séries


19/10/17
Bowie e Stranger Things

 

Look stranger things

Bowie e Stranger Things? Mas é claro que tinha que dar uma mistura maravilhosa! ⚡️

O look essa semana está super nostálgico e ao mesmo tempo atual. Nostálgico porque Bowie faz falta e a série se passa nos anos 80. E no timing perfeito, já que Stranger Things estreia a segunda temporada esse mês, no dia 27. 😍

Além disso, tem referências mais Halloween do que Bowie e Stranger Things? 🎃👻

Se preparem pra uma surra de fotos lindas desse look que é puro amor. 🖤

Look stranger things

Adorei o toque dessa camiseta de colocar o Will de cabeça pra baixo. Quem assiste a série entendeu. 😉

Bowie e Stranger Things

Super brava ela, fazendo careta tentando ser bad girl na fota! 😈

Look stranger things

A saia é amor antigo, comprei ano passado, mas não tive oportunidade de usar porque nunca achava uma camiseta ou blusa que combinasse, que eu me sentisse bem usando com ela. Dai quando a Lolja me mandou essa camiseta, veio o click na hora! Combinava lindamente. 🖤🖤🖤

Look stranger things

Adoro misturar peças que aparentemente não combinam, mas que no final são perfeitas juntas. Uma saia com muito brilho, de paetês, e uma tee super básica que normalmente a gente usa com jeans. Parece que não tem nada a ver, mas uma equilibra a outra, já que básico + brilho = chique. 🌸

Look stranger things

Aproveitei pra colocar pra jogo meu brinco de Ovni holográfico e meu amorzinho flatform também holográfico. Achei que iam fechar com o look, e fecharam mesmo. 😍

Look stranger things

Eu usei:

  • Camiseta Stranger Things, Lolja;
  • Saia Bowie, Cabide Mix;
  • Flatform holográfico, Renner;
  • Brinco Ovni, Closeyra.

Look stranger things

Agora cá entre nós, além do look muito lindo, as fotos estão um amor, não é? Adorei tudo, por do sol, cores do céu… 🖤

Look stranger things

Mais uma vez uma mistura inusitada que na minha opinião arrasou! O que vocês acharam? Que, já usa looks assim me conta! 😉

fotografia: Raissa Lopes

Postado por Helena Sá

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19/10/17
Bowie e Stranger Things

 

Look stranger things

Bowie e Stranger Things? Mas é claro que tinha que dar uma mistura maravilhosa! ⚡️

O look essa semana está super nostálgico e ao mesmo tempo atual. Nostálgico porque Bowie faz falta e a série se passa nos anos 80. E no timing perfeito, já que Stranger Things estreia a segunda temporada esse mês, no dia 27. 😍

Além disso, tem referências mais Halloween do que Bowie e Stranger Things? 🎃👻

Se preparem pra uma surra de fotos lindas desse look que é puro amor. 🖤

Look stranger things

Adorei o toque dessa camiseta de colocar o Will de cabeça pra baixo. Quem assiste a série entendeu. 😉

Bowie e Stranger Things

Super brava ela, fazendo careta tentando ser bad girl na fota! 😈

Look stranger things

A saia é amor antigo, comprei ano passado, mas não tive oportunidade de usar porque nunca achava uma camiseta ou blusa que combinasse, que eu me sentisse bem usando com ela. Dai quando a Lolja me mandou essa camiseta, veio o click na hora! Combinava lindamente. 🖤🖤🖤

Look stranger things

Adoro misturar peças que aparentemente não combinam, mas que no final são perfeitas juntas. Uma saia com muito brilho, de paetês, e uma tee super básica que normalmente a gente usa com jeans. Parece que não tem nada a ver, mas uma equilibra a outra, já que básico + brilho = chique. 🌸

Look stranger things

Aproveitei pra colocar pra jogo meu brinco de Ovni holográfico e meu amorzinho flatform também holográfico. Achei que iam fechar com o look, e fecharam mesmo. 😍

Look stranger things

Eu usei:

  • Camiseta Stranger Things, Lolja;
  • Saia Bowie, Cabide Mix;
  • Flatform holográfico, Renner;
  • Brinco Ovni, Closeyra.

Look stranger things

Agora cá entre nós, além do look muito lindo, as fotos estão um amor, não é? Adorei tudo, por do sol, cores do céu… 🖤

Look stranger things

Mais uma vez uma mistura inusitada que na minha opinião arrasou! O que vocês acharam? Que, já usa looks assim me conta! 😉

fotografia: Raissa Lopes

Postado por Helena Sá

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17/10/17
em: moda
Looks de Halloween

Looks de Halloween

Como eu já disse aqui, eu não tenho muita dificuldade em me vestir estilo Halloween, mas pra muita gente que um pouco mais básica, isso é difícil.

Então, pra celebrar esse mês que é pra mim um dos mais divertida do ano, resolvi reunir umas dicas para montar looks que tem uma leve referência da data, sem necessariamente estar fantasiado. Muita gente ama a data, como eu, mas isso não significa que quer se fantasiar totalmente pra ir em festas temáticas.

E até mesmo pela praticidade fica muito mais legal montar looks de Halloween com leves referências ou inspirações em personagens de filme, séries, música ou o que for.

Às vezes você vai sair direto do trabalho para uma festa, ou pra um Happy hour, daí um look que subentende um tema é mais tranquilo de usar. Fora que é super legal fazer os amigos adivinharem qual a referência pro seu look, de qual filme ou personagem é…

Look de halloween

Podem ser looks assim como na montagem acima, que lembra muito como personagens de alguns filmes se vestiam. O do meio por exemplo, me lembra muito As patricinhas de Bervely Hills, só que numa versão mais a cara da menina que está usando.

Looks de Halloween

Dá pra ser mais literal e realmente se jogar no tema Halloween. 🎃🎃🎃

Looks de Halloween

Se vestir como os personagens aí em cima, inclusive se inspirando em pessoas reais, como Beyonce.

Dia das bruxas look

Outro jeito prático de já sair de casa pronto pro halloween, é usar uma camiseta com referência de filmes, séries, e cultura pop em geral. Essa é com certeza a forma mais fácil de montar um look com tema Halloween, porque todo mundo tem uma camiseta da série/personagem/filme preferido no guarda roupas.

E esse post foi proposital, pois dia 31/10 Halloween real/oficial, tem o Encontro de Blogueiros e Youtubers de Juiz de Fora, e a gente pediu para os inscritos tentarem um look Halloween sem ser fantasia. Ou seja, esse é um post pra todo mundo que tem uma festa ou balada no tema se inspirar pra criar e inventar no visual. 👻

E aí, quem pretende usar as dicas? Me contem se tem alguma festa no tema pra vocês irem esse mês! Eu já escolhi meu look, mas quero ver looks de vocês também. 😉

Postado por Helena Sá

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10/04/17
6 séries incríveis com protagonistas fora do padrão

6 séries incríveis com protagonistas fora do padrão

Não foi difícil pra mim reunir essa lista, pois eu assisto muitas séries. Mas se você acompanha só o que tá no topo da publicidade, o que é mais falado nos jornais, portais e blogs sobre entretenimento, provavelmente fica difícil listar boas séries no mercado atual que saiam do lugar comum.

Normalmente até mesmo séries que falam de temas tipicamente conhecidos por quem não se encaixa nos padrões, como bullying, são estreladas por atores meticulosamente padronizados, dentro da concepção de beleza que nos é ensinada todos os dias. Como é o caso de 13 Reasons Why, se você olhar do prisma de quem realmente sofreu ou sofre bullying, você não percebe ali características dessas pessoas na aparência de nenhum dos atores escalados.

Mas isso é muito típico das produções Norte Americanas. Você só consegue enxergar algo fora da curva, quando os próprios atores, escritores, produzem seus shows, como é o caso de Girls estrelado, dirigido e produzido por Lena Dunham, uma mulher que apesar de branca, está longe dos padrões da TV e cinema norte americanos.

Por isso resolvi fazer essa seleção com 6 séries incríveis com protagonistas fora do padrão. E eu mencionei especialmente protagonistas, porque é comum sim ver personagens foda dos padrões em filmes e séries, porém, o comum é que sejam papéis muleta, cheios de estereótipos e meramente servindo como contra peso na trama. 👍

Essas séries que cito abaixo tem o diferencial além do protagonista fora do padrão, elas têm pessoas que nos fazem sentir identificação, é a beleza da representatividade acontecendo.

Chewing gum

Vamos começar pela despretenciosa Chewing Gum, protagonizada por uma mulher negra, mas não é a mulher negra clareada (whitewashing) que vemos muitas vezes.

A protagonista, que também escreve a série, é incrível pois ela não atende nada do que é exigido de mulheres negras na mídia. Ela não tem um cabelo lacrador, não performa sensualidade e nem tem traços delicados que são imputados ao padrão de mulher negra considerada bonita. E isso assusta em um primeiro momento, principalmente se você está esperando alguma versão da Beyonce. 💣

Mas a medida que você entra no mundo da Tracey, se encanta e se diverte com ela e com as situações em que ela se coloca. Outra coisa massa da série é o par romântico principal da protagonista, um rapaz branco que atende aos padrões perfeitamente. Isso é raro de ser representado em séries ou cinema. A série é uma produção britânica e está em sua segunda temporada na Netflix.

Please like me

Please Like Me eu já indiquei aqui há uns quatro anos, quando a série foi lançada, hoje em dia muita gente descobriu o show por ela tratar de homossexualidade e outros temas importantes como depressão e suicídio de uma forma delicada e simples. 💕

Mas além de ser uma série engraçada, sensível e inteligente, ela conta com um protagonista que apesar de branco e magro, não está nos padrões, principalmente dentro da comunidade gay, que ainda se depara com muito preconceito estético. Josh é um rapaz comum, não tem nenhum apelo de sex simbol, e é um gay afeminado, apesar de na série ele só se revelar em idade adulta, assistindo a gente percebe nele o que muitas pessoas ainda rejeitam mesmo entre os gays. Isso tudo torna Josh, um protagonista muito fora do comum. A série é uma produção Australiana e possui quatro temporadas e já encerrou.

Happy Valley

Pra mim Happy Valley é uma das séries que mais revolucionam em termos de protagonismo fora dos padrões, pois tem em uma mulher acima dos 50 anos, com um corpo fora dos padrões no papel principal e não para nisso. 💪🏻

Ela é uma policial super badass, que se fosse interpretada pelo Clint Eastwood não seria tão fodona. É incrível como policial, avó, irmã e mãe. Lida com tudo isso e com muita coisa pesada em sua vida e nela eu vi muitas mulheres da vida real. Essa série mostra que mulheres não tem nada de fracas, que não temos a data de validade que nos impõem quando ficamos mais velhas e que podemos fazer tudo.

A série é uma produção britânica e já foi encerrada e possui duas temporadas.

My mad fat diary

Ah, essa série! Ela já é o amorzinho de muita gente, também já rolou resenha dela aqui no blog. My Mad Fat Diary tem uma protagonista gorda na adolescência, que é uma fase cruel por si só, sendo gorda, acreditem, é massacrante.

A série é incrível em vários aspectos, ela prende a gente não apenas por identificação com a Rae, qualquer pessoa que assistiu a série se encanta e isso prova que as pessoas querem e estão preparadas pra ver mais gente como a gente na TV e cinema. A série é uma produção britânica e já encerrou com três temporadas. 🌈

Master of none

Master of None, uma série sobre a vida de um jovem bem sucedido profissionalmente, na casa dos 30 anos, vivendo em NY. Tudo de mais clichê se não fosse a estrela da série um indiano, franzino, com voz que parece um remix de música pop. 😋

O ator que estrela a série já brilhou muito em Parks & Recreation, Aziz Ansari, e ele já é engraçado e  talentoso por si só, nessa série que consegue abordar temas como racismo e sexismo de uma forma leve, envolta no cotidiano dos personagens, ele brilha ainda mais. A série tá entrando na sua segunda temporada na Netflix.

Grace & Frankie

E pra fechar essa lista com estilo, temos que falar de Grace & Frankie, uma série com protagonistas acima dos 70 anos. Duas mulheres que foram casadas a vida toda, tem filhos e netos, que se veem aos 70 sozinhas ao descobrirem que os maridos são gays e mais, mantinham um caso há mais de 40 anos.

A partir daí elas têm que recomeçar várias coisas na vida, isso sofrendo o preconceito com a idade, romances, família e até masturbação femininas na terceira idade. São temas pouco tratados na mídia, nos filmes e séries. E tudo é abordado de forma delicada, engraçada e inteligente, tudo do ponto de vista delas. A série já está em sua terceira temporada na Netflix.

É isso, séries incríveis ficam ainda mais cativantes quando a gente se identifica com os personagens. E todas essas que indiquei me fazem sentir assim. Espero que vocês assistam e curtam. 😉

Quem aí já viu uma ou umas dessas séries? Concordam comigo?

Postado por Helena Sá

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28/11/16
[Vlog] Tattoo Encantada

Tattoo-encantada

Isso mesmo, hoje vou contar e mostrar pra vocês, a história da Tattoo Encantada.

Era uma vez uma mina que na adolescência assistia Arquivo-X, já falei dela aqui, e que adorava tudo que se relacionasse a extraterrestres, e os casos estranhos que aconteciam na série…

O resto vocês conferem no vídeo, que ficou curtinho, mas mostrou a tattoo sendo feita no início ao fim, tá muito massa, aperta o PLAY:

Não vou contar a história toda porque só pelo vídeo e pela tatuagem vocês podem ter uma ideia. Mas uma coisa que é importante contar, o principal, a minha tatuadora foda, Jessie Syon arrasou ao transformar a inspiração que mandei pra ela, na junção da minha série preferida com meu animal fantástico de estimação, o Unicórnio.

tattoo encantada

Cheguei a falar por alto no vídeo que sempre quis mostrar mais sobre tatuagem e tatuadores aqui no blog. Mas eu queria que a primeira fosse sim uma mulher tatuadora, em um mercado que ainda é bastante machista, quero dar espaço e quero que vocês também conheçam e façam suas tattoos com tatuadoras, não apenas por serem mulheres, mas por serem tão profissionais quanto os tatuadores.

jessie syon

Quando não tava rachando de rir, tava fazendo careta te dor 😀

No caso da Jessie acho que nem preciso falar, pois o resultado da tattoo já é toda recomendação que ela precisa. Ficou incrível, perfeita, cada detalhe.

tatuadoras-jessie-syon

Essa foto foi assim que acabou de fazer, imagina quando ficar curadinha!

O desenho é da Jessie, eu mandei pra ela uma imagem de tattoo que achei no pinterest e ela fez a versão dela, e o unicórnio eu pedi pra colocar, porque na foto que eu mandei tinha uma vaca ali no meio. 😀

tattoo encantada

A Jessie usou duas técnicas principais na minha tattoo, que é a aquarela com todas essas cores formando um arco-íris. E o black work abstrato, que foi o estilo aplicado na nave, que eu amei! 💜

tattoo encantada

O tempo passou voando, apesar da dor, foi super leve o dia, a gente conversou, riu, Jessie e Thales zoaram das minhas caretas de dor… uma mina entende a outra, quando as minas são gordas então! Nem parecia que era a primeira ver que a gente se viu pessoalmente. 💜

tattoo encantada

Gente, to aqui escrevendo esse post, segunda-feira de manhã, a tatuagem em recuperação (fiz no sábado), e mesmo assim não canso de achar ela MARAVILHOSA!

Se eu recomendo a Jessie? Mas é claro! Manas, façam suas tattoos com mulheres e quem for de Juiz de Fora, corre na Jessie, porque é só amor e tattoos lindas! 💕

Contatos da Tatuadora Jessie Syon:
https://www.instagram.com/syonj/
https://www.facebook.com/jessy.syon
– whatsapp (32)988860859 Juiz de Fora – MG

Fotografia: Thales Alexandre

Postado por Helena Sá

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21/10/16
The Get Down: único seriado possível em 2016

the get down

Ano passado quando assisti o teaser de The Get Down eu fiquei louca. UM SERIADO SOBRE DISCO MUSIC? BERRO, GRITO, TIRO, BOMBA. Fui nascida e criada escutando Earth, Fire and Wind, Aretha Franklin, Diana Ross (obrigada, pai!), sou apaixonada por todo o contexto que envolve a cultura disco: valorização da estética e musicalidade negra.

Fiquei mais ansiosa depois de saber que seria o diretor Braz Luhrmann contaria aquela história. Quando todo mundo achou que ninguém poderia contar a tragédia de Romeu e Julieta, Braz inovou ambientando a história de forma contemporânea, com muitas pistolas e perseguições de carros, mas mantendo a atmosfera apaixonada e política da peça. Quando hollywood achou que filmes musicais estavam ultrapassados e cansativos, Braz nos brindou com Moulin Rouge.

Então veio The Get Down e a minha surpresa: não é um seriado sobre disco music, vai além disso.

Lado A, Lado B

Os episódios são sempre introduzidos em forma de rap por Mr. Books que conta a sua história, dos amigos e amores, na Nova Iorque de 1977. Parece confuso no começo e nos primeiros você fica “que rap é esse?”, “quem é esse cara?”, “é anos 90 ou 70?”, “cadê o disco?”. Mas as personagens e suas histórias são apresentadas e tudo vai se encaixando como numa grande engrenagem. Ezequiel Figueiro (Justice Smith) é um dos adolescentes que conduz a história, ele perdeu os pais e vive com a tia materna no Bronx e, como todo adolescente, tem seus sonhos e aptidões (escrita e leitura), mas se sente inseguro e precisa da ajuda dos amigos para se tornar mais confiante. Contrapondo a história de Zeke, temos a determinada Mylene Cruz (Herizen Guardiola), uma garota criada por pais conservadores que sonha em ser a próxima Donna Summer. O ponto em comum desses dois, além de serem jovens negros/latino, é a música. Mylene sonha com Manhattan e uma vida melhor que lhe espera além das ruínas em chamas do Bronx, já Zeke através da sua rima e versos, começa a entender seu papel e importância na comunidade, tudo isso através da música.

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Mylene Cruz divando no coral da igreja

Caldeirão musical e cultura pop

Assim como a história é conduzia de forma não linear, aquele vai e vem entre passado e presente, a trilha sonora é mixada da mesma forma, amarrando perfeitamente ritmo da série. São versos em forma de rap misturando-se com vocal gospel e batida disco. A música latina com seu pandeiro meia lua e violões, misturando uns violinos nervosos. Uma base de piano com soul e vocais gospel. é a disco music em seu auge emprestando seus metais em corneta, trombones e tubas para a mixagem de underground dos DJ do hip-hop. é a galera de boca de sino, lame e óculos escuros de sandália plataforma curtindo a turma dançando aquilo que hoje chamamos de break.

Nada é delimitado e tudo é misturado, fazendo esse caldeirão cultural étnico se tornar muito verossímil. As referencias pop estão por todos os lugares: HQ’s da Marvel, Star Wars, Bruce Lee e os filmes de artes marciais.

E somado a isso temos como pano de fundo a cidade de Nova Iorque, que também desempenha seu papel como personagem. A decadência e alto índice de desemprego, corrida eleitoral para a prefeitura com candidatos brancos que precisam do voto da periferia negra e latina para vencer, ao mesmo tempo esses candidatos querem erradicar e promover uma higienização dos grafites e da cultura desses guetos.

The Get Down mostra como a indústria fonográfica é cruel e seu sexíssimo, tem feminismo e aquela sororidade praticada no dia a dia em cenas lindas, que a gente se emociona e quer sair abraçando as personagens. Tem sangue, muito sangue! Não existe aquela separação básica de bem vs. mal, em um episódio eu amava Shaolin Fantastic e no outro eu queria que ele explodisse.

Aliás, os personagens secundários roubam a cena mesmo. Shaolin Fantastic (Shameike Moore) é um deles, o grafiteiro metido a Bruce Lee que introduz Zeke ao mundo de The Get Down. Outro personagem interessante é Dizziee (Jaden Smith). Ele é todo artístico e tranquilo (a loca do signo que mora em mim diz que ele é de peixes), se mistura bem entre todas as vertentes de grafiteiros e por conhecer quase todo mundo, acaba em uma festa moderninha no SoHo e protagonizando umas das cenas MAIS LINDAS DO SERIADO.

A série estreou a sua primeira parte em agosto deste ano na Netflix, com um orçamento de 120 milhões (!!!), trilha sonora (disponível no Spotify) e edição impecável, a fotografia e paleta de cores retro com muito amarelo mostarda/marrom/vermelho/azul pastel é colírio para os olhos, os cabelos black power e as maquiagens com muito brilho e sombra azul, uma história coerente e cativante de adolescente descobrindo os seus talentos, tentando conquistar seu espaço.

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The Get Down Brothers

This aint no fairy tale.

“Isso não é um conto de fadas”, Zeke diz ao longo da trama. Será este o motivo das pessoas não falarem sobre The Get Down? Eu tenho um palpite… O grande público está desacostumadas com enredos de protagonistas negros e latinos. Stranger Things estreou um mês antes e ainda vejo as pessoas replicando memes e falando sobre. Até agora eu vi pouquíssimas pessoas assistindo The Get Down, o que é uma pena! E o único seriado possível em 2016. E uma aula de história e uma imersão e valorização da cultura negra e hip hop. Antes de ver a série, eu achava que não gostava e não entendia muito bem o hip hop. Hoje eu percebo em como essa vertente foi sendo a apropriada por outros movimentos musicais e pela moda. ao longo dos anos.

The Get Down faz esse resgate das raízes do hip hop mostrando como, onde e o porquê do seu nascimento e de como a música é um instrumento importante na vida daqueles adolescentes, fazendo expressar seus sentimentos, discurso político e de se afirmar como indivíduo.

Postado por Camila Rocha

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15/06/16
Série Love – Netflix

série love netflix

A Netflix está arrasando com as sérias próprias. A bola da vez é a série Love, uma comédia romântica com pitadinhas leves de drama que conta a história de Mickey e Gus, dois adultos que acabaram de entrar na faixa dos 30 que se conhecem por acaso logo após  terminarem seus respectivos relacionamentos.

Mickey é apresentada como a garota descolada que trabalha em uma estação de rádio, usa drogas, bebe, fuma e é  aquela bagunça de  pessoa sem estabilidade emocional que acaba sendo vista como descolada e cool. Já Gus é o típico nerd  tímido e fã de cinema que mal bebe, é bonzinho e trabalha como professor no set de filmagens de uma série.

Ao se conhecerem, Gus imediatamente gosta de Mickey e os dois começam a trocar mensagens e a se encontrar ocasionalmente. O problema é que Mickey e sua vida constantemente agitada acaba deixando o relacionamento dos dois muito difícil de engajar.

A sacada de Love é ir além de uma história sobre o início de um relacionamento entre uma descolada e um nerd, pois desconstrói esses dois estereótipos. Gus é aquele nerd bonzinho que não é tão bonzinho assim, como ele é visto como um carente solitário, o personagem parece ter adotado essa personalidade, porém ele é tão egoísta e arrogante como a própria Mickey. Já ela, que se faz parecer forte e independente acaba se mostrando, ao longo dos episódios, mais sensível, carente e vulnerável que o próprio Gus.

série love

É divertido e interessante ver como cada um cria expectativas em cima do outro, o desespero de mandar uma mensagem e esperar a resposta, projeções e principalmente entender o outro além do que ele se deixa mostrar.

Apesar do carisma da personagem feminina, as partes mais engraçadas ficam por conta de Gus, que não é tão carismático, mas gera umas boas risadas em seus surtos no dia a dia.

Love é ideal para ver entre episódios de séries pesadas ou quando você precisa dar uma respirada e ver algo tranquilo. Nada de excepcional, mas divertida.

Postado por Carina Silva

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