opinião


05/12/17
Use o que quiser, não use o que não quiser

Não usar o que a gente não que usar. Parece bem óbvio, mas vou explicar nesse post e também no vídeo, por que não é tão simples assim.

Tudo que é muito repetido, acaba virando verdade, pelo menos uma verdade superficial, que todo mundo concorda, porque é o mainstream. Use o que quiser! Quer usar cropped, se joga, quer usar mini saia, go girl!

Tá, mas e quando a gente não quer usar tudo que tá por aí? Tá todo mundo usando, tem que mostrar o corpo, tem que marcar barriga! Não tem não! Pode? Claro que pode. Deve? Se você gosta e quer, sim! Mas o fato é que não TEM que usar não.

Parece que eu tô complicando uma coisa bem simples, que é: use o que quiser, não use o que não quiser. Mas não é bem assim quando a gente passa a sentir uma pressão pra fazer isso porque tá todo mundo fazendo, porque tá todo mundo usando.

Tá todo mundo mostrando peito, as novas tendências são o sideboobs e underboobs. Roupa marcando barriga porque ela já foi muito escondida. Sim, concordo que é até revolucionário mostrar. Mas ninguém é obrigado a nada.

E sim, às vezes a gente precisa lembrar isso, mesmo parecendo a coisa mais óbvia do mundo, a gente esquece no meio de tanto lacre e afronta, podemos simplesmente ser o que somos, e usar o que nos deixa confortável, não interessando se é tendência, se é revolucionário, se vai lacrar…

E no final acaba que seguir seu próprio estilo, pensar com a própria cabeça, ouvir um pouquinho o que vem de dentro, ao invés da última tendência, acaba sendo meio que, surprise, REVOLUCIONÁRIO. 😉

Escrevi em texto e gravei vídeo, porque aí quem é de ler, lê, quem é de ver, vê. Beleza? Ah, e quem é de ler e ver, lê e vê! 😅

Agora a hora mais feliz, quando vocês me contam o que acharam do que falei e escrevi? Faz sentido? Viajei? Concordamos? Quero saber! 🌟

Postado por Helena Sá

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05/12/17
Use o que quiser, não use o que não quiser

Não usar o que a gente não que usar. Parece bem óbvio, mas vou explicar nesse post e também no vídeo, por que não é tão simples assim.

Tudo que é muito repetido, acaba virando verdade, pelo menos uma verdade superficial, que todo mundo concorda, porque é o mainstream. Use o que quiser! Quer usar cropped, se joga, quer usar mini saia, go girl!

Tá, mas e quando a gente não quer usar tudo que tá por aí? Tá todo mundo usando, tem que mostrar o corpo, tem que marcar barriga! Não tem não! Pode? Claro que pode. Deve? Se você gosta e quer, sim! Mas o fato é que não TEM que usar não.

Parece que eu tô complicando uma coisa bem simples, que é: use o que quiser, não use o que não quiser. Mas não é bem assim quando a gente passa a sentir uma pressão pra fazer isso porque tá todo mundo fazendo, porque tá todo mundo usando.

Tá todo mundo mostrando peito, as novas tendências são o sideboobs e underboobs. Roupa marcando barriga porque ela já foi muito escondida. Sim, concordo que é até revolucionário mostrar. Mas ninguém é obrigado a nada.

E sim, às vezes a gente precisa lembrar isso, mesmo parecendo a coisa mais óbvia do mundo, a gente esquece no meio de tanto lacre e afronta, podemos simplesmente ser o que somos, e usar o que nos deixa confortável, não interessando se é tendência, se é revolucionário, se vai lacrar…

E no final acaba que seguir seu próprio estilo, pensar com a própria cabeça, ouvir um pouquinho o que vem de dentro, ao invés da última tendência, acaba sendo meio que, surprise, REVOLUCIONÁRIO. 😉

Escrevi em texto e gravei vídeo, porque aí quem é de ler, lê, quem é de ver, vê. Beleza? Ah, e quem é de ler e ver, lê e vê! 😅

Agora a hora mais feliz, quando vocês me contam o que acharam do que falei e escrevi? Faz sentido? Viajei? Concordamos? Quero saber! 🌟

Postado por Helena Sá

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19/06/17
Se nada der certo…

se nada der certo

Eu já estava para gravar um vídeo e escrever aqui sobre o meu novo trabalho na marca Sou Dessas. Mas com a tal festa à fantasia de um colégio particular em que os alunos se fantasiaram de profissões que consideram como “dar errado” na vida, tive que adiantar esse post pra poder falar o que eu penso disso tudo.

Aperta o PLAY e assiste em HD! 🎈

No vídeo eu falo detalhes do meu trabalho como consultora/influenciadora (esse é o cargo na carteira de trabalho), da Sou Dessas. Esse é um trabalho que estou curtindo fazer, pois ele valoriza meu blog,, parte dele é produzir conteúdo para o Garotas, e isso é incrível. ⭐️

Falo também da minha formação acadêmica, do trabalho no blog… mas eu quero aqui reforçar uma coisa:

De fora a vida dos colegas, do vizinho, na maioria das vezes parece ser um mar de rosas, parece que tudo “deu certo”.

Mas nunca é o que parece, o clichê é verdade, a vida é complicada, não tem receita de bolo ou manual de instruções. Você pode seguir tudo que te disseram, ou pode seguir seus sonhos, nenhum dos dois caminhos é garantia de “sucesso” no final.

Porém, a gente também não tem como medir sucesso na vida, não é ter mais dinheiro, acho que dar certo na vida é fazer o que gosta, ser feliz assim, conseguir tempo pra ficar perto de quem a gente ama… são tantos os fatores e diferentes para cada um de nós, não dá mesmo pra mensurar.

A única coisa que dá pra concluir dessa história toda, é que se você acha que existem trabalhos inferiores, que dar certo na vida é só dinheiro e status, acho que você já está dando errado, não é? 😉

Postado por Helena Sá

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09/06/17
Ninguém quer te ouvir, e é pela sua aparência

Do You Wanna Touch Me

Se você for a palestras de coaching, esse estilo motivacional, sobre ser bem sucedido, popular, etc. Se ler livros estilo auto ajuda que tem o segredo do sucesso e outros trambiques, vai ouvir e ler sempre que a aparência, a imagem que você passa é imprescindível. A tal “boa aparência” é pré requisito. E isso normalmente significa seguir padrões, seja no estilo de roupas, corte de cabelo, maquiagem ou na forma física e na cor da pele, quando já caímos nos preconceitos.

Esse tal padrão tá em tudo mesmo, para as pessoas te ouvirem você tem que passar uma imagem bem sucedida, e ser gorda, ter cabelo colorido e tatuagens não combina nada com isso na maioria dos ambientes de trabalho e até mesmo sociais.

Me vejo em situações por muitas vezes, em que eu sei mais, tenho mais para ensinar, experiências para dividir, do que o cara branco, de terno e mais velho tem. Mas quem vai ser ouvido é ele. Eu saco mais de moda, de cosméticos e afins do que muitas das moças loiras e magras que estão nos mesmos eventos que eu. Mas porque eu não escolhi os artifícios padrão para me vestir, por não ter o peso certo, não sou ouvida, levada a sério. Mesmo quando eu tenho um blog com mais engajamento, um público, experiência, reconhecimento de grandes marcas com tudo isso, vejo nos olhos das pessoas o julgamento da aparência.

Estive essa semana presente em dois eventos, em um falei da empresa em que trabalho, no outro era uma mesa de restaurante conversando sobre viagens. Em ambos eu tinha argumentos, base, vivência e gente, eu falo bem em público, em ambos as pessoas não aparentaram interesse em me ouvir.

Na mesa do restaurante inclusive foi engraçado, pois um senhor disse que morou 9 meses em Lisboa e não conheceu nada da cidade, só ia trabalhar e dormir, nem sabe falar da cidade, poderia muito bem nem ter estado lá. E eu comento, morei dois anos em Lisboa, trabalhei para pagar meu mestrado lá, fazia uma jornada de oito horas no trampo e de quatro na faculdade diariamente, e mesmo assim conheci a cidade de cabo a rabo, viajei dentro do país e pela Europa, tinha muita vivência interessante pra dividir. Mas o tal senhor, mais velho (isso também conta), falando que só foi lá juntar dinheiro, aparentemente era mais interessante.

E eu posso citar outras diversas situações. A escola em que estudei a vida toda está veiculando publicidade com uma blogueira, obviamente chamaram uma moça nos padrões, ao invés da ex-aluna. E não é por falta de qualificação, sou advogada, especialista em direito internacional, turismóloga, tenho sete anos de experiência em influência, mídias sociais, produção de conteúdo… nada disso bate a aparência padrão. 👍🏻

O que a gente pode tirar de aprendizado disso tudo? Tem dois caminhos: você pode simplesmente começar a se enquadrar, atuar e se encaixar perfeitamente no que é confortável e cômodo para os olhos dos outros, ou você pode decidir que não vai julgar as pessoas assim e começar a quebrar esse círculo de atraso, preconceito e cafonice. Ouvir as pessoas, conhecer seu histórico e não apenas sua aparência.

E aí, qual caminho você vai tomar? Pra mim já não tem mais volta do meu. 😅

Postado por Helena Sá

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04/05/17
Incomodada ficava sua avó

Incomodada ficava sua avó

Pra quem não entendeu a referência do ➡️ título.

Um fenômeno que para alguns só acontece com uma mudança e paradigma: parar de usar/fazer/aceitar coisas que incomodam.

O incômodo pra muita gente é relativizado, é bobeira, melhor se incomodar um pouquinho do que mudar, mudar dá muito trabalho.

Mas acontece que incômodos são muitos, e somados, todos esses pequenos e irritantes acontecimentos, se transformam em uma vida sem jeito, sem lado. Quer ver como?

Um sutiã de aro, aquele arame cortando a pele o dia todo pra poder parecer que tem peito empinado, grande. Aquele salto, aquele bico fino no sapato pra ficar mais alta e elegante. A cinta massacrando o dia inteiro… eu posso passar o dia aqui listando coisas e situações em que a gente se coloca, porque mudar causa transtornos, é complicado, tem que se explicar pras pessoas.

E esse incômodo tolerável que a gente se coloca nele vai além de estética, você deixa passar o abuso de alguém pra evitar o desgaste do confronto, que pode ser único, mas você prefere passar várias vezes pela pequena chateação, do que bater de frente e ser o chato do rolê.

Daí que com os anos as coisas vão acumulando, é privação, incômodo e chateação uma em cima da outra, transborda alguma hora e pode gerar o dia de fúria, aquele em que você perde a razão, e sua reação é incompreendida. Ou então você guarda tanto que fica doente, vem a depressão e/ou ansiedade.

É muito tempo negando quem você é de verdade. Negando que você detesta sair pra balada, que você prefere passar o dia com seu cachorro à ir em uma calourada ou churrasco, uma vida inteira esticando a raiz do cabelo, fazendo a barba, dieta da moda, se depilando, não tendo tatuagem, não comendo o que gosta, usando roupa que detesta, mantendo amizades que você tolera por conveniência, rindo de piada sem graça pra manter o networking, fingindo que não ouviu a indireta pra não se indispor com parente… ufa, mais uma lista interminável.

E sempre pensando, quando eu tiver dinheiro não vou mais aturar isso, quando eu for independente, quando eu sair de casa, quando eu me mudar, quando eu trocar de emprego, quando eu emagrecer, quando eu for mais velho, quando eu casar… e a vida passa.

O que eu posso dizer sobre isso? CAI FORA! Tem diversas situações que a gente tolera porque faz parte de crescer, pra manter um trabalho, pra cuidar da saúde. Essas a gente muda com paciência, aos poucos. Mas tem várias outras coisas que a gente deixa passar por medo e preguiça da mudança.

Então o dever de casa de hoje é esse: questione, pois às vezes a gente nem sabe o que está nos incomodando, reflita, isso é bom pra mim? Faço por obrigação? Pra manter uma imagem? Pra agradar os outros?

Tá na hora de esquecer um pouco a conveniência, o cômodo que está pra lá de incômodo. E não é egoísmo isso não, faz parte de crescer e até mesmo de ser uma pessoa melhor pra quem nos cerca, por que ninguém é feliz com uma pequena pedrinha dentro do sapato.

Incomodada ficava a sua avó

Postado por Helena Sá

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18/04/17
Por que associamos interesses ditos como femininos à futilidade

A gente sempre relaciona automaticamente futilidade com interesses ditos femininos, como moda, maquiagem, decoração… é o que primeiro nos vem a cabeça quando a palavra fútil  surge em alguma conversa. Mas será que isso é verdade?

Gostar de moda, de se maquiar, de ter uma casa bem decorada, torna você uma pessoa fútil? Vocês já se perguntaram por que as afinidades e atividades associadas a masculinidade e que muitas vezes tem um objetivo puramente recreativo, nunca são relacionadas a futilidade? Se você gosta de assistir de futebol, de acompanhar fórmula1, MMA, fazer churrascos, dificilmente será rotulado de fútil por isso.

Mas quando uma atividade é considerada feminina, ela sempre é vista como débil, boba, supérflua, mesmo quando a pessoa é profissional dessas áreas, faz disso uma profissão, as pessoas rotulam como algo superficial.

É muito claro para mim que atribuir determinados gostos e escolhas as mulheres e dizer que essas determinações são fúteis, é mais um dos rótulos que nos são colocados ao nascermos mulheres, vem com a obrigação de performar feminilidade. Eu entendo isso e entendo que não devemos nos restringir a esses interesses considerados femininos. Sou a primeira a dizer sempre todos os dias que podemos tudo.

Mas e se a gente gostar de moda, maquiagem, decoração, jardinagem e culinária? Somos fúteis, rasas, superficiais, por isso?

Recebo muita desaprovação explícita ou velada das pessoas por ter um blog que também fala de moda, por ser maquiadora. Já chegaram a me dizer que não faz sentido eu ser feminista e falar disso em um mesmo espaço em que falo de tendências de moda. Será mesmo que as duas coisas não combinam, sou proibida de ter esses gostos “femininos” porque luto todos os dias por igualdade para as mulheres? Fica aí o questionamento. 🤔

“A história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que eles sejam falsos, mas que eles são incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história. “
– Chimamanda Ngozi Adichie

Por muito tempo mulheres tentam se desassociar dos estereótipos de gênero, do rosa, das princesas, para tentarem conseguir respeito para sua capacidade, inteligência e habilidades. Já passei por essa fase de renegar tudo que é dito como feminino, pois ao ser linkada a essas coisas, me vincularia a banalidade. Como se por eu gostar de usar batom e esmalte, não sou capaz de entender de ciências, política e outros temas da vida em sociedade.

Comecei a mudar isso quando compreendi que negar gostos e atribuir a eles valor menor de importância na sociedade apenas por estarem relacionados a feminilidade, era me aprisionar a mais um novo padrão, era concordar com toda a baboseira que dizem sobre mulheres serem fúteis.

A partir daí comecei a perceber que minhas afinidades e gostos não poderiam ser rotulados e vinculados a gênero das coisas. Nem eu nem ninguém, temos preferências estritamente dentro do gênero que nos foi atribuído. E gostar de de rosa não me faz inferior a outras mulheres que não gostam, e que essas preferências pessoais não ditam por si só nosso caráter, inteligência ou capacidades.

O problema com o gênero é que prescreve como devemos ser ao invés de reconhecer como somos. Imagine o quanto mais felizes seríamos, quão mais livres seriam nossos verdadeiros eus individuais, se não tivéssemos o peso das expectativas de gênero. “
– Chimamanda Ngozi Adichie, nós devemos todos ser feministas

BRAAAACK! Esse é o som de mais uma corrente sendo quebrada! (Desculpem a onomatopéia)

Mas é lindo quando nos vemos tão seguras e livres a ponto de não precisar negar nada, nem mesmo que adoramos cor de rosa, arco-íris e unicórnios. 💕🌈🦄

Postado por Helena Sá

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14/03/17
Ninguém liga pra sua opinião

Ninguém liga pra sua opinião

Isso é bem verdade, acho que em tudo, ninguém liga pra sua opinião mesmo. Mas no que diz respeito ao corpo, modo de agir e personalidade alheias, realmente, além de ninguém ligar, não é da sua conta. 😉

E o vídeo dessa semana é sobre isso. Será que você sabe aproveitar oportunidades de ficar calado? Ou você sai distribuindo opinões não solicitadas por aí? E o pior, diz que está só querendo ajudar.

Aperta o PLAY, assiste em HD pouco mais de três minutinhos de vídeo, pra gente ir direto e reto no assunto. 🚀

Quero saber o que vocês acharam do vídeo e do que eu falei! Quem gostou se inscreve no canal e dá joinha no vídeo. 😉👍🏻

Postado por Helena Sá

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