[Resenha] Sushi – Marian Keyes

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sushi“Existem outras coisas na vida além de ser a melhor.”

Sushi é genial. E talvez muita gente queira me bater por falar isso de um livro voltado para o público feminino e, consequentemente (e infelizmente) por isso considerado“fútil”. Mas não quero nem saber. Sushi é um ótimo livro!

Por que será que estou falando isso de um livro consideravelmente grande onde é narrada a vida de mulheres fazendo absolutamente nada? Bom, é aí que entra a genialidade. Marian Keyes consegue prender o leitor do início ao fim como quem prende um telespectador vendo o final de Avenida Brasil. Sinceramente não sei como essa mulher consegue tanto encher linguiça, por assim dizer. Escrever, escrever e escrever páginas e páginas sobre absolutamente nada. Adoro.

Mas como assim sobre nada, gente?

Bom, não é sobre nada. O livro da escritora irlandesa narra a vida de 3 mulheres com personalidades pouco parecidas que estão passando por uma fase de mudanças. Temos a versão mais nova de Miranda Priestly, Lisa, que é editora chefe de uma revista feminina em Londres. Mandona, trapaceira e uma chefe má, Lisa tem que mudar de vida quando ela é transferida para Dublin para iniciar uma nova revista feminina no país. Acontece que Dublin é chata, nada glamourosa e a equipe que é dada para ela é simplesmente péssima e inexperiente.

No meio da equipe de redação a contratada foi Ashling, aquele tipo de personagem que não tem como não gostar. Simpática e prestativa, Ashling só quer encontrar alguém que a ame (ok, clichê.). Por fim, temos a melhor amiga de Ashling, Clodagh. A amiga muito mais bonita que Ashling, casada com um ex de Ashling, que vive em uma casa linda e tem dois filhos lindos e seu marido continua lindo, mas está infeliz.

A narrativa se passa pelo ponto de vista de Lisa, comandando uma redação aos gritos, Ashling, tentando desesperadamente fazer tudo dar certo, e Clodagh tentando não matar os seus filhos.

E por que tudo isso é ótimo? Porque é engraçado. Sushi é um livro muito engraçado. Por isso, senhoras e senhores, sem essa de que é Chick lit, porque tenho certeza de que é um livro que faria os homens rirem também.

Se você já leu o famoso Melancia e não gostou (assim como eu, porque não acontece absolutamente NADA naquele livro), vai gostar de Sushi, tenho certeza. E se gostou de Melancia, vai amar Sushi. É uma leitura divertida, de narração bem feita e construída, com um vocabulário que não é pobre e tem qualidade.

Terminou de ler aquele livro pesado, triste e denso? Corre para ler Shushi e dar uma risadinhas.

“Tudo o que Ashling sabia era que quase nunca se sentia completa. Mesmo nos seus momentos de maior realização, algo permanecia eternamente ausente, lá no mais íntimo do seu ser. Como aquele pontinho semelhante a um orifício que fica no negro da tela quando a televisão é desligada a noite.”

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Carina Silva

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