O que é que eu vou fazer com tanta ansiedade

O que é que eu vou fazer com essa tal ansiedade

Estamos vivendo a Era da Ansiedade, e tanta correria e preocupação tem seu preço!

A ansiedade é bem mais grave do que apenas estar sujeito às preocupações do cotidiano, mas é algo sério. Se você sofre de ansiedade, é grande a chance de que isso tenha um grande impacto sobre sua vida. Podem passar por todo tipo de desculpas somente para evitar situações, não conseguir enfrentar multidões, participar de reuniões sociais ou estar em espaços aberto e em geral, não dormem bem. Trata-se de uma doença real e duradoura, com consequências impactantes na vida.

Tá bom Thais, mas tem alguma coisa que eu posso fazer sobre isso?

Como indivíduos, temos de fazer opções sobre como lidar com determinadas situações. A psicologia moderna aprendeu muito sobre a ansiedade nas últimas décadas. Sabemos mais do que antes sobre a origem da ansiedade, o modo como ela opera no cérebro e a natureza dos padrões comportamentais que ela gera. Compreender a ansiedade é a maneira de escapar de sua prisão.

Então, de onde ela vem e qual o motivo de sua existência?

Ela é parte de nossa herança biológica. Nossos ancestrais viviam em um mundo perigoso que ameaçava suas vidas, e foi em meio a esses perigos que nossa psique evoluiu. As qualidades necessárias para evitar o perigo foram desenvolvidas em nós pela evolução. O medo desses perigos tinha uma função protetora, e essa cautela persiste em nós sob a forma das mais profundas aversões e fobias, mas esses medos eram adaptativos. Por não vivermos mais no mundo primitivo, esses medos não são mais adaptativos. Porém, nossos desafios atuais são bem diferentes. Ainda assim, nossos cérebros funcionam como se nada tivesse mudado. Agimos de acordo com “regras” ultrapassadas. Quando começarmos a questionar essas crenças, podemos revisar essas regras, muito embora estejam profundamente enraizadas em nossa mente.

Como lidar com a ansiedade
ilustração @ilustragabs

Como posso fazer isso?

É possível modificar esses instintos, essa é a chave! Podemos “racionaliza-los”, porém, não é o mesmo que “ser racional”. Sabermos ou nos dizerem que um medo é irracional não o faz ir embora. Entretanto, se pudermos experimentar uma situação aparentemente perigosa várias vezes, mas sem consequências ruins, nosso cérebro pode aprender a ser mais racional e menos apreensivo.

Será que eu tenho um Transtorno de Ansiedade?

São 6 os transtornos conhecidos, cada um com um grupo de sintomas. Apesar dos nomes, é nossa ansiedade humana fundamental se manifestando de maneira diferente. Cada um tem suas próprias características e desafios, logo, as técnicas usadas para tratá-los devem ser “sob medida”.

São eles:

Fobia Específica: Medo de um estímulo ou situação específica. A crença é de que a coisa é de fato perigosa.

Transtorno do Pânico: Medo de suas próprias reações fisiológicas e psicológicas a um estímulo ou medo de um ataque de pânico. Quaisquer anormalidades são vistos como sinais de colapso iminente, insanidade ou morte. A evitação que acompanha as situações é conhecida como agorafobia.

Transtorno ObsessivoCompulsivo (TOC): Pensamentos recorrentes ou imagens (obsessões) consideradas estressantes. Há necessidade urgente de realizar certas ações (compulsões) que podem neutralizar essas imagens.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Tendência em se preocupar continuamente com tudo. Os pensamentos se voltam para a imaginação de todas as possíveis consequências negativas e de maneiras de impedi-las.

Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social: Medo de ser julgado pelos outros, especialmente em situações sociais.

Transtorno de Estresse PósTraumático (TEPT): Medo excessivo causado por exposição anterior a uma ameaça ou dano. As pessoas reexperimentam seus traumas sob a forma de pesadelos ou flashbacks e evitam situações que tragam lembranças perturbadoras.

Fica claro que é difícil conviver com um transtorno. Qualquer das condições acima pode afetar a qualidade de vida.

Tá bom Thais, entendi o que é, mas é possível tratar?

Apesar de muitas pessoas acharem que não dá pra fazer muita coisa, dá sim, formas mais novas de terapia cognitivo-comportamental provaram ser eficazes, esses tratamentos não fazem uso de medicação, não levam anos para funcionar, os pacientes frequentemente demonstram melhora significativa no começo e muitos conseguem manter o transtorno sob controle depois do tratamento.

O que é que eu vou fazer com tanta ansiedade
ilustração @ilustragabs

Aqui tem algumas dicas:

– Minuto de silêncio: Tente parar, relaxar e se ouvir.
– Terapia: o tratamento psicoterápico se mostra eficaz para os transtornos.
– Uma coisa de cada vez: O ciclo da ansiedade é cruel! Não se proponha a fazer mais do que consegue.
– Desocupe-se e desobrigue-se: Livre-se (mesmo que por um minuto) da obrigação de estar ocupado o tempo todo.
– Faça uma pausa, respire!
– Um problema de cada vez: O que vai resolver pensar em mil problemas de uma vez só?

Thais Knopp (@psithaisknopp):

Doutoranda em Psicologia – UFJF.
Mestre em Psicologia – UFJF.
Psicóloga – Faculdade Machado Sobrinho
Fisioterapeuta – UNIPAC/JF
Pós-graduada em Neurociências do Comportamento – NEISME/JF.

*Thais Knopp é psicóloga e seus atendimentos presenciais são em Juiz de Fora/MG.

Diga o que achou do post

Helena Sá

More about Helena Sá

A Garota Rosa Choque, treinadora de unicórnios, adora colorir a pele e os cabelos. Humana do Jimmy, canceriana em sol e ascendente. Don’t cal me flor, amor, querida...

Leave a Reply