resenha


29/06/15
[Resenha] Sua voz dentro de mim

Sua voz dentro de mim

Quando tinha 22 anos, a roteirista inglesa Emma Forrest chegou em seu apartamento em Nova York e resolveu se matar. A tentativa, no entanto, foi falha. Emma sobreviveu e passou a frequentar um psiquiatra. O gentil e competente Dr. R. Profissional que, nas palavras da autora, salvou a sua vida.

Sua voz dentro de mim” é uma autobiografia da escritora/jornalista/roteirista Emma Forrest, lançada em 2013 pela editora Rocco, que narra especificamente sua relação com a instabilidade mental e principalmente com o psiquiatra que a ajudou nos momentos mais conturbados da sua vida jovem.

Emma começa contando como sua relação com o desejo de morte se iniciou quando ela era uma criança que via o quadro de Ofélia, afogada em meio as flores, e chorava comendo batatas chips. Logo assim, dá para perceber que nada, especificamente, gerou os problemas mentais que ela diz sofrer no livro de pouquíssimas páginas. Emma se corta, tem bulimia, e Mania ( quadro  oposto à depressão, se apresentando com euforia. Uma das fases do transtorno bipolar – fiz minha pesquisa, porque ela não explica isso no livro).

E então, logo aSUA_VOZ_DENTRO_DE_MIM_1363119997Bpós sua tentativa de suicídio, Emma abre sua mente acelerada e bem humorada pelas próximas páginas. Os detalhes das crises e pensamentos depressivos são escritos com muita leveza e senso de humor (superestimado nas críticas, devo dizer). Mas o que acaba deixando o livro interessante é própria vida interessante que Emma leva em meio a sua insegurança e relacionamentos ruins.

Provável filha de pais ricos, ela entrevista celebridades, frequenta casas de celebridades e aluga casas de celebridades. Temos, por exemplo, a participação especial de Heath Ledger na história e muitos outros famosos que ela não chega a falar o nome. Sem contar, claro, no famoso MC (Marido Cigano), ou, como todo mundo já sabe: Colin Farrel, um dos relacionamentos que mais a machucou.

Mas é legal  falar um pouquinho da pessoa que a inspirou a escrever “Sua voz dentro de mim”: Dr. R, se todos os psiquiatras fossem como ele, muitas pessoas não precisariam tomar medicamentos pela vida toda. Pela descrição de Emma, ele foi um homem que fez quase o papel de um psicólogo, a ouvindo e aconselhando de uma maneira humanizada. Claro que só Deus sabe o que ele anotava em seu bloquinho. Mas a relação especial que esse médico desenvolveu com Emma, e outros inúmeros pacientes, foi algo singular.

“Sua voz dentro de mim” é rápido e, antes de começar a ler, é bom ter em mente que o foco é a relação dela com o seu psiquiatra. Os pontos positivos da história são por Forrest ter conseguido falar sobre depressão e temas “mórbidos” de um jeito super leve e fácil de ler.

Foi o primeiro livro com um protagonista depressivo que não me transmitiu melancolia. Ou seja, se você tem medo de ficar triste com ele, não tenha! “Sua voz dentro de mim” nada mais é do que um meio que Emma Forrest teve de guardar a voz do salvador de sua vida dentro dela antes que ela desaparecesse.

Não foi o livro da minha vida, mas fiquei com vontade de ler alguns outros dela, afinal, ler sentimentos tão malucos expostos de uma maneira clara e sincera não é algo que lemos todo dia.

Postado por Carina Silva

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01/03/16
[Resenha] One Man Guy

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Só sei que gosto de estar aqui com você e não consigo me imaginar querendo mais ninguém. Isso basta para você?

Título Original: One man Guy

Autor : Michael Barakiva
Editora Leya

Sem dúvida o que mais chama atenção em One Man Guy é a premissa de ser um livro infanto juvenil cuja história é um romance entre dois garotos.  O primeiro romance de Michael Barakiva é uma grande evolução. Ver um romance gay voltando para pré-adolescentes com um design tão fofo e atrativo para o público jovem é maravilhoso.

One Man Guy é narrado do ponto de vista de Alek, um garoto de 14 anos tímido, criado por uma família tradicionalmente armênia cujos os exigentes pais frequentam a igreja de armênios, comem comida armênia e se relacionam apenas com armênios.  A vida já monótona do garoto piora ainda mais quando ele é proibido de viajar com sua família nas férias de verão, porque não conseguiu tirar notas suficientes para ir para uma turma especial no próximo semestre. Alek, então, é obrigado a fazer um curso de verão na escola para recuperar suas notas.

Enquanto sua melhor amiga , Becky, trabalha em uma sorveteria para juntar dinheiro e comprar os patins de seus sonhos, Alek conhece Ethan no curso de verão, um rapaz que é exatamente o contrário dele: despojado e seguro de si.

Foi justamente no primeiro encontro entre Alek e Ethan que comecei a me incomodar um pouco com o livro. Ethan defende Alek de alguns valentões da escola e, logo de cara, já é descrito como Alek – que até então já havia ficado com garotas e gostado –  achou ele atraente. É compreensível que um garoto travado como Alek se encante com alguém confiante como Ethan, porém, para um jovem de 14 anos que nunca nem pensou que poderia ser gay, passar  a ter saudades de outro garoto de uma forma tão desesperada, sem questionamentos, pareceu um pouco raso.

Além da beleza, o que fez Alex se encantar por Ethan foi a liberdade do garoto. Sem cerimônias, Ethan convida Alek para cabular aula e passear por Nova York fazendo coisas ilegais, como não pagar a passagem de trem e metrô, burlar a compra de ingressos no museu… Além de tudo isso, Ethan anda de Skate e é gay assumido.

A maneira com que Alek soube que o, até então amigo, era homossexual foi muito bem pensada. O protagonista fica bravo com um termo pejorativo que Ethan usou para tratar os gays, até que Ethan responde explicando  que pode chamar os gays de “bichas” porque ele era um. Ou seja, mesmo sendo criado por uma família armênia “quadrada” e tradicional, o protagonista se incomoda com qualquer tipo de comentário homofóbico, e até chega a criticar o novo amigo por usá-lo.

Depois de descobrir que Ethan é gay, Alek começa a se pegar pensando demais no garoto. Em uma das conversas com a engraçadinha amiga Becky sugere que talvez Alek esteja gostando de Ethan. A amiga não o julga, muito pelo contrário, a conversa é muito natural.

Enquanto a amizade entre os  dois  garotos vai crescendo, acontece outra coisa que me incomodou: o primeiro beijo dos dois.

Após Alek descrever para  Becky como “sorvete” o beijo que dera em Ethan, o garoto tira da mochila um pôster de um jogador bonito de tênis armênio e prega na parede do seu quarto. Bom, me pareceu simples demais um garoto de 14 anos que nunca ficou com alguém do mesmo sexo, nem sequer pensando que poderia ser homossexual, beijar um rapaz pela primeira vez e no mesmo dia já começa a colar posters de homens na parede. Seria bom se a aceitação fosse tão simples assim.

Devo enfatizar que não é forçado o fato como Alek passa a gostar de Ethan, mas sim a naturalidade irreal na forma com que o garoto descobre seus sentimentos e sexualidade. Creio que a intenção do autor tenha sido tratar o romance jovem gay de forma natural, para os adolescentes se identificarem, sem drama ou tristezas. Afinal, muitos livros de romance juvenis – heterossexuais – não têm nada de muito aprofundado, são apenas romances.

Talvez Michael Barakiva não quis, de fato, desdobrar a descoberta sexual de Alek, mas apenas dizer que é possível tratar com leveza o tema homossexualidade com os jovens.

Me pareceu muito um livro passado por professores para os alunos lerem na sexta série e criar debates saudáveis. A intenção de fazer uma abordagem tênue foi admirável, porém, pelo fato de ser um dos poucos livros atuais Young Adults que fala sobre dois garotos homossexuais tão jovens, o autor Barakiva poderia ter se aprofundado um pouquinho mais na descoberta sexual do protagonista.

Estrelas: ★★

Postado por Carina Silva

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24/02/16
A Ditadura da Beleza: vale a pena refletir

Alguém já falou pra você que você precisava mudar? A sua aparência, o jeito que você se veste ou o seu peso? Às vezes não é tão direto assim, às vezes as exigências vêm através de insinuações, brincadeiras ou mesmo ironias.

Comigo foi cedo. Eu lembro que a primeira vez que me disseram como eu deveria ser foi aos nove anos. Na época, minha mãe me levou em uma “agência de modelo” (nos anos 90 isso era febre e uma ótima forma de tirar dinheiro das pessoas também, diga-se de passagem). A mulher que me atendeu fez algumas fotos, elogiou meus olhos e disse que eu precisava emagrecer. Eu não era uma criança magra, eu tinha uma barriguinha feliz, que lógico, não me incomodava. Eu era criança! E eu, claro, resolvi emagrecer depois disso. Pensem, com apenas nove anos eu resolvi cortar o pão da minha rotina. Acho que emagreci, não lembro direito. Mas, também não fez diferença nenhuma para o meu futuro nada promissor de celebridade.

Essa foi uma das minhas experiências e aposto que vocês devem ter várias pra contar também, né?! E isso tem tudo a ver com um livro que li há pouco tempo e queria compartilhar com vocês. O livro é do Augusto Cury (não, gente, não torce o nariz achando que é autoajuda) e chama “A Ditadura da Beleza e a revolução das mulheres”. Pra quem não conhece, o Cury é psiquiatra e pesquisador, e nesse livro específico ele escreve em forma de romance.

Através de personagens envolvidas com o universo da moda e da mídia, ele discute sobre a insanidade que são os padrões inatingíveis de beleza e a opressão que eles provocam diariamente em mulheres como eu, como você e também em crianças. A linguagem usada é super fácil e até óbvia demais. Talvez, não mereça um Nobel, mas com certeza nos faz refletir e muito!

a-ditadura-da-belezaSinopse: Com mais de 2 milhões de livros vendidos no Brasil, Augusto Cury retrata neste romance o cotidiano de mulheres que sofrem caladas as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da beleza. Apoiando-se em sua vasta experiência como psiquiatra e pesquisador, Cury dá um grito de alerta contra essa forma de opressão que vem deixando mulheres, adolescentes e até crianças tristes, frustradas e doentes. Influenciadas pela mídia e preocupadas em corresponder aos inatingíveis padrões de beleza que são apresentados, milhares de mulheres mutilam sua auto-estima – e, muitas vezes, seus corpos – em busca da aceitação social e do desejo de se tornarem iguais às modelos que brilham nas passarelas, na TV e nas capas de revistas. Ao tratar de um tema tão atual, este livro faz com que o leitor se identifique imediatamente com os personagens e sua luta por uma vida mais plena, em que cada pessoa se sinta livre para ser o que é, sem se envergonhar de sua aparência e sem se comparar a ninguém.

Postado por Ana Paula Nunes

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17/12/15
Star Wars o despertar da Força – nostalgia, girl power e surpresas

star-wars-o-despertar-da-forçaO novo Star Wars o despertar da Força é um tapa na cara dos defensores dos bons, e mais do que velhos, costumes.

Com dois protagonistas representantes das minorias de negros e mulheres, o filme que apresentou um clássico do cinema para a nova geração está carregado de girl power e zero  preconceito racial. Mesmo os produtores dizendo que essa não foi a intenção.

Porém, a questão que ficou na minha cabeça após sair da sala de cinema com a cara inchada de choro,  e acredito que na cabeça de outros fãs, é se o filme realmente se faz necessário como uma continuação desse clássico lindo.

Em “O despertar da força” a participação dos personagens da trilogia clássica foi, não só algo para agradar e  provocar nostalgia nos fãs de longa data, mas também uma bengala para os roteirista J.J. Abrams, Michael Arndt e Lawrence Kasdan, já  que o roteiro se mostrou previsível e uma reciclagem da trilogia antiga. Tudo isso faz refletir se essa realmente foi a intenção (fazer um filme de homenagem, como Jurassic World, por exemplo) ou se foi apenas a falta de capacidade de criar uma história sequência sem se apegar tanto ao roteiro dos filmes clássicos.

Além da jornada do herói seguida a risca novamente,  temos algumas extensões de personagens já criados, como o piloto Poe, cujo papel é ser charmoso e ter a desenvoltura marota de um Han Solo. Um R2D2 mais comunicativo e com mais personalidade está lá também  como BB8, mestre Yoda como a criaturinha pequena Maz, a figura paterna exercida por Obi Wan já fica nas mãos do, agora também velhinho, Han solo e finalmente Luke e Anakin (os rapazes do deserto, pobres e sem perspectiva de vida), como a poderosíssima Ray.

E chegamos a ela! Ray, a garota que salva o filme por ser independente, forte e não precisar, em nenhuma hora sequer, da ajuda de um homem. Ray é quem resgata seus amigos, Ray é quem luta e sabe pilotar. É bonitinha? É, mas não é só isso.

Por fim, o trio de amigos e protagonistas se completa com Finn, um personagem carismático que acredito que tenha faltado força, mas não carisma. As piadas hollywoodianas ficaram nas mãos do próprio e algumas funcionaram e outras não porque, meu deus, quantas piadas!

star wars

Como não poderia deixar de ser, lágrimas rolaram. O motivo pode variar, mas sem dúvida a saudade foi uma delas. Infelizmente para dar espaço ao novo, o velho tem que acabar e “O despertar da força” se despede do passado com gratidão, mas deixando um aperto no coração.

E agora, se não quiser saber absolutamente nada relacionado a história, pare de ler. NÃO contém spoilers.

É compreensível que não vamos mais ver o Star Wars de George Lucas, e que mesmo a velocidade e energia do filme tendo mudado para agradar além dos mais velhos os mais novos, J.J. Abrams se empolgou em algumas modificações. O novo assusta, mas em algumas coisas é melhor não mexer.

E vamos ao vilão, Kylo Ren,  fraco como personagem e apenas uma catarse para história – espero – Ren é mimado inseguro e vê em Darth Vader seu próprio Yoda. É um vilão que te faz odiá-lo pelos motivos errados (não como amamos odiar Darth Vader). Mas isso pode ser bom, afinal é uma diferença dos filmes antigos. Assim como a história tem que se aprofundar mais, Kylo Ren também, do contrário, pode passar batido.

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Han Solo, Luke e Leia foram os principais responsáveis por provocar choros dos marmanjos na sala de cinema, mas seus destinos no filme chegam a estragar a imaginação dos fãs sobre o que aconteceu após o Episódio VI.

George Lucas passou o bastão da sua criação para a Disney, morremos de medo e o resultado foi um filme que, para funcionar, precisa da mente aberta de todo mundo para compreendermos que a franquia nunca mais terá o mesmo ar que teve.

O filme abre as portas e recebe de braços abertos os padawans e presenteia os mestres unindo o velho com o novo. O desafio será inovar e criar uma história e aventura tão cativantes e com mensagens profundas e significativas, como as anteriores, nos próximos filmes.

Postado por Carina Silva

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01/12/15
Meu Deva Cut na Clínica dos Cachos

 

Desde minha transição, eu cortei meu cabelo curto algumas vezes, mas, nos últimos anos eu vinha mantendo os fios mais longos. Ano passado, eu tive algumas crises e quis cortar, porém, como era o ano do casamento, preferi manter o comprimento para fazer o penteado preso que eu tinha em mente.

Bom, o casamento passou e eu acabei desencanando de cortar, porém, nos últimos meses eu vinha percebendo que por mais que mudasse a finalização ou trocasse de creme para pentear, por exemplo, os cachos estavam com pouco volume e sem muita definição. E apesar de não ter percebido queda ou algo assim, a sensação é que meu cabelo tinha afinado. Então, decidi que era uma boa hora para fazer um corte e mudar o comprimento.

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Meu cabelo antes

Aí, começou a saga de procurar algum salão ou profissional especializado em cachos, afinal eu não queria cortar apenas por cortar, tinha algumas considerações para fazer ao profissional. Pesquisei e cheguei até a Clínica dos Cachos. Um dos poucos lugares que usam a técnica Deva Cut e todos os produtos da linha Deva Curl (desenvolvidos especialmente para cachos e 100% livre de sulfato, silicone e parabenos)  na hora de higienizar o cabelo. Antes de ir, eu pesquisei o que era o tal Deva Cut e descobri que é uma maneira de cortar os cachos e que utiliza as madeixas secas para eliminar os pontos certos, cacho a cacho, e assim definir o formato do cabelo e aumentar a definição.

Vi alguns vídeos e depoimentos de quem já tinha ido ao estúdio e resolvi aproveitar minhas férias e marquei para a semana que estaria em São Paulo visitando meus pais, a Clínica fica na zona sul, próxima à estação Santa Cruz do metrô.

Cheguei no salão, que só tem pessoas cacheadas e crespas trabalhando, coisa linda de ver tantos formatos, texturas e lindos cortes assim na sua frente. Bom, a Daniela que me atendeu, conversei com ela e expliquei que queria um pouco mais de volume, que poderia tirar comprimento e também queria mais suavidade para o meu rosto. Ela perguntou se poderia deixar o corte redondo, mas com bico, mais assimétrico, eu disse que achava que sim. Ela então disse que cortaria assim e se no final eu preferisse tirar o bico, ela faria.

Assim, ela começou a cortar o meu cabelo seco, sem pentear ou escová-lo. Ela pegava cacho a cacho e cortava determinadas partes. Depois disso higienizaram meu cabelo com o No poo da Deva (porque minha raiz não é oleosa, se fosse, seria usado o Low poo), em seguida o One Condition foi aplicado. Como eu disse que queria o meu cabelo com mais volume, eles não aplicaram o Angel que é um dos finalizadores mais conhecidos da marca, usaram o Mousse Volumizing Foam no cabelo ainda bem molhado, apenas com o excesso de água retirado com as próprias mãos.

Deva Air 360Depois disso eu fiquei sentadinha esperando meus cachos secarem no Deva Air 360 (quero um desse em casa, gente). Que é um secador de torre da marca, onde você encaixa no topo o secador comum e ele vai distribuir por igual o calor e sem criar vento ou atrito com os cachos.

Com o cabelo todo seco a Dani amassou para tirar o aspecto de durinho que o mousse deixa e finalizou o corte. Tirou qualquer ponta que poderia ter ficado e como eu curti muito o assimétrico, nós mantivemos o corte com bico.

Eu adorei a experiência, curti muito a mudança e o resultado. O meu Deva Cut na Clínica dos Cachos super definiu os cachinhos. Achei ótimo conhecer a linha Deva Curl que eu já tinha lido muito sobre, mas ainda não tinha tido oportunidade para usar.

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Resultado do meu Deva Cut

Vou fazer outro post sobre como está sendo a rotina de cuidados agora com os fios mais curtos e quais produtos estou usando para finalizar, já que não tive coragem para dar os quase R$ 80 reais no mousse da Deva.

Postado por Ana Paula Nunes

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15/09/15
Batom Líquido Vamp Dailus

Essa semana encontrei aqui na minha cidade os novos batons líquidos da Dailus, dentre as novas 5 cores, já na foto de divulgação, fiquei doida no Marshmallow e no Vamp, por isso não resisti quando encontrei os dois na loja Paris Rio por 17,95 cada.

vamp-dailus

Hoje vou mostrar o Vamp, que é um roxo com fundo bem azul, dependendo da luz dá pra confundir com azul mesmo.

vamp

A cor é maravilhosa, mas diferente do fru fru (outra cor que eu tenho), ele parece ter uma fórmula mais seca, que craquela e não tem cobertura uniforme, difícil de aplicar, é daquele tipo de batom que retira a primeira camada quando você tenta aplicar a segunda (mesmo depois de seco).

Fiz as fotos somente passando o Vamp, sem lápis ou outro artifício para melhorar o acabamento, mas no dia a dia para aproveitar melhor esse batom, sugiro a aplicação de um lápis labial da mesma cor ou de cor parecida antes, para evitar manchas e craquelado.

Amei a cor, mas fiquei decepcionada com o acabamento e cobertura, vou continuar usando com os truques que falei acima, porém esperava muito mais. Ainda não testei o marshmallow para saber se a qualidade é a mesma, espero que não.

Alguém mais teve esses problema com o batom líquido Vamp Dailus, ou com outras cores?

Postado por Helena Sá

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01/09/15
[Resenha] A Solidão dos Números Primos

asl“Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chamam de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase vizinhos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente. Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos, mas não o bastante para se tocar de verdade”.

Lançado em 2009, A Solidão dos Números Primos é a prova de que um físico pode simplesmente ter um coração de humanas. Ou seja, além de ser demais em exatas, o italiano Paolo Giorda conseguiu estrear com o pé direito no mundo da literatura com esse livro. Com um olhar sensível e personagens extremamente bem construídos, A Solidão dos Números Primos é de longe um dos meus livros favoritos.

Alice é uma adolescente de 16 anos anoréxica, com uma perna defeituosa e sem amigas. Mattia é um garoto que se automutila, não se relaciona com ninguém e carrega um terrível segredo que acarretou em uma depressão profunda ao longo da sua vida: quando criança, Mattia foi até uma festa de aniversário com sua irmã gêmea Michaela, que tinha problemas mentais e com medo da irmã ter surtos e ele acabar passando vergonha entre os amigos, o garoto resolve deixá-la em um parque, mas ao retornar da festa, Michaela simplesmente desapareceu.

A história segue uma linha do tempo tradicional, com a infância, adolescência e a vida adulta dos protagonistas. Com uma narração detalhada de cenários e sensações, o leitor acompanha as descobertas sexuais, fugas, problemas familiares, traumas e sofrimento dos dois.

Assim como os números primos, Alice e Mattia são únicos e isolados. Mas de alguma forma se completam. Eles sabem que cada um está preso no seu próprio abismo de solidão e, talvez, seja exatamente por isso que se atraem.

Alice tenta desesperadamente se adaptar ao mundo e, pela perna defeituosa, se sente imperfeita o tempo inteiro, por isso acaba desenvolvendo, junto com uma insegurança absurda, uma obsessão pela beleza e um corpo perfeito que nunca teria. Já Mattia recusa qualquer tentativa de interação, ao se mutilar se pune por ser o culpado do desaparecimento da irmã, se fechando no seu casulo onde seu mundo é os cálculos, porque números é a única coisa que ele compreende.

O livro rendeu um filme italiano, com uma trilha sonora composta por Mike Patton (muito boa, aliás!). Porém, não chega nem perto da beleza do livro. Mesmo apesar da escolha dos atores que interpretam os protagonistas adolescentes tendo sido ótima, o filme não ficou bom. Então passem longe.

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Imagem do filme de 2010. Com os protagonistas adolescentes.

O que é impressionante no livro é, sem dúvida, a construção dos personagens. Giordano conseguiu criar pessoas tão reais que são o que são por certos motivos. E ao mostrar esses motivos para o leitor, consegue passar a sensação de compreensão. É literalmente aquela frase que aparece no Facebook sempre: “Seja gentil, porque cada pessoa que você encontra tem sua grande luta para travar.

É um drama lindo que vai fazer você se sentir mais completo e humano ao terminar.

Postado por Carina Silva

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