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07/07/14
[Resenha] Claros Sinais de Loucura

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Ainda não sei se Claros Sinais de Loucura é um livro sobre uma menina de doze anos ou para uma menina de doze anos. Só sei que se você tem essa faixa etária vai se identificar muito e se já for mais velhinho vai sentir uma nostalgia deliciosa ao lembrar de como é ser um(a) pré-adolescente.

Estranho pensar como um livro com um título e uma premissa tão séria e profunda pode ser  tão leve. A protagonista da história é Sarah, uma garota que acaba de completar doze anos, vivendo suas férias de verão.  Ela e seus pensamentos são tão comuns que fica difícil imaginar o grande segredo que ela esconde: Sua mãe tentou assassinar ela e seu irmão gêmeo quando eram apenas bebês. A tentativa foi bem sucedida quanto à seu irmão Simon, e depois do julgamento de seu pai, acusado de negligência, sua mãe foi internada em um hospício.

É por isso que Sarah colocou na cabeça que o gene da loucura também está nela e que algumas atitudes suas são sinais super claros de que, no fim, vai acabar como sua mãe. Um  exemplo é conversar com uma planta chamada Planta.  Mas afinal, que garota de doze anos não conversa com sua planta, seu peixe, seu ursinho de pelúcia? Esse fato particular faz Sarah ter levado uma vida atípica, na qual teve que se mudar diversas vezes por causa de repórteres enxeridos e colegas de escola caçoando dela e da sua mãe louca. Por isso ela virou uma garota introspectiva e insegura que não pode confiar em ninguém e – talvez como conseqüência – tenha se apaixonado pela leitura. O que é legal pois vemos constantes citações de livros clássicos como O Sol Nasce para Todos (entrou na minha lista para ler) e também de palavras novas que ela vai aprendendo.

Sarah só tem uma melhor amiga e apostou com ela quem daria o primeiro beijo de língua nesse verão. Além disso, essa não é a única preocupação da garota. No próximo ano um dos trabalhos da escola será fazer uma árvore genealógica. Como vai conseguir esconder seu segredo? Para completar seu pai é um alcoólatra e ela se apaixona por um garoto muito mais velho do que ela.

Durante a leitura de  Claros Sinais de Loucura notei como é estranho como a gente acaba esquecendo como é  ser jovem. Tanto a narração de Sarah, a raiva que ela sente pelos pais e o anseio pelo primeiro amor aquecem nosso coração com lembranças gostosas de nós mesmos.  As transformações e reflexões que a protagonista passa são reais e interessantes e se tem uma mensagem muito clara no livro é que muitas vezes somos mais especiais do que achamos.

Para as pessoas mais velhas Claros Sinais de Loucura é um livro que talvez não vá acrescentar lá muita coisa. A escrita é super simples e os personagens que tinham tudo para serem profundos são um pouco rasos. Por isso, talvez, seja uma ótima opção para aquela pré-adolescente por ser uma escrita leve, fácil e divertida.

“Como sempre, tenho que descobrir as coisas por conta própria e responder às perguntas que o meu cérebro inventa. Se você quer saber, estou à procura de qualquer sinal de estar enlouquecendo. Quanto mais informação eu tiver, melhor poderei me defender do mundo, do cérebro dentro de mim que pode ou não ser igual ao dela.”

Postado por Carina Silva

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02/02/15
[Resenha] Não Sou Uma Dessas

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Quem assiste Girls sabe que a personagem principal, Hannah, é aspirante a escritora. O livro no qual ela vive trabalhando é nada mais do que a história da sua vida e experiência como uma jovem mulher da geração Y. E esse livro existe: Not That Kind Of Girl foi escrito pela própria Hannah. Ops. Lena Dunham.

A “confusão” é porque é quase impossível não comparar as duas. Uma vez que  Lena, além de interpretar Hannah, é a roteirista e diretora da série e usa muito da sua personalidade e vida na série.

Pode parecer um pouco de prepotência e egocentrismo, afinal, o que uma garota de vinte e poucos anos, criada em Nova Iorque, com pais artistas e uma trajetória acadêmica de dar inveja a qualquer “artista wanna be”, teria para falar de interessante? Pois é, eu também não sei. Só sei que Lena tem. E ela fala. Ô se fala.

Palavrões não são poupados, descrição de transas mal sucedidas, brigas e acontecimentos íntimos dos familiares, pensamentos vergonhos… Lena não poupa saliva e não tem, absolutamente nenhuma, vergonha na cara. Ela é o tipo de mulher que admiro. Daquelas que exalam tanta verdade e personalidade que acaba se saindo como ridícula para as socialites da vida.

Mas quem liga? Eu não. Eu quero ouvir histórias escrotas e relatos sobre TOC, estupro, sonhos, micos alheios e dissecações da vida.

Não vou dizer que Não Sou Uma Dessas não tem asneiras. Tem. Lena consegue ser sem noção e, às vezes, “pregar” um feminismo que carrega aspectos que eu não curto muito.

A prepotência dela me irritou às vezes (afinal, uma garota com a criação e oportunidades como as que ela teve, tinha que se tornar, no mínimo, o que é hoje). Isso porque, talvez, se Lena tivesse tido uma vida um pouco mais normal e não corresse tanto atrás de amizades e situações bizarras, o livro se tornaria mais verdadeiro, e não uma dramédia muito boa, mas que não engana, porque, no fim, a gente sabe que foi tudo friamente escrito e calculado.

 Meus trechos favoritos (não todos, porque alguns você tem que ler no livro mesmo):

“Não há nada mais corajoso para mim do que uma pessoa anunciar que sua história merece ser contata, sobretudo se essa pessoa é uma mulher. Por mais que tenhamos trabalhado muito por mais longe que tenhamos chegado, ainda existem muitas forças que conspiram para dizer às mulheres que nossas preocupações são fúteis, que nossas opiniões não são relevantes, que não dispomos do grau de seriedade  necessária para que nossas historias tenham importância. Que a escrita pessoal feminina não passa de um exercício de vaidade e que nos deveríamos apreciar esse novo mundo para mulheres, sentar e calar a boca.”

“Eu era trabalhadora. Merecia beijos. Merecia ser tratada como um pedaço de carne, mas também ser respeitada pela minha inteligência.”

“A Barbie é distorcida. Não tem problema brincar com ela, desde que você se lembre disso.”

“Nunca desejei ficar com mulheres; eu desejei ser essas mulheres.”

“Há dois tipos de mulheres em especial que despertam minha inveja. O primeiro é a exuberante, alegremente ocupada de manhã, à noite, capaz de desfrutar almoços em grupo, tirar férias espontâneas em Cartegena com as amigas e planejar chás de bebês para outras pessoas. As grandes questões existências não parecem afetá-la, e ela consegue limpar o forno sem pensar sequer uma vez: “ Para que fazer isso? Vai ficar sujo de novo de qualquer jeito, e depois vamos todos morrer. Por que eu simplesmente não enfio a cabeça?”

“A ambição é uma cosia curiosa: ela se infiltra quando menos se espera e te faz ir a diante mesmo que você prefira ficar parada.”

“A autoconfiança pode fazer qualquer coisa dar certo. Até mesmo sandálias com meias.”

“É horrível quando quem você odeia consegue coisas que você deseja.”

 “Penso bastante sobre o fato de que todos nós vamos morrer. Penso nisso nos momentos mais inoportunos.”

“E decidi que nunca sentiria inveja. Nunca seria vingativa. Nunca seria ameaçada pelo velho ou pelo novo. Vou desabrochar como uma flor todas as manhas. Vou fazer o meu trabalho.”

Postado por Carina Silva

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14/01/15
Escova Pérolas de Caviar Widi Care

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Mês passado iniciei uma parceria linda aqui no blog, com o Salão Pinheiro’s Hair, que é aqui em Juiz de Fora. Só para vocês terem uma ideia, vão sempre rolar aqui dicas, vídeos, resenhas e muitas transformações doidas que gosto de fazer no meu cabelo. Tudo isso pois a equipe do Pinheiro’s topou entrar na onda das minhas mudanças e gostos diferentes nos cabelos.

Aguardem por um corte super legal que eu pretendo fazer no fim do mês e mais para frente tem mudança de cor também! #ansiosa

Mas hoje vou contar sobre a Escova Pérolas de Caviar Widi Care, que fiz com a Poliana lá no salão. Apesar dela ter o nome de escova, não é um produto alisante e também não possui formol.

A questão é que no verão é tenso de manter meus cabelos arrumadinhos, é muita umidade, a gente sua demais e nunca fica direitinho. Eu fazia escova ou chapinha em casa, passava 5 minutos na rua e tudo ia embora, por isso optei por fazer essa escova da Widi Care.

A Pérolas de Caviar apesar de diminuir bastante o volume dos cabelos e o frizz, não alisa completamente. Porém, eu prefiro assim, pois meus cabelos são muito finos e sensíveis, por isso prefiro tratamentos mais leves.

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Nessas imagens acima vocês podem ver meu cabelo seco e todo bagunçado (zero dignidade), depois da escova feita e com chapinha, e por último ele só no secador com ondas nas pontas.

Vocês podem notar que desbotou pouquíssimo do meu rosa, pois o shampoo inicial da linha é anti resíduos, que costuma retirar mesmo tonalizantes ou anilina (que é o meu caso).

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Na foto acima vocês podem ver o resultado dos cabelos quase 1 mês depois de fazer a escova, na foto eu estou com os cabelos secos naturalmente, sem secador. Não senti oleosidade a mais nos meus cabelos, nem qualquer tipo de dano. Mas como eu disse, a escova não é alisante, nos meus cabelos que são muito finos e maleáveis, ficou mais fácil de alisar e deixando preso em coque por um tempo, ele alisa ou ondula sozinho, dependendo da forma como é preso.

Quem quer:

  • os cabelos mais fáceis de cuidar no verão,
  • não quer agredi-los e quer um produto leve,
  • que não danifique os fios, eu super indico essa escova.

E claro, indico fortemente o Salão Pinheiro’s Hair, e não é só por ser parceiro aqui do blog, é porque fui super bem tratada e atendida lá, os profissionais são excelentes, você vê o produto que é usado no seu cabelo, é tudo explicadinho pra você, que tipo de tratamento está sendo feito, quais os componentes dos produtos. Fora o resultado que foi maravilhoso!

Para quem é de Juiz de Fora e região, o endereço do salão:

Santa Rita, 496 Centro
Juiz de Fora
(32) 3212-3895/3212-2813

Curtiram o resultado dos meus cabelos? Quem já usou essa escova, o que achou?

Postado por Helena Sá

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06/01/15
[Resenha] O Presente do Meu Grande Amor

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O Presente do Meu Grande Amor foi justamente o livro que precisava para entrar mais um pouco no clima das festas de fim de ano. É uma junção de doze contos super fofos de diversos atores autores americanos que, com exceção da Raibow Rowell ( autora de Eleanor & Park), não conhecia.

As histórias que se passam no  Natal e Ano Novo são perfeitos para quem adora o climinha de fim de ano, luzes, árvores com enfeites fofos e o sentimentalismo inevitável.

Como são doze histórias, acho muita coisa para contar aqui para vocês, então vou falar sobre meus dois favoritos:

o-presente-do-meu-grande-amorÉ um milagre de Yule, Charlie Brown” – Stephanie Perkins ( autora de “Anna e o Beijo Francês”)

Conta a história da jovem Marigold que saiu do ensino médio e quer se mudar o quanto antes da sua cidadezinha pacata para trabalhar com o que mais gosta: animação. Ela tem um canal no Youtube onde coloca suas criações e agora, para um papel importante da sua nova animação, precisa da voz do vendedor de pinheiros. Por esse motivo passou a ir mais vezes do que gostaria no lugar que vende as famosas árvores de Natal enquanto tenta juntar coragem para falar com o dono da voz magnífica, que não é nada feio, e pedir seu favor estranho.

Anjos na Neve” – Matt de La Peña

É um conto que não tem lá muito cenário de Natal, mas sei lá porque tem um climinha gostoso de festas. A história toda é narrada por um estudante universitário com descendência mexicana que está passando fome em um apartamento chique na véspera de Natal longe de sua família. Shy está cuidando da gata de um homem com dinheiro que esqueceu de fazer as compras do mês e o deixou só com algumas fatias de pão e iogurte.  Enquanto vigia a gata, toca violão, olha a neve do lado de fora e passa fome sozinho, uma garota bate na sua porta pedindo ajuda para consertar o encanamento do seu apartamento. Eles são as únicas pessoas que não saíram de Nova York e voltaram para seus lares.

O Presente do Meu Grande Amor tem conto para todos os tipos de gosto, quem adora um romance real, romances improváveis, casal de fantasma com vivo, gays, humana com duende e muito amor e amizade. É ótimo para ler no final do ano, mas isso não quer dizer que ler ao longo dele vá ser chato. É um Young adult delicinha e meigo. O lado ruim? Dá muita vontade de ver neve.

Um ótimo 2015 para todos e que venha mais livros, filmes, séries e coisas boas para falar!

Postado por Carina Silva

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28/11/14
Batom Orquídea Mate Koloss

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Um batom que estou adorando é o Orquídea Mate Koloss, a marca enviou e acertou em cheio!

Vocês sabem que eu amo um batom super vibrante, pink, roxo, magenta, e os mais escuros tipo berinjela também. Mas de vez em quando eu gosto de usar um batom mais discreto pra variar.

Daí é que entra o Orquídea mate, ele é um rosa queimado lindo, ideal para fazer aquele bocão estilo Kylie Jenner, alíás em várias fotos ela está com esse exato tom de batom.

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Viram? O Orquídea Mate da Koloss é perfeito para quem curte as makes da Kylie e quer algo no mesmo estilo.

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Viram que eu ultrapassei um pouco a linha dos meus lábios, esse é um truque ótimo para quem quer o efeito de bocão. Mas tem que ser bem pouquinho, se não fica forçado parecendo o Coringa! 😀

Esse batom é um mate confortável, ou seja, ele é sequinho, mas é fácil de aplicar, desliza bem. A cobertura é ótima, a pigmentação também, duração bacana, tudo de bom. E o preço é muito amigo também, vi por R$10,90.

É ou não um super achado esse batom? Baratinho, com cara de ryco, cor linda e super qualidade.

Postado por Helena Sá

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29/10/14
em: Livros
Livros fofos que eu quero ler

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Livros fofos que eu quero ler, são vários. A maioria por culpa do Nicholas e do João, mas novos foram adicionados a lista depois da minha visita ontem a Livraria Arco Íris. Minha amiga de infância, Marcela, trabalha lá e fica me mostrando essas tentações!

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Para começar, desejei demais ler Zumbis x Unicórnios, e a Marcela acertou em cheio ao me mostrar, pois eu amo zumbis e unicórnios! <3

Mas além do amor à primeira vista, fui procurar saber mais sobre o livro, que é um projeto muito legal de Justine Larbalestier e Holly Black. Cada uma reuniu 6 autores para cada lado. E a partir daí cada autor de cada time escreveu um conto para defender o seu ser fantasioso. Então imaginem que em Zumbis x Unicórnios tem todo tipo de histórias maravilhosas sobre eles.

Zumbis x Unicórnios é da editora Galera Record.

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Essa série de livros é mais uma que já começou a me ganhar pelos títulos – Eu amo New York e Eu amo Hollywood. E além disso, pela sinopse deu muita vontade de ler, pois aparentam ser histórias leves, que misturam viagem, moda, romance… ou seja, um pouco de coisas lindas dessa vida não é? A autora é a Lindsey Kelk e a editora é a Fundamento. A série ainda conta com Eu amo Paris.

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Ahhh! O Geek Girl vol.1 eu ganhei e já vou ler! Mais uma vez a Marcela viu e lembrou de mim, achou a minha cara, eu vou descobrir porque em breve! Também da editora Fundamento essa série da Holly Smale, conta a trajetória de uma nerd (geek), desde a escola, até acontecimentos que vão transformar a vida e os gostos dela absurdamente. Em breve tem resenha dele aqui né! <3

Ah, antes que venha alguém reclamar que são livros para jovens, de menininha, ou coisa do tipo. Já aviso que eu leio de tudo e não fico olhando a classificação ou rotulagem, se a história, resenha, sinopse me interessa, eu leio. 😉

E vocês, quais os livros fofos que estão desejando ler no momento?

Postado por Helena Sá

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27/10/14
Resenha: Ele está de volta

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Um livro que me fez rir sem me dar conta de que estava lendo um livro que não pensava que seria considerado de comédia, até mesmo porque o personagem principal é ele: Hitler. E sim, aqui, “Ele está de volta”, e o mais interessante: nos dias atuais.

No livro escrito por Timur Vermes, o Füher acorda em um terreno na Alemanha completamente desentendido e ainda usando seus trajes formais. Quando levanta tentando entender como havia parado ali, percebe que há algo errado. Ele está no futuro. Muito mais no futuro.

Perdido e desorientado, tenta pedir informações para quem está passeando pela rua e fica furioso ao perceber como as pessoas ousam não respeitá-lo, e o pior, os que fazem a saudação alemã, insistem em fazê-la de maneira errada. Depois de perder alguns minutos tentando entender como havia parado ali, Adolf começa a passar mal e um bondoso dono de banca de jornais o ajuda.

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Por estar caracterizado e começar a soltar seus discursos (muito) bem feitos, o dono da banca logo percebe que além de se tratar de um sócia parecidíssimo, o senhor ali era um excelente ator. Então promete chamar alguns produtores que o ajudarão a ficar famoso. Em uma inocência cômica, Hitler gosta da ideia de ser apresentado aos tais “produtores” e começa a bolar novos planos, sem saber que, na verdade, estava sendo escalado para um programa de comédia.

É muito claro que para escrever “Ele está de volta”, o autor pesquisou muito sobre Hitler. Seus “novos” discursos, narrados na história, super poderiam ter sido feitos pelo próprio. E o mais assustador (que aconteceu comigo, pelo menos) foi o poder de persuasão que aquelas palavras possuem.

É claro que não se trata só do nazismo e do Hitler em si. O que eu gostei muito no livro, foram as observações do personagem sobre o mundo de hoje. Sobre como o conteúdo que consumimos é terrível, e como a nossa sociedade atual está sendo governada por um mídia que pode até ser considerada livre, mas que não exerce essa liberdade da melhor maneira, e ao invés de informar e expandir os horizontes, acaba criando cidadãos que não pensam e passam a dar importância ao que, na verdade, deveria menos importar.

Ao longo do livro, o que eu já havia comentado ali em cima começa a tomar tendências mais assustadoras. Começo a concordar com coisas que Hitler diz. E então, com um peso na consciência, começo a entrar em conflito com meus valores. O que é ótimo, eu acho, afinal livros que te fazem questionar sobre qualquer coisa são válidos. Questionar-se é válido e importante.

“Ele está de volta” é um livro narrado em primeira pessoa que ridiculariza Hitler, sua postura e suas idéias absurdas na medida certa e o mais importante: ridiculariza nós mesmos, que conseguimos engolir tudo o que nos é dito e posto em frente a uma tela de computador.

Claro que o livro tem seus defeitos, muitas vezes caí no tédio ao longo da leitura e viajei durante os discursos. Mas como não lembrava do que se tratava quando comecei a ler, não criei expectativas. No geral, é bom. Fazer o leitor desdobrar questões e rir ao mesmo tempo, foram duas junções geniais.

Postado por Carina Silva

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