feminismo


22/06/14
Playlist Girl Power

playlist-girl-power

Já era de se esperar de mim que ao montar a primeira playlist do blog, ela fosse com essa temática. Eu já sou uma super entusiasta de músicas poderosas feitas por mulheres idem, e atualmente eu estou ainda mais nessa vibe de ouvir músicas assim, que além de serem um bom som, te colocam pra cima e te fazem querer sair e encarar o mundo de peito aberto!

Então vamos a nossa Playlist Girl Power!

Essa música é daquele tipo que quando toca numa noitada a gente enlouquece de tanto dançar, é muito boa e é totalmente Girl Power faca na bota! hahaah

É só prestar atenção na letra de I love it do Icona Pop, que vocês vão ver do que estou falando.

All about that bass da Meghan Trainor é meio que uma paródia da Nicki Minaj, mas o legal é que o clipe é pra inspirar as gordinhas e gordinhos a se liberarem, se soltarem, pois são lindos também. A batida é gostosinha de dançar também.

A Pink tem várias músicas que empoderam as garotas, e U and your hand é uma delas, é outra que agita muito, mas que é bom prestar atenção na letra. 😉

Quem não conhece a Joan Jett, assista ao filme sobre o início da carreira dela, The Runaways, conta sobre a formação da primeira banda e as músicas fodas que ela fazia, a Kristen Stewart fez o papel dela. Vale a pena dar play na música Do You Wanna Touch Me.

Essa é clássica, amo Cindy Lauper e  Girls wanna have fun é um hino da liberação feminina nos anos 80. Raramente antes disso, alguém disse que sim, nós garotas queremos e podemos nos divertir e pasmem, sozinhas, sem homem nenhum! Wow

♩♫♭♪ Um belo dia resolvi mudar, e fazer tudo que eu queria fazer…♩♫♭♪ Pois é, essa música não poderia faltar, já que ela faz parte do meu About me, é só conferir aí na lateral do blog. Rita Lee é uma diva do nosso rock e tem várias músicas fodas, mas Agora só falta você me inspira muito, sempre!

Man! I feel like woman é aquela música gostosa que gruda e faz você cantar junto, Oh, oh, oh! Mas não é só isso, Shania Twain também avisa que a gente não quer romance o tempo todo, como sempre esperam das mulheres, algumas querem só curtir, e daí? ahaha

Gente, espero que vocês ouçam todas, pois deu trabalho pra fazer essa seleção, eu estava com um super bloqueio e quem me salvou foram Carina, Nicholas e João, com dicas inestimáveis para essa playlist girl power!

Quero saber se vocês gostaram da primeira playlist do blog! E que músicas girl power vocês incluiriam na lista?

Postado por Ana Paula Nunes

Veja também

24/02/16
A Ditadura da Beleza: vale a pena refletir

Alguém já falou pra você que você precisava mudar? A sua aparência, o jeito que você se veste ou o seu peso? Às vezes não é tão direto assim, às vezes as exigências vêm através de insinuações, brincadeiras ou mesmo ironias.

Comigo foi cedo. Eu lembro que a primeira vez que me disseram como eu deveria ser foi aos nove anos. Na época, minha mãe me levou em uma “agência de modelo” (nos anos 90 isso era febre e uma ótima forma de tirar dinheiro das pessoas também, diga-se de passagem). A mulher que me atendeu fez algumas fotos, elogiou meus olhos e disse que eu precisava emagrecer. Eu não era uma criança magra, eu tinha uma barriguinha feliz, que lógico, não me incomodava. Eu era criança! E eu, claro, resolvi emagrecer depois disso. Pensem, com apenas nove anos eu resolvi cortar o pão da minha rotina. Acho que emagreci, não lembro direito. Mas, também não fez diferença nenhuma para o meu futuro nada promissor de celebridade.

Essa foi uma das minhas experiências e aposto que vocês devem ter várias pra contar também, né?! E isso tem tudo a ver com um livro que li há pouco tempo e queria compartilhar com vocês. O livro é do Augusto Cury (não, gente, não torce o nariz achando que é autoajuda) e chama “A Ditadura da Beleza e a revolução das mulheres”. Pra quem não conhece, o Cury é psiquiatra e pesquisador, e nesse livro específico ele escreve em forma de romance.

Através de personagens envolvidas com o universo da moda e da mídia, ele discute sobre a insanidade que são os padrões inatingíveis de beleza e a opressão que eles provocam diariamente em mulheres como eu, como você e também em crianças. A linguagem usada é super fácil e até óbvia demais. Talvez, não mereça um Nobel, mas com certeza nos faz refletir e muito!

a-ditadura-da-belezaSinopse: Com mais de 2 milhões de livros vendidos no Brasil, Augusto Cury retrata neste romance o cotidiano de mulheres que sofrem caladas as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da beleza. Apoiando-se em sua vasta experiência como psiquiatra e pesquisador, Cury dá um grito de alerta contra essa forma de opressão que vem deixando mulheres, adolescentes e até crianças tristes, frustradas e doentes. Influenciadas pela mídia e preocupadas em corresponder aos inatingíveis padrões de beleza que são apresentados, milhares de mulheres mutilam sua auto-estima – e, muitas vezes, seus corpos – em busca da aceitação social e do desejo de se tornarem iguais às modelos que brilham nas passarelas, na TV e nas capas de revistas. Ao tratar de um tema tão atual, este livro faz com que o leitor se identifique imediatamente com os personagens e sua luta por uma vida mais plena, em que cada pessoa se sinta livre para ser o que é, sem se envergonhar de sua aparência e sem se comparar a ninguém.

Postado por Ana Paula Nunes

Veja também

03/02/16
Meninas, se relacionem com pessoas da sua idade

A gente sabe a sociedade em que vivemos, em que meninas são sexualizadas muito cedo, em que mulheres são infantilizadas, em que uma mulher envelhecer é quase um crime. Sabemos também que crimes relacionados a pedofilia, homens fetichizando meninas, dentre outras práticas são normalizadas e muito aceitas na nossa sociedade.

Garotas de 10 a 17 anos se casam com homens aqui mesmo no Brasil, não precisamos ir a um país da África ou do oriente, isso acontece bem debaixo dos nossos olhos todos os dias. Outro dia mesmo uma menina participante do Master Chef Júnior, foi alvo de comentários sexuais nas redes sociais. Ontem no BBB um pedófilo confesso estava sendo validado pelo apresentador do programa e a mulher que o acusou sendo tachada de louca.

angelina jolie com 14 anos

Outro dia no meu FB um cara de uns 35 anos postou essa foto com a legenda: Angelina Jolie com 14 anos. Meu amigo, a Angelina de 40 anos não sabe da sua existência e ainda sim você acha que o ideal pra você é a versão de 14 anos dela? Qual o seu problema?

Tudo isso que eu falei e muito mais a gente já sabe, já leu, já viu acontecer ou já passou por isso. O que raramente vejo acontecer é o que eu vou dizer agora:

MENINAS, SE RELACIONEM COM PESSOAS DA SUA IDADE! Eu inconscientemente segui uma regra durante a adolescência e início da vida adulta, é a regra dos 4 anos (2 pra cima e 2 pra baixo). Que consiste em só me relacionar com pessoas até 2 anos mais velhas ou mais novas do que eu. Foi uma escolha pessoal, não foi proposital, mas eu repelia qualquer tipo de assédio de homens mais velhos. E posso dizer agora, que foi a melhor coisa que fiz pra minha versão mais jovem e que me trouxe sem traumas até a vida adulta.

E tem vários motivos para que essa seja a melhor decisão que você toma:

  • Por mais madura e inteligente que você seja, você só existe nesse planeta por sei lá 14 anos, chutando uma idade que você começou a namorar. Um cara que tem 30 ou mais, já vivenciou experiências como ter filhos, casamento, e outras tretas que você nem sonha. Essa pessoa, por mais que você seja esperta, vai te dar um baile de manipulação, ele sabe muito bem o que dizer e fazer pra te envolver e te levar para o caminho que ele queira;
  • Quando você namora alguém da sua idade, normalmente vocês descobrem várias coisas juntos, o que é novo para um é também para o outro, e isso é lindo e único! E salvem essa, nunca mais você vai poder viver isso na sua vida;
  • Você já parou pra pensar em porque esse cara mais velho está interessado em você? Foi amor a primeira vista mesmo ou ele só sai com “novinha”? Há chances absurdas dessa pessoa já ter um padrão de ir atrás de moças novas justamente porque por mais madura que você seja, ele já viveu e sabe muito mais da vida que você. Ele não se interessa por mulheres mais velhas porque essas já sacam muito bem a dele, (pedófilos são também misóginos e muitas vezes também racistas, homofóbicos, essas coisas andam juntas);
  • Mais uma vez, se você não namora um menino ou menina de 14 anos quando você tem 14 anos, QUANDO É QUE VOCÊ ACHA QUE VAI PODER FAZER ISSO DE NOVO? Pois é miga, nunca! Até porque homem mais velho com menina é aceito e acontece a torto e direito, mas mulher mais velha na nossa sociedade não namora nem homens da mesma idade, nosso valor ainda está diretamente ligado a juventude e padrão de beleza;

 

Meninas, se relacionem com pessoas da sua idade

E essa afirmação de que meninas gostam de homens mais velhos não se aplicou a mim, até porque na verdade é uma afirmação que vejo homens fazerem, não conheço meninas que demonstrem esse tipo de preferência. Na verdade o que mais acontece é que os alvos desse tipo de predador são meninas e moças que tem situação financeira ruim, passam por problemas familiares, pais ausentes.

Daí esse homem já formado, aparentemente sábio, com melhor condição financeira vem e se mostra interessado por uma menina que quer se sentir especial, ele acaba virando o príncipe salvador, protetor e provedor que ela tanto precisava. Mas a vida não é conto de fadas, aliás, nem o conto de fadas é conto de fadas. E esse tipo de relacionamento só tem um motivo, CONTROLE.

Pode parecer que eu to passando aqui aquela mensagem errada que sempre culpa a vítima, tipo, não quer ser estuprada, não saia, não beba, não use roupa curta; não quer engravidar tome pílula ou faça abstinência! E NÃO É ESSA A MENSAGEM QUE EU QUERO PASSAR! Só acredito que mesmo sendo recriminável, mesmo sendo nojento e danoso para as meninas, a sociedade aceita e ainda diz que esse tipo de relacionamento é escolha da menina de 14, 15, 16 anos, que elas não são inocentes, dentre outras falácias. Então vamos abrir um diálogo com as meninas, vamos falar com elas o que a gente queria que tivessem falado com a gente nessa idade:

HOMENS MAIS VELHOS NÃO QUEREM TE NAMORAR PORQUE TE AMAM, ELES SÓ QUEREM ALGUÉM FÁCIL DE MANIPULAR!

My Mad Fat Diary

Elenco da série My Mad Fat Diary

VIVA INTENSAMENTE ESSA FASE DA SUA VIDA, COM PESSOAS QUE TAMBÉM ESTÃO PASSANDO PELAS MESMAS EXPERIÊNCIAS E VIVÊNCIAS. ESSE MOMENTO PASSA MUITO RÁPIDO E VOCÊ NUNCA MAIS VAI PASSAR POR ELE, NÃO DESPERDICE COM QUEM SÓ QUER SUGAR A SUA JUVENTUDE, TE CONTROLAR E SE SENTIR PODEROSO POR EXIBIR UMA “NOVINHA”.

Se você tem entre 10 e 17 anos e veio parar nesse post, ouça os conselhos da tia aqui! E as minas que acompanham o Garotas, repassem para suas irmãs, primas, amigas, filhas, colegas… 😉

Postado por Helena Sá

Veja também

05/01/16
Qual é o pente que te penteia e meta para 2016

Semana passada eu, finalmente, visitei uma exposição super bacana que está acontecendo aqui em Juiz de Fora. Queria ir já há algumas semanas, mas misturou fim de férias e fim de ano e as semanas começaram a ficar bem mais corridas e acabava adiando.

A exposição de fotos chama “Qual é o pente que te penteia” e fica disponível no Espaço Cultural Correios (em Juiz de Fora) até dia de 16 de janeiro. Então, ainda dá tempo de você também conhecer! Corre!

Pelo nome e pela arte de divulgação (que está lindona) eu fiquei mega ansiosa pra visitar logo. Sim, o nome é o título de uma música antiga que você com certeza já cantarolou por aí, mas me diga, você já parou pra pensar o quão preconceituosa essa música é?

“Nega de cabelo duro,
qual é o pente que te penteia?”

qual-é-o-pente-que-te-penteia

Pois é, tem tanta coisa que a gente reproduz e nem se dá ao trabalho de pensar sobre, não é? É aí que mora o perigo, bem aí que mora o preconceito também! Em uma aula sobre Ideologia, meu professor da Pós-Graduação em Mídia, Informação e Cultura da USP (um dos professores mais sensacionais que já pude ter) explicava que o grande lance da ideologia é isso, fazer com que reproduzamos discursos preconceituosos, machistas, homofóbicos sem questionar, ou sem ao menos hesitar.

No entanto, quando nos damos conta da existência disso, dessa consciência social que impregna a gente, por mais que um pensamento preconceituoso ou machista percorra nossa cabeça, a gente começa questionar. E desde então, eu me questiono sobre músicas, filmes, livros e ditados populares (esses são terríveis).

exposição
Certo, mas pra quê tudo isso? Bom, porque a exposição está linda. Todas 38 fotos de mulheres negras com seus cabelos crespos, com dreads, tranças, turbantes ou mesmo com black power são maravilhosas.

E enquanto eu admirava cada foto eu só conseguia pensar no quanto o padrão de beleza é excludente e sem maior sentido. Quem disse que a mulher negra não é linda? Que disse que ter tranças e dreads não pode ser maravilhoso?

Exposição2
Tem todo um contexto histórico e social nessa luta, mas vale lembrar a gente a aprende. A gente pode mudar discursos, podemos parar de reproduzir falas que colaboram com tudo isso.

Então, para 2016 ficam aí duas metas: visitar essa exposição maravilhosa e se questionar mais sobre todas essas falas prontas que temos em nossa cabeça, ok?

Postado por Ana Paula Nunes

Veja também

15/12/15
Você não precisa estar escovada para se sentir elegante

penteados

Para vocês se inspirarem e arrasarem no fim do ano, fiz uma seleção com alguns penteados lindos.

O fim do ano está aí, repleto de presentes e claro, festas, confraternizações e reuniões em família. É aquela época em que todo mundo quer estrear uma roupa nova, uma maquiagem trabalhada e também um penteado bacana. E se você é cacheada, eu aposto que chegou a pensar, em determinada fase da sua vida, que esse era o momento para fazer uma escova, não é mesmo?

Infelizmente, existe um fenômeno social que nos faz acreditar que cabelo crespo ou cacheado não é sinônimo de elegância e que não é aceito em eventos mais formais. Sempre que pensava em ir para formaturas ou mesmo casamentos eu me sentia na obrigação de fazer uma escova e alisar meu cabelo para ficar com uma cara de “arrumada”, sabe?! Caso eu não fizesse (muitas vezes eu não fiz) eu achava que não estava à altura de tantos penteados alisados e cheios de laquê. Aquela ideia de que  você precisa estar muito bem escovada para se sentir elegante.

Enfim, a sociedade cria padrões para serem seguidos e todo mundo está cansado de saber isso, não é? Mas, nossa, é muito mais difícil se desvencilhar das vozes que insistem em martelar em nossas cabeças depois de anos acreditando que os padrões impostos e expostos eram o ideal. É um exercício diário, sim! E abrange inúmeros aspectos de nossas vidas.

E estou aqui hoje para dizer: o seu penteado não precisa e não vai ser igual ao de garotas lisas! E nem por isso vai ser menos legal ou menos elegante. Vai ter frizz? Vai ter frizz! Vai ter ondas? Vai ter ondas! E você vai estar linda? Sim!
Eu sempre fui louca com trança, sempre achei muito bonito, mas meu cabelo sempre foi super cacheado, a trança não ficava igual ao dos cabelos longos das minhas amigas lisas. Assim como meu rabo de cavalo também não fica. Nunca ficou! Nunca vai ficar! Preciso sofrer com isso? Não, não preciso. Tem uma porção de penteados que ficam lindos em crespas e cacheadas. Eu, por exemplo, escolhi casar com o meu cabelo cacheado e nem por isso me senti menos “noiva”.

O grande lance dessa história toda é você se aceitar e se sentir bem com você mesma. Tentar vencer todos os dias os preconceitos enraizados em nossa mente e ser capaz de ser você mesma em qualquer dia, inclusive nas comemorações, festas e os grandes eventos que aparecerem. Afinal, por que teria que ser diferente, não é mesmo?

Postado por Ana Paula Nunes

Veja também

18/11/15
Passei boa parte da vida tentando mudar meu cabelo

Eu tenho 27 anos. Passei boa parte da vida tentando mudar meu cabelo, não aceitando o meu cabelo. Tentando transformá-lo, aos poucos, naquilo que eu achava que era mais bonito. Naquilo que a sociedade me mostrava que era mais bonito, através de novelas e revistas.

Fiz amaciamentos, relaxamentos e progressivas. Comecei aos 14 anos de idade, querendo aquilo que era o meu sonho na época, um cabelo liso e com as pontas levemente cacheadas. Não preciso dizer que não funcionava, né? O cabelo crescia e dois dedos de raiz cacheada eram suficientes para acabar com o sonho mês a mês.

Aos 17 anos, com o cabelo já bastante fragilizado, resolvi alisar de vez. Achei que a nova vida de estudante de jornalismo pedia um cabelo liso, mais próximo dos padrões televisivos. E por isso, resolvi fazer uma progressiva e um relaxamento juntos. O cabelo não ficou liso, ficou esticado, ressecado, e eu ainda precisava fazer escovas para ele ficar modelado.

cabelo com progressiva

Meu bota-fora pré mudança para Viçosa, onde fiz a faculdade.

Menos de seis meses foram suficientes para eu me arrepender e perceber que não queria mais aquilo. Já não me lembrava do meu cabelo natural, resolvi que o deixaria crescer e esperar toda a química sair. Passei pela transição sem saber o nome dela, não existiam grupos ou informações pela internet. Fiquei um ano com duas texturas no cabelo e vivendo com ele preso. Não foi fácil, claro, mas eu estava determinada a não voltar atrás.

Já com vários dedos de raiz cacheada, durante a transição

Já com vários dedos de raiz cacheada, durante a transição

Depois de um ano de transição fiz o meu primeiro big chop (cortei o cabelo para tirar a maior parte de química possível), que na época não foi tão grande assim porque meu cabelo já estava curto. Quando eu vi meus primeiros cachos surgirem depois disso, prometi a mim mesma que nunca mais faria nada para modificá-los. Eu os aceitei pra sempre naquele momento

Um ano depois do primeiro big chop

Um ano depois do primeiro big chop

E cá estou eu, nove anos depois disso tudo, feliz e aplaudindo de pé toda vez que vejo pessoas falando sobre deixar os cabelos naturais. Sei que transição é difícil, muuuito difícil. Mas, estudei, li e aprendi que cabelo pode ser muito mais que estética. Aceitar o seu cabelo pode ser um ato político. Por isso, toda vez que vejo uma mulher em transição na rua eu tenho vontade de dar um abraço e dizer: “Ó, vem cá! Você não tá sozinha, cara! Tô aqui, te dou força!” Como sei que isso não é possível, não dá pra abraçar todo mundo, me propus a abraçar virtualmente o máximo que conseguir.

atual

E já ia esquecendo de me apresentar: eu sou a Ana Paula, jornalista, mãe de dois gatos, e agora faço parte da equipe do Garotas Rosa Choque.

Postado por Ana Paula Nunes

Veja também

04/11/15
Agora é que são Elas

Aconteceu uma coisa muito inusitada e inesperada nesse feriado comigo. Quem acompanha as redes sociais do blog já tem uma ideia, pois eu avisei lá. Fui convidada pelo Márcio Valentim, do Canal do Valentim, para participar dentro do canal dele, da campanha Agora é que são Elas.

Assistam ao vídeo em HD, porque estou com uma maquiagem tão linda que parece que minha pele é de bebê ahahaha, e quem me acompanha no Snap (pinkshockgirl), sabe que tô sofrendo um ataque de espinhas assassinas! 😛

Foi tudo na correria, ele me chamou tipo 4 da tarde, 18:30 eu tava na casa dele gravando! 😀

Para explicar melhor essa Hashtag, segue o texto do Valentim:

Meus nobres amigos, vamos compartilhar essa ideia, por favor. Mostre que vocês têm a mente expandida e que vêem o mundo com outros olhos. Deixe seu like e compartilhe esse vídeo com quem você conhece. As mulheres merecem respeito! “Esse é um momento importante: mulheres estão perdendo direitos adquiridos com muita dificuldade. É cruel. Mulheres vêm relatando o que é ser mulher no Brasil hoje. E ser mulher no Brasil é perigoso. Contra essa crueldade e pra denunciar esse perigo, nós mulheres tomamos as ruas. E as redes. Muitos homens que têm acesso a meios de comunicação e espaços de fala garantidos – verdadeiramente emocionados diante desse momento e solidários nesse movimento de empoderamento – têm vontade de escrever sobre o tema. Do reconhecimento essa vontade em muitos homens, nasceu a provocação: e se todos os homens, ao invés de publicar textos sobre a importância de escutar, de fato reconhecessem a importância de escutar e cedessem, nessa semana, seus espaços para mulheres falarem? Hoje, como o importante é ouvir, eu e você leitor ouviremos. Com vocês, uma mulher. Dessa provocação surgiu, com a ajuda de muitxs e bons, a iniciativa #AgoraÉQueSãoElas: uma semana de mulheres ocupando os espaços masculinos de fala. Homens convidam mulheres para escrever no seu lugar e se colocam nesse lugar do ouvinte. Dando voz e vez a uma mulher. Reconhecendo a urgência da luta feminista por igualdade de gênero e o protagonismo feminino nesta luta. Podem adaptar isso para os muitos veículos: jornais, blogs, canais de Youtube, perfis. Temos uma infinidade de maneiras de multiplicar informação. Todas elas podem ser, nessa semana, ocupadas por mulheres. Muitos homens toparam e já cederam seu espaço nessa semana que começa para uma mulher, para as mulheres. Gregorio Duvivier, Marcelo Freixo, Jean Wyllys, Leo Sakamoto, Bruno Torturra, Ronaldo Lemos, Marcelo Paiva, João Paulo Cuenca, José Eduardo Agualusa, Marcus Faustini, Fred Coelho, Antonio Prata, Marco Aurelio Garcia, Juca Kfouri e outros. E queremos muitos mais com a gente. Queremos todxs juntos nessa onda. Pra que ela seja um tsunami. É pela vida das mulheres. “

agora-é-que-são-elas

Tenho que agradecer demais a minha amiga linda, Lita, que foi comigo me apoiar na gravação. ♥

IMG_20151102_194419

Tinha que ter selfie tietando o Valentim, que é tão simpático e boa gente pessoalmente quanto no canal!

agora-é-que-são-elas

Claro que tem look, com vestidinho que comprei na Havan outro dia, camisa masculina Armada e tênis cinza Kanui.

IMG_20151102_234246

Make leve, mas não podia faltar o batom vermelho pra falar de feminismo, não é!? 😉

Gracinhas de look e make a parte, o foda mesmo foi ter tido esse espaço pra falar de feminismo, coisa que eu já faço todos os dias no instagram e facebook, conversando com vocês, ou seja, nós já tiramos de letra, mas o legal nesse vídeo, é atingir quem não está acostumado a ouvir e ler sobre isso, é trazer mais gente para lutar ao nosso lado! Fiquei muito feliz e sou muito grata ao Valentim pelo espaço e pela coragem! \o/

Quero agora saber o que vocês acharam, quero comentários lá e aqui, quero joinha no youtube, pois tem muitos haters indo lá xingar e negativar o vídeo!

Postado por Helena Sá

Veja também