avó

Incomodada ficava sua avó

Pra quem não entendeu a referência do ➡️ título.

Um fenômeno que para alguns só acontece com uma mudança e paradigma: parar de usar/fazer/aceitar coisas que incomodam.

O incômodo pra muita gente é relativizado, é bobeira, melhor se incomodar um pouquinho do que mudar, mudar dá muito trabalho.

Mas acontece que incômodos são muitos, e somados, todos esses pequenos e irritantes acontecimentos, se transformam em uma vida sem jeito, sem lado. Quer ver como?

Um sutiã de aro, aquele arame cortando a pele o dia todo pra poder parecer que tem peito empinado, grande. Aquele salto, aquele bico fino no sapato pra ficar mais alta e elegante. A cinta massacrando o dia inteiro… eu posso passar o dia aqui listando coisas e situações em que a gente se coloca, porque mudar causa transtornos, é complicado, tem que se explicar pras pessoas.

E esse incômodo tolerável que a gente se coloca nele vai além de estética, você deixa passar o abuso de alguém pra evitar o desgaste do confronto, que pode ser único, mas você prefere passar várias vezes pela pequena chateação, do que bater de frente e ser o chato do rolê.

Daí que com os anos as coisas vão acumulando, é privação, incômodo e chateação uma em cima da outra, transborda alguma hora e pode gerar o dia de fúria, aquele em que você perde a razão, e sua reação é incompreendida. Ou então você guarda tanto que fica doente, vem a depressão e/ou ansiedade.

É muito tempo negando quem você é de verdade. Negando que você detesta sair pra balada, que você prefere passar o dia com seu cachorro à ir em uma calourada ou churrasco, uma vida inteira esticando a raiz do cabelo, fazendo a barba, dieta da moda, se depilando, não tendo tatuagem, não comendo o que gosta, usando roupa que detesta, mantendo amizades que você tolera por conveniência, rindo de piada sem graça pra manter o networking, fingindo que não ouviu a indireta pra não se indispor com parente… ufa, mais uma lista interminável.

E sempre pensando, quando eu tiver dinheiro não vou mais aturar isso, quando eu for independente, quando eu sair de casa, quando eu me mudar, quando eu trocar de emprego, quando eu emagrecer, quando eu for mais velho, quando eu casar… e a vida passa.

O que eu posso dizer sobre isso? CAI FORA! Tem diversas situações que a gente tolera porque faz parte de crescer, pra manter um trabalho, pra cuidar da saúde. Essas a gente muda com paciência, aos poucos. Mas tem várias outras coisas que a gente deixa passar por medo e preguiça da mudança.

Então o dever de casa de hoje é esse: questione, pois às vezes a gente nem sabe o que está nos incomodando, reflita, isso é bom pra mim? Faço por obrigação? Pra manter uma imagem? Pra agradar os outros?

Tá na hora de esquecer um pouco a conveniência, o cômodo que está pra lá de incômodo. E não é egoísmo isso não, faz parte de crescer e até mesmo de ser uma pessoa melhor pra quem nos cerca, por que ninguém é feliz com uma pequena pedrinha dentro do sapato.

Incomodada ficava a sua avó

Helena SáPostado por Helena Sá

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