resenha


27/10/14
Resenha: Ele está de volta

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Um livro que me fez rir sem me dar conta de que estava lendo um livro que não pensava que seria considerado de comédia, até mesmo porque o personagem principal é ele: Hitler. E sim, aqui, “Ele está de volta”, e o mais interessante: nos dias atuais.

No livro escrito por Timur Vermes, o Füher acorda em um terreno na Alemanha completamente desentendido e ainda usando seus trajes formais. Quando levanta tentando entender como havia parado ali, percebe que há algo errado. Ele está no futuro. Muito mais no futuro.

Perdido e desorientado, tenta pedir informações para quem está passeando pela rua e fica furioso ao perceber como as pessoas ousam não respeitá-lo, e o pior, os que fazem a saudação alemã, insistem em fazê-la de maneira errada. Depois de perder alguns minutos tentando entender como havia parado ali, Adolf começa a passar mal e um bondoso dono de banca de jornais o ajuda.

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Por estar caracterizado e começar a soltar seus discursos (muito) bem feitos, o dono da banca logo percebe que além de se tratar de um sócia parecidíssimo, o senhor ali era um excelente ator. Então promete chamar alguns produtores que o ajudarão a ficar famoso. Em uma inocência cômica, Hitler gosta da ideia de ser apresentado aos tais “produtores” e começa a bolar novos planos, sem saber que, na verdade, estava sendo escalado para um programa de comédia.

É muito claro que para escrever “Ele está de volta”, o autor pesquisou muito sobre Hitler. Seus “novos” discursos, narrados na história, super poderiam ter sido feitos pelo próprio. E o mais assustador (que aconteceu comigo, pelo menos) foi o poder de persuasão que aquelas palavras possuem.

É claro que não se trata só do nazismo e do Hitler em si. O que eu gostei muito no livro, foram as observações do personagem sobre o mundo de hoje. Sobre como o conteúdo que consumimos é terrível, e como a nossa sociedade atual está sendo governada por um mídia que pode até ser considerada livre, mas que não exerce essa liberdade da melhor maneira, e ao invés de informar e expandir os horizontes, acaba criando cidadãos que não pensam e passam a dar importância ao que, na verdade, deveria menos importar.

Ao longo do livro, o que eu já havia comentado ali em cima começa a tomar tendências mais assustadoras. Começo a concordar com coisas que Hitler diz. E então, com um peso na consciência, começo a entrar em conflito com meus valores. O que é ótimo, eu acho, afinal livros que te fazem questionar sobre qualquer coisa são válidos. Questionar-se é válido e importante.

“Ele está de volta” é um livro narrado em primeira pessoa que ridiculariza Hitler, sua postura e suas idéias absurdas na medida certa e o mais importante: ridiculariza nós mesmos, que conseguimos engolir tudo o que nos é dito e posto em frente a uma tela de computador.

Claro que o livro tem seus defeitos, muitas vezes caí no tédio ao longo da leitura e viajei durante os discursos. Mas como não lembrava do que se tratava quando comecei a ler, não criei expectativas. No geral, é bom. Fazer o leitor desdobrar questões e rir ao mesmo tempo, foram duas junções geniais.

Postado por Helena Sá

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22/06/15
Batom líquido Koloss Irresistível

E cá estou com mais um batom líquido para mostrar para vocês e contar o que achei. \o/

No vídeo de lançamentos que entrou no canal semana passada, mostrei que a Koloss lançou uma linha de batons líquidos com 12 cores lindas.

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Eu escolhi uma das cores para trazer e testar, mas queria uma cor diferente de todas que eu tenho. Daí que o Batom líquido Koloss Irresistível acabou vindo pra casa. ♥

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Gostei muito da cor, da textura, da pigmentação, da uniformidade e do cheiro dele. Tudo ornou perfeitamente.

A embalagem é igual ao da Tracta e da Max Love (que ainda não testei), mas o produto em si é diferente.

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Apesar de ser denominado batom líquido, a textura é cremosa, diferente dos gringos da Lime Crime. Ele é fácil de aplicar, cobre perfeitamente e não mancha. Sinceramente, entre todos os batons chamados líquidos nacionais que eu testei, esse da Koloss foi o melhor.

O Irresistível tem uma cor que prega peça na gente, uma hora tá vermelho vivo, outras mais cereja, e ainda tende pro coral. Muito difícil de descrever e de fotografar, mas é lindo!

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Acredito que fique bem em todos os tons de pele, em mim que sou clara e com tom quente, deu um destaque legal, combinou bastante.

Encontrei a coleção toda na Mega Vale aqui em Juiz de Fora por R$22,40. Um pouco mais caro que os similares de outras marcas, mas como eu disse, foi o meu preferido em qualidade. 😉

Quero saber quem já usou, quem já testou várias marcas de batom líquido? Qual o preferido de vocês? E quais vocês querem que eu teste e compare?

Postado por Helena Sá

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12/06/15
Batom líquido Tracta na cor Moda

Obrigada…já não sei mais o que fazer… Meu maior desejo eh usar uma mini saia… Ir a Praia e ficar confortável com a pele..mas infelizmente…vivo procurando algo que ajude a mudar isso..acho que estou em depressão por ver um mundo cheio de mulheres bonitas com pele Lisa e eu com essa m…de problema…

Chegaram na Mega Vale essa semana 2 linhas de batons líquidos de marcas diferentes. No vídeo de lançamentos que entra no canal segunda, eu mostrei todas as cores.

Mas hoje quero mostrar para vocês o batom líquido Tracta na cor Moda, pois assim que vi, gamei! ♥

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A cor Moda faz parte de uma coleção com 7 cores, no vídeo de segunda tem todas. Mas o moda foi o que mais me chamou atenção, ele é um uva fechado e lindo!

Esse batom líquido não foge ao estilo de todos os outros já lançados no mercado nacional, tem textura um pouco mais líquida do que os que eu já testei e um aplicador peludinho, ao aplicar na pele vai secando até ficar sequinho e com a aparência mate.

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A outra linha que chegou na cidade é a da Koloss, e eu fiquei de cara que as embalagens são idênticas! Não sei se ambas são do mesmo fornecedor ou se houve cópia de uma marca para a outra. Quanto ao produto, achei diferenças entre eles, em breve tem resenha do batom líquido Koloss. 😉

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Por ser um pouco mais fluído que os batons líquidos que estamos acostumadas no Brasil, o Moda dá impressão de que vai manchar e não cobrir de forma uniforme os lábios. Mas é só impressão mesmo, ao aplicar é só não ficar passando e repassando o pincel, aplique uma camada, espere secar e aplique outra, vai ficar perfeito!

Ele tem um cheirinho doce, mas é muito leve e some rápido após aplicado e seco. Estava por R$19,90 cada, um preço que é muito bom, dentro da média de valor dos similares disponíveis no mercado.

Em resumo amei a cor, curti a qualidade do produto, achei o preço legal e aguardo lançamento de mais cores diferentes assim.

Quero saber o que vocês acharam da cor, que pra mim é super inverno e chique! Ah, alguém já usou?

Postado por Helena Sá

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22/05/15
Óculos de madeira Ybirá

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Vocês notaram que o Garotas tá numa vibe de divulgar e fazer parcerias com marcas artesanais, incentivando a compra de produtos de quem faz? Pois então, hoje começo uma série de posts apresentando para vocês marcas especiais, com produtos lindos, feitos com muito cuidado e respeitando a natureza.

Descobri os óculos de madeira Ybirá na primeira edição do Mercado Aberto que eu fui, e já de cara fiquei encantada com a ideia, com a proposta, mas principalmente com a beleza e design dos óculos.

E sempre que eu mostro algo aqui no blog, é porque eu realmente curti, compraria ou comprei, fui bem atendida, concordo com a proposta do produto, e acho que tem tudo a ver comigo, com o blog e com vocês.

Claro que eu não errei em nada, pois quando mostrei os óculos aqui, todo mundo comentou e cobiçou um modelo Ybirá para chamar de seu. Por isso, hoje eu vou mostrar os óculos mais detalhadamente em vídeo e fotos. No vídeo ainda tem um dos sócios da marca contando como tudo começou!

Apertem o PLAY e assistam em HD, são 3 minutinhos para vocês se encantarem.

É muito modelo lindo e em cores e tipos de madeira que dão um estilo único aos óculos da Ybirá. ♥

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Eu escolhi um modelo de sol e um de grau. O de grau é esse aí em cima, o modelo se chama Oba e eu escolhi o tipo de madeira Marfim, que é o mais clarinho de todos. Em breve vou colocar lente e vocês vão cansar de me ver usando esse lindo aí.

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O meu escolhido de sol, na verdade me escolheu, pois foi amor à primeira vista pelo modelo Eça, que é um cateyes super diferente. Eu escolhi na madeira Imbuia que tem a tonalidade mais escura de todas, e a lente foi no marrom degradê.

Eu achei os óculos super confortáveis e leves. Vi no site e no facebook da marca, que eles podem ser molhados, pegar chuva ou suor sem problemas, porém não se deve deixá-los submersos para não danificar e tirar o brilho da madeira.

Na loja online dá para escolher entre 4 tipos de madeira e cinco tipos de lente para os óculos, e isso é demais, pois dá uma certa personalizada.

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É claro que eu já estreei o meu, e ainda junto com o cabelo novo, que já mudou de novo e em breve conto tudo sobre. 😉

Quero saber, quem já conhecia os óculos de madeira? Quem amou muito tudo isso como eu? E claro, me contem qual ou quais modelos foram os preferidos de vocês!

*Todas as fotos do post foram produzidas, feitas e editadas por mim. Quem quiser utilizá-las, deve dar os devidos créditos.

Postado por Helena Sá

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08/04/15
[Resenha] Um Mais Um

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Um mais Um foi o primeiro livro que li da Jojo Moyes, autora de Como eu era antes de você, e a premissa dele me pareceu interessante: um livro sobre viagem na estrada. Mas, ao contrário do que se espera de histórias de viagens, esse não tem jovens aloucados, sexo, drogas e rock n’ roll, e sim uma família que precisa muito enfrentar seus monstros para permanecer unida e forte.

Jess é uma mãe solteira no início dos 30 anos que foi deixada pelo marido. O motivo? O indivíduo “pai de família” alegou estar sob muita pressão e entrando em forte depressão, por isso , decide largar os dois filhos a mercê e voltar para a casa da mãe.

Para sustentar sua filha Tanzie que está no ensino fundamental e o enteado Nicky (filho do relacionamento anterior do seu super/ex marido), Jess trabalha como faxineira de casas ricas da cidade de manhã, e a noite é garçonete em um pub. É angustiante ler como ela se vira com o dinheiro, adiando o pagamento das contas até cortarem a energia como aviso, contando o dinheiro para fazer as compras da semana e tendo que fazer as próprias roupas da filha. Além de tudo isso, Nicky sofre um bullying violento na escola, passa o dia inteiro trancado no quarto jogando no computador e só consegue dormir se fumar maconha.

Uma das casas caras que Jess limpa pertence a Ed. Um homem adulto recém divorciado, dono de uma empresa de tecnologia que desenvolve softwares. Ex-geek na escola e na faculdade, Ed abriu uma firma com o melhor amigo e passou a levar uma vida de rei. Longe da família, cheio de grana e prestes a lançar um programa que elevaria suas finanças ainda mais, ele reencontra uma antiga paquera da faculdade e a convida para sair.

Seria a vingança dos nerds, afinal, agora ele era um homem rico e a moça mais popular da faculdade está sob os seus pés louca para transar com ele. Só que depois que isso acontece, a belíssima moçoila não larga dele e todo aquele encanto de mulher segura, intocável e perfeita começa a se esvanecer quando ela conta da separação sofrida que teve que passar, sua depressão e dívidas.

Querendo dar o fora na mulher e sem saber como, Ed resolve contar a ela da incrível empreitada que sua empresa está prestes a lançar e sugere que ela invista nas ações. É quando as coisas reviram e ele cai em uma roubada. Com o grande lucro que a moça ganha, os acionistas acusam Ed de uso de informações privilegiadas e ele é processado sob o risco de ser preso.

O mundo de Jess e Ed se cruzam quando, além de ela limpar sua casa, Tanzie recebe a proposta de estudar em uma escola para gênios. Mas, mesmo com uma bolsa de 90%, a escola é muito cara. Jess sendo uma mulher forte e positiva, encontra um jeito: inscrever sua filha em uma olimpíada de matemática para ganhar o prêmio em dinheiro e conseguir pagar a escola.

Jess, Tanzie, Nicky e seu enorme cachorro de estimação Norman partem para a estrada, e mesmo antes de colocar o pé na tábua o carro quebra. Ed, que está a caminho da casa de seus pais para avisar do processo que iria sofrer, resolve ajudar a família.

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A força de Jess é surpreendente. Não sei como sobreviveria se estivesse no lugar dela. É uma daquelas personagem  que, não importa o que aconteça, sempre vai dar um sorriso e falar “tudo vai ficar bem”. Ela acredita fielmente em algo que também acredito, coisas boas acontecem para pessoas boas e “trate os outros como você gostaria de ser tratado”. Porém , como a vida não é sempre justa, a personagem começa a perder a força em alguns momentos. Isso é a abertura para sua aproximação com Ed, o homem que achava repugnante.

O que me incomodou um pouco no início do relacionamento dos dois foi o fato de que Ed era alguém para salvar Jess: a mãe pobre, que não sabia como ajudar o enteado problemático e a filha desajeitada, casa com um homem rico que ocupa o lugar do pai irresponsável e a salva de uma vida ruim. Mas, para minha surpresa, as coisas não acontecem exatamente dessa maneira. É então que o nome do livro faz sentido. “Um mais Um”. É justamente a soma dos dois que faz as coisas darem certo. Jess salva Ed na área em que ele precisava ser salvo, nos relacionamentos com a família e a insegurança, enquanto ele não deixa ela derrubar a peteca.

Assim como a maioria dos livros de viagem, Um mais Um mostra que, no final de tudo, não importa o destino e sim o trajeto.

Com uma narração clara, mas não pobre, é um livro leve que consegue fugir dos clichês, unindo personagens diferentes e cativantes.

Postado por Carina Silva

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09/03/15
Unhas de Veludo You Care

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Existe coisa mais chique que essas unhas de veludo You Care? As unhas possuem essa textura lindona de veludinho na parte de cima e embaixo são lisinhas para aderir direitinho à nossas. Um luxo!

Elas chegaram há pouco tempo na Mega Vale aqui em Juiz de Fora, em várias cores, como preto, cinza, rosa e vinho e custam R$ 17,95 cada caixinha. Um preço um pouquinho salgado, eu sei. Mas acredito que vale a pena o custo benefício, já que as unhas podem ser reutilizadas se você tiver cuidado.

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Cada caixinha vem com 12 tamanhos e 24 unidades de unhas, além de uma cola, um manual e um aplicador.

Uma coisa que curti bastante é o fato de que as unhas de veludo dessa marca não tem aquele tamanho absurdo super longo (que pode ser bem legal em alguns casos, mas no mundo real não é a coisa mais funcional que existe, né?), excluindo a necessidade de ficar horas e horas lixando cada uma para ter aquela aparência mais natural. Até porque, acredito que a lixa pode danificar o veludo, e isso não seria legal.

Como ainda só usei para testar como ficam nos dedinhos, ainda não sei se elas duram muito tempo sem descolar, só posso garantir que o efeito é bem bacana e pelo visto vale a pena investir!

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Eu já estou louca para usar as minhas, mas estou esperando uma ocasião especial.

E vocês, já conheciam o produto? Curtiram a ideia de sair por aí com unhas divônicas de veludo?

Postado por Helena Sá

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20/02/15
[Filme] Grandes Olhos

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O mais novo filme do queridíssimo Tim Burton vai lá para os anos 50 contar a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams). Uma jovem artista mãe solteira que sonha em ganhar a vida vendendo sua arte: quadros  de crianças com olhos grandes e expressivos.

Mesmo sendo fonte de um grande talento, Margaret é tímida, sem o mínimo jeito para vender o seu trabalho e tem medo de não aceitarem o fato de ser uma mulher artista. É então que ela se  casa com o pintor Walter Keane (Christoph Waltz) e ele, desenvolto, carismático e excelente vendedor, começa a ficar famoso pelos quadros da sua esposa.

O sucesso das imagens de crianças de olhos grandes começa a ser tanto, que a arte de Walter Keane (na verdade da Margaret), passa a ser uma espécie de Romero Britto da época (só que melhor, claro). Tendo seus quadros estampados em posters e em uma diversidade de produtos, Margaret começa a se incomodar com o sucesso do seu marido em nome do trabalho dela. Enquanto fica trancada em um quartinho pintando quadro após quadro para preencher a demanda, ela começa a procurar sua própria identidade e decide mudar seu estilo para poder, enfim, assinar sua própria arte.

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Mesmo os quadros sendo a cara de personagens do Tim Burton (teria sido esse o motivo que ele resolveu fazer o filme?), o filme colorido e fofo não tem muito daquele tom sombrio que a gente está acostumado a ver. É só pela fotografia caricata e um pouco exagerada  que a dá para encontrar o dedo do Tim ali. O que é bom. Mostra que o diretor sabe produzir coisas diferentes.

Com um enredo bem leve de início, a história começa a ficar pesada quando Margaret se torna escrava do seu marido e, sufocada pelo segredo, decide falar para o mundo: Walter nunca pintou nenhum daqueles quadros.

Amy Adams faz de Margaret uma pessoa frágil e carismática enquanto Christoph Waltz, deixa Walter um daqueles vilões impossíveis de odiar. Filme gostosinho!

Postado por Carina Silva

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