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14/01/15
Escova Pérolas de Caviar Widi Care

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Mês passado iniciei uma parceria linda aqui no blog, com o Salão Pinheiro’s Hair, que é aqui em Juiz de Fora. Só para vocês terem uma ideia, vão sempre rolar aqui dicas, vídeos, resenhas e muitas transformações doidas que gosto de fazer no meu cabelo. Tudo isso pois a equipe do Pinheiro’s topou entrar na onda das minhas mudanças e gostos diferentes nos cabelos.

Aguardem por um corte super legal que eu pretendo fazer no fim do mês e mais para frente tem mudança de cor também! #ansiosa

Mas hoje vou contar sobre a Escova Pérolas de Caviar Widi Care, que fiz com a Poliana lá no salão. Apesar dela ter o nome de escova, não é um produto alisante e também não possui formol.

A questão é que no verão é tenso de manter meus cabelos arrumadinhos, é muita umidade, a gente sua demais e nunca fica direitinho. Eu fazia escova ou chapinha em casa, passava 5 minutos na rua e tudo ia embora, por isso optei por fazer essa escova da Widi Care.

A Pérolas de Caviar apesar de diminuir bastante o volume dos cabelos e o frizz, não alisa completamente. Porém, eu prefiro assim, pois meus cabelos são muito finos e sensíveis, por isso prefiro tratamentos mais leves.

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Nessas imagens acima vocês podem ver meu cabelo seco e todo bagunçado (zero dignidade), depois da escova feita e com chapinha, e por último ele só no secador com ondas nas pontas.

Vocês podem notar que desbotou pouquíssimo do meu rosa, pois o shampoo inicial da linha é anti resíduos, que costuma retirar mesmo tonalizantes ou anilina (que é o meu caso).

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Na foto acima vocês podem ver o resultado dos cabelos quase 1 mês depois de fazer a escova, na foto eu estou com os cabelos secos naturalmente, sem secador. Não senti oleosidade a mais nos meus cabelos, nem qualquer tipo de dano. Mas como eu disse, a escova não é alisante, nos meus cabelos que são muito finos e maleáveis, ficou mais fácil de alisar e deixando preso em coque por um tempo, ele alisa ou ondula sozinho, dependendo da forma como é preso.

Quem quer:

  • os cabelos mais fáceis de cuidar no verão,
  • não quer agredi-los e quer um produto leve,
  • que não danifique os fios, eu super indico essa escova.

E claro, indico fortemente o Salão Pinheiro’s Hair, e não é só por ser parceiro aqui do blog, é porque fui super bem tratada e atendida lá, os profissionais são excelentes, você vê o produto que é usado no seu cabelo, é tudo explicadinho pra você, que tipo de tratamento está sendo feito, quais os componentes dos produtos. Fora o resultado que foi maravilhoso!

Para quem é de Juiz de Fora e região, o endereço do salão:

Santa Rita, 496 Centro
Juiz de Fora
(32) 3212-3895/3212-2813

Curtiram o resultado dos meus cabelos? Quem já usou essa escova, o que achou?

Postado por Carina Silva

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07/08/15
Séries dos anos 90 lado B

Existem duas séries dos anos 90 que todo mundo precisa conhecer, e, como são um pouco lado B e foram canceladas muito cedo, muita gente não conhece. O que é um pecado! Por isso, resolvi falar das minhas 2 preferidas – e quem sabe, mais para frente, falo das outras.

Freaks and Geeks:

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Exibida no finalzinho de 1999, a série se passava nos anos 80 (ponto!) e tinha como trama a vida dos nerds e esquisitos de uma escola do ensino médio. No elenco dos freaks temos atores bem conhecidos no auge da juventude e início de carreira: James Franco (que está a cara do Jeff Buckley <3), Jason Jordan (Marshall do How I Met Your Mother), Linda Cardellini (E.R e Scooby Doo), Seth Rogers (todos os filmes de comédia do mundo) e Busy Philipps (As Branquelas e Cougar Town).

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A história começa quando a avó de Lisa morre e ela passa a mudar os antigos hábitos. A certinha e “normal” descobre o grupo dos esquisitos e resolve andar com eles, porque afinal, era muito mais divertido ouvir rock n’ roll e fumar maconha. Lisa passa a ver as coisas com um olhar um pouco mais pessimista e abandona de vez sua vida de “nerd”.

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Já o núcleo dos geeks tem como protagonista o irmão mais novo de Lisa e seus dois amigos também “perdedores”. O trio que está no primeiro ano do colegial tenta desesperadamente se adaptar, conhecer garotas e fugir dos bullies. Claro que Lisa também sofre para se adaptar ao grupo dos malvadinhos, afinal, ela não tem malícia.

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Por que é legal?
Além da trilha sonora ser demais, ver como Lisa passa da garotinha feliz para uma típica adolescente (revoltada, rebelde e melancólica) é bem legal. E, para equilibrar, os nerds fazem a gente dar boas risadas. A série, infelizmente, não vingou nos EUA. E, por isso, só tem 1 temporada de 18 episódios. Mas vale super a pena!

My so Called Life

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Triste saber que uma série foi cancelada por ser “profunda” demais. Mas é o caso de My so Called Life, série total grunge, de 1995 estrelada por Claire Danes (Angela) e Jared Leto (Jordan Catalano). Difícil fazer a série parecer tão boa como ela é só falando, mas posso dizer que retrata muito bem a adolescência sem ser de uma maneira idiota. Enquanto muitos seriados faziam adolescentes parecerem bobões melosos, a série conseguiu resgatar o “drama” que pensávamos nos nossos próprios anos dourados de uma maneira poética e, vez ou outra, triste.

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A história começa quando a protagonista Angela também resolve deixar de andar com sua amiga certinha, pinta o cabelo de vermelho e faz amizade com uma garota doidinha e o mais um garoto divertido, vide único gay da escola. Angela é inteligente e sempre desdobra situações que resultam em pensamentos sagazes.
Claro que nenhuma protagonista adolescente dramática seria uma protagonista adolescente dramática sem um amor não correspondido, é aí que entra o lindo  do Jared Leto.

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Ao contrário de Freaks and Geeks, essa série não tem muito humor. Alguns episódios são meio densos, então não assista quando estiver tendenciosa à lágrimas ou sentir uma saudade enorme da adolescência.

E como tudo o que é bom dura pouco, a série só tem 19 episódios. Snif…

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Postado por Carina Silva

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01/08/15
[Resenha] Sushi – Marian Keyes

sushi“Existem outras coisas na vida além de ser a melhor.”

Sushi é genial. E talvez muita gente queira me bater por falar isso de um livro voltado para o público feminino e, consequentemente (e infelizmente) por isso considerado“fútil”. Mas não quero nem saber. Sushi é um ótimo livro!

Por que será que estou falando isso de um livro consideravelmente grande onde é narrada a vida de mulheres fazendo absolutamente nada? Bom, é aí que entra a genialidade. Marian Keyes consegue prender o leitor do início ao fim como quem prende um telespectador vendo o final de Avenida Brasil. Sinceramente não sei como essa mulher consegue tanto encher linguiça, por assim dizer. Escrever, escrever e escrever páginas e páginas sobre absolutamente nada. Adoro.

Mas como assim sobre nada, gente?

Bom, não é sobre nada. O livro da escritora irlandesa narra a vida de 3 mulheres com personalidades pouco parecidas que estão passando por uma fase de mudanças. Temos a versão mais nova de Miranda Priestly, Lisa, que é editora chefe de uma revista feminina em Londres. Mandona, trapaceira e uma chefe má, Lisa tem que mudar de vida quando ela é transferida para Dublin para iniciar uma nova revista feminina no país. Acontece que Dublin é chata, nada glamourosa e a equipe que é dada para ela é simplesmente péssima e inexperiente.

No meio da equipe de redação a contratada foi Ashling, aquele tipo de personagem que não tem como não gostar. Simpática e prestativa, Ashling só quer encontrar alguém que a ame (ok, clichê.). Por fim, temos a melhor amiga de Ashling, Clodagh. A amiga muito mais bonita que Ashling, casada com um ex de Ashling, que vive em uma casa linda e tem dois filhos lindos e seu marido continua lindo, mas está infeliz.

A narrativa se passa pelo ponto de vista de Lisa, comandando uma redação aos gritos, Ashling, tentando desesperadamente fazer tudo dar certo, e Clodagh tentando não matar os seus filhos.

E por que tudo isso é ótimo? Porque é engraçado. Sushi é um livro muito engraçado. Por isso, senhoras e senhores, sem essa de que é Chick lit, porque tenho certeza de que é um livro que faria os homens rirem também.

Se você já leu o famoso Melancia e não gostou (assim como eu, porque não acontece absolutamente NADA naquele livro), vai gostar de Sushi, tenho certeza. E se gostou de Melancia, vai amar Sushi. É uma leitura divertida, de narração bem feita e construída, com um vocabulário que não é pobre e tem qualidade.

Terminou de ler aquele livro pesado, triste e denso? Corre para ler Shushi e dar uma risadinhas.

“Tudo o que Ashling sabia era que quase nunca se sentia completa. Mesmo nos seus momentos de maior realização, algo permanecia eternamente ausente, lá no mais íntimo do seu ser. Como aquele pontinho semelhante a um orifício que fica no negro da tela quando a televisão é desligada a noite.”

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Postado por Carina Silva

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29/06/15
[Resenha] Sua voz dentro de mim

Sua voz dentro de mim

Quando tinha 22 anos, a roteirista inglesa Emma Forrest chegou em seu apartamento em Nova York e resolveu se matar. A tentativa, no entanto, foi falha. Emma sobreviveu e passou a frequentar um psiquiatra. O gentil e competente Dr. R. Profissional que, nas palavras da autora, salvou a sua vida.

Sua voz dentro de mim” é uma autobiografia da escritora/jornalista/roteirista Emma Forrest, lançada em 2013 pela editora Rocco, que narra especificamente sua relação com a instabilidade mental e principalmente com o psiquiatra que a ajudou nos momentos mais conturbados da sua vida jovem.

Emma começa contando como sua relação com o desejo de morte se iniciou quando ela era uma criança que via o quadro de Ofélia, afogada em meio as flores, e chorava comendo batatas chips. Logo assim, dá para perceber que nada, especificamente, gerou os problemas mentais que ela diz sofrer no livro de pouquíssimas páginas. Emma se corta, tem bulimia, e Mania ( quadro  oposto à depressão, se apresentando com euforia. Uma das fases do transtorno bipolar – fiz minha pesquisa, porque ela não explica isso no livro).

E então, logo aSUA_VOZ_DENTRO_DE_MIM_1363119997Bpós sua tentativa de suicídio, Emma abre sua mente acelerada e bem humorada pelas próximas páginas. Os detalhes das crises e pensamentos depressivos são escritos com muita leveza e senso de humor (superestimado nas críticas, devo dizer). Mas o que acaba deixando o livro interessante é própria vida interessante que Emma leva em meio a sua insegurança e relacionamentos ruins.

Provável filha de pais ricos, ela entrevista celebridades, frequenta casas de celebridades e aluga casas de celebridades. Temos, por exemplo, a participação especial de Heath Ledger na história e muitos outros famosos que ela não chega a falar o nome. Sem contar, claro, no famoso MC (Marido Cigano), ou, como todo mundo já sabe: Colin Farrel, um dos relacionamentos que mais a machucou.

Mas é legal  falar um pouquinho da pessoa que a inspirou a escrever “Sua voz dentro de mim”: Dr. R, se todos os psiquiatras fossem como ele, muitas pessoas não precisariam tomar medicamentos pela vida toda. Pela descrição de Emma, ele foi um homem que fez quase o papel de um psicólogo, a ouvindo e aconselhando de uma maneira humanizada. Claro que só Deus sabe o que ele anotava em seu bloquinho. Mas a relação especial que esse médico desenvolveu com Emma, e outros inúmeros pacientes, foi algo singular.

“Sua voz dentro de mim” é rápido e, antes de começar a ler, é bom ter em mente que o foco é a relação dela com o seu psiquiatra. Os pontos positivos da história são por Forrest ter conseguido falar sobre depressão e temas “mórbidos” de um jeito super leve e fácil de ler.

Foi o primeiro livro com um protagonista depressivo que não me transmitiu melancolia. Ou seja, se você tem medo de ficar triste com ele, não tenha! “Sua voz dentro de mim” nada mais é do que um meio que Emma Forrest teve de guardar a voz do salvador de sua vida dentro dela antes que ela desaparecesse.

Não foi o livro da minha vida, mas fiquei com vontade de ler alguns outros dela, afinal, ler sentimentos tão malucos expostos de uma maneira clara e sincera não é algo que lemos todo dia.

Postado por Carina Silva

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22/06/15
Batom líquido Koloss Irresistível

E cá estou com mais um batom líquido para mostrar para vocês e contar o que achei. \o/

No vídeo de lançamentos que entrou no canal semana passada, mostrei que a Koloss lançou uma linha de batons líquidos com 12 cores lindas.

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Eu escolhi uma das cores para trazer e testar, mas queria uma cor diferente de todas que eu tenho. Daí que o Batom líquido Koloss Irresistível acabou vindo pra casa. ♥

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Gostei muito da cor, da textura, da pigmentação, da uniformidade e do cheiro dele. Tudo ornou perfeitamente.

A embalagem é igual ao da Tracta e da Max Love (que ainda não testei), mas o produto em si é diferente.

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Apesar de ser denominado batom líquido, a textura é cremosa, diferente dos gringos da Lime Crime. Ele é fácil de aplicar, cobre perfeitamente e não mancha. Sinceramente, entre todos os batons chamados líquidos nacionais que eu testei, esse da Koloss foi o melhor.

O Irresistível tem uma cor que prega peça na gente, uma hora tá vermelho vivo, outras mais cereja, e ainda tende pro coral. Muito difícil de descrever e de fotografar, mas é lindo!

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Acredito que fique bem em todos os tons de pele, em mim que sou clara e com tom quente, deu um destaque legal, combinou bastante.

Encontrei a coleção toda na Mega Vale aqui em Juiz de Fora por R$22,40. Um pouco mais caro que os similares de outras marcas, mas como eu disse, foi o meu preferido em qualidade. 😉

Quero saber quem já usou, quem já testou várias marcas de batom líquido? Qual o preferido de vocês? E quais vocês querem que eu teste e compare?

Postado por Helena Sá

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12/06/15
Batom líquido Tracta na cor Moda

Obrigada…já não sei mais o que fazer… Meu maior desejo eh usar uma mini saia… Ir a Praia e ficar confortável com a pele..mas infelizmente…vivo procurando algo que ajude a mudar isso..acho que estou em depressão por ver um mundo cheio de mulheres bonitas com pele Lisa e eu com essa m…de problema…

Chegaram na Mega Vale essa semana 2 linhas de batons líquidos de marcas diferentes. No vídeo de lançamentos que entra no canal segunda, eu mostrei todas as cores.

Mas hoje quero mostrar para vocês o batom líquido Tracta na cor Moda, pois assim que vi, gamei! ♥

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A cor Moda faz parte de uma coleção com 7 cores, no vídeo de segunda tem todas. Mas o moda foi o que mais me chamou atenção, ele é um uva fechado e lindo!

Esse batom líquido não foge ao estilo de todos os outros já lançados no mercado nacional, tem textura um pouco mais líquida do que os que eu já testei e um aplicador peludinho, ao aplicar na pele vai secando até ficar sequinho e com a aparência mate.

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A outra linha que chegou na cidade é a da Koloss, e eu fiquei de cara que as embalagens são idênticas! Não sei se ambas são do mesmo fornecedor ou se houve cópia de uma marca para a outra. Quanto ao produto, achei diferenças entre eles, em breve tem resenha do batom líquido Koloss. 😉

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Por ser um pouco mais fluído que os batons líquidos que estamos acostumadas no Brasil, o Moda dá impressão de que vai manchar e não cobrir de forma uniforme os lábios. Mas é só impressão mesmo, ao aplicar é só não ficar passando e repassando o pincel, aplique uma camada, espere secar e aplique outra, vai ficar perfeito!

Ele tem um cheirinho doce, mas é muito leve e some rápido após aplicado e seco. Estava por R$19,90 cada, um preço que é muito bom, dentro da média de valor dos similares disponíveis no mercado.

Em resumo amei a cor, curti a qualidade do produto, achei o preço legal e aguardo lançamento de mais cores diferentes assim.

Quero saber o que vocês acharam da cor, que pra mim é super inverno e chique! Ah, alguém já usou?

Postado por Helena Sá

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02/06/15
em: Livros
[Resenha] Todos Nós Adorávamos Caubóis

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Duas moças que estão tentando resolver seu relacionamento, uma viagem de carro tendo como cenário o interior do sul brasileiro e uma autora brasileira e jovem. Resultado: claro que assim que soube da existência de “Todos Nós Adorávamos Caubóis” – Companhia das Letras – tive que botar na minha lista de livros desejados.

Cora e Julia estão vivendo seus vinte e poucos anos, uma morando em Paris e estudando moda após ter abandonado o jornalismo e outra morando no Canadá, quando a narradora – Cora – decide tirar do papel os planos de sair pelo sul do Brasil de carro e sem destino certo com Julia. A premissa da viagem, e da história, além de descobrir o que vai acontecer com duas jovens garotas andando de carro pelo interior, é descobrir o que vai sair dessa relação até então mal resolvida entre as duas.

Elas não se viam há aproximadamente 3 anos e antes disso, na época da faculdade, chegaram a ir de simples amigas para algo a mais.

Julia é uma moça moderna e descolada que não tem lá muita afeição por sua família muito menos por sua cidadezinha do interior sulista. Ela enxerga o modo que a família a trata como sendo uma substituta e que deve compensá-los de alguma forma. Isso provoca um distanciamento dos pais e do irmão mais velho, o que pode ser compreensível, afinal ninguém é obrigado a amar a família de paixão.

Já Cora pode parecer imatura e com grandes dificuldades de enfrentar os problemas. A viagem de carro com a amiga/ex caso representa o primeiro passo para ela aprender a resolver as coisas engavetadas. Além de ter armado a viagem para definir de uma vez por todas seu relacionamento com Julia – se serão amigas, namoradas, ou simples conhecidas – Cora tem que resolver o relacionamento com o pai. Pessoa que se distanciou dela após o divórcio com sua mãe, se casou com uma moça da idade dela e a chamou para ir de Paris ao Brasil acompanhar o nascimento do seu mais novo meio irmãozinho.

O problema é que Cora simplesmente não está afim desse drama. Para ela, resolver as coisas com Julia está no primeiro plano.

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O livro de 2013 da escritora Carol Bensimon narra especificamente o período onde as duas moças estão inseguras quanto à sua sexualidade e sentimentos. Para mim, ambas são imaturas principalmente pelo fato de fugirem dos confrontos com as respectivas famílias e também de evitar “the talk” sobre a relação delas. É justamente para isso que a viagem serviu: uma pausa na vida das duas para clarearem as ideias e os sentimentos.

Para quem gosta de uma leitura com boa ambientação, o livro vai agradar. Diversas vezes a narradora e protagonista para o ritmo da história para descrever em detalhes o quarto do hotel, por exemplo. Cora analisa suas sensações várias vezes e não evita em ir ao passado para apresentar melhor a história das duas.

Não sei se isso funcionou comigo. Apesar da narração cheia de flashbacks Julia e Cora ainda me pareceram apáticas, sem senso de humor e sem muitas camadas. Talvez tenha sido essa a intensão da Carol Bensimon.

Quem gosta de bastante diálogos pode ficar na vontade, o livro tem poucos. Mas recomendo para quem estiver afim de uma história com protagonistas homossexuais narrada de forma real. E por que eu falo real? Bom, nunca tinha lido um livro onde os protagonistas são um “casal” do mesmo sexo e achei bem interessante o jeito que a Carol descreve os sentimentos de atração física de Cora por Júlia de um jeito natural. Em nenhum momento ela exagera ou diminui. Simplesmente coloca o que é necessário, sem mimimi.

Apesar de bem curtinho, não é tão simples entrar no clima da narração do livro, por isso, “Todos Nós Adorávamos Caubóis” é bom para ler longe de barulhos e aproveitar as divagações de Cora e ambientação do interior do Sul com calma.

Postado por Carina Silva

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