feminismo


25/04/15
BROAD CITY: 5 motivos para assistir

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Sabe a melhor série de comédia dos últimos tempos? Então, é Broad City e eu vou contar porque nesse singelo post/declaração de amor.

A série tem como cenário, ou quase um personagem, a cidade de Nova Iorque. Isso não é novidade, várias séries e filmes tem, mas a forma de mostrar e interagir com a cidade é muito diferente, é mais real, é com uma crítica leve, mostrando lugares incríveis que vão além dos locais e coisas clichê.

A história gira em torno das amigas Abbi e Ilana, que são os nomes das atrizes e criadoras da série Abbi Jacobson e Ilana Glazer. E de cara você imagina, mas o que tem de tão incrível nessa série? Amigas de 20 e poucos anos vivendo em NY é o mais lugar comum das séries. Mas já na primeira cena do primeiro episódio você já saca que Broad City é genial.

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A série é muito, mas muito engraçada, as duas personagens e seus amigos são aqueles tipos de personagens que a gente tem vontade de ter como amigos. Mas o destaque vai para Ilana, a mina é uma vida loka, mas é ao mesmo tempo a melhor amiga que Abbi ou qualquer uma de nós amaria ter. Ela é inteligente, engraçada e muito livre de qualquer pudor, culpa ou preconceito. E a Abbi que também é um personagem incrível, só consegue ser ela mesma quando está com a Ilana.

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“Finalmente entendi minhas sobrancelhas. Elas são irmãs, não gêmeas.”

As histórias vão acontecendo enquanto a vida rola de um jeito bem natural, a amizade das duas está acima de caras ou qualquer rivalidade, mostra que mulheres podem sim ser amigas, mostra que a gente tem muito mais assuntos do que só homens ou “futilidades”.

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Mas explicando melhor: Broad City é a melhor série jovem da atualidade, e isso por vários motivos que eu vou tentar transmitir pra vocês.

1 – Humor que subverte expectativas: sabe aquele papinho de que o mundo tá ficando chato, que feministas são mal humoradas? Então, tudo besteira, pois Broad City é uma série que ri não da vítima, mas do algoz. E é de uma maneira tão leve, tão zuera, que a gente nem percebe e quando vê já ó, tá babando nas tiradas, na inteligência das sacadas das protagonistas Abby e Ilana.

2 – Duas protagonistas mulheres: sabe aquele outro papinho de que mulher não é engraçada? Outra balela que nos contaram, mas isso a gente já sabe há muito tempo. O que Broad City prova, é que o humor feminino não tem limites, não tem pudores, e é fodasticamente GENIAL!

3 – Realidade nua e crua: sabiam que mulher peida, arrota e fala palavrão? Pois é, se dependesse da maioria dos filmes e séries a gente nunca ia ficar sabendo, não é? Mas nessa série maravilhosa as coisas saem naturalmente, todo mundo e principalmente as protagonistas estão sempre muito reais, ninguém acorda com ondas perfeitas nos cabelo e muito bem maquiada, ninguém é sexy o tempo todo, feminina, delicada… pois DUDE,  na vida real também não é assim, e ver uma série que nos liberta de estereótipos bobos, é orgásmico! #WIN

4 – Não é uma nova Girls: tem quem compare as duas séries, mas não acho que tenha muito mais a ver do que se passarem em NY e a faixa etária dos personagens. Pois Broad City é muito mais leve, menos drama, os personagens não são tão complicados, egoístas e hipsters como em Girls. É um outro nível de qualidade, na minha opinião.

5 – Amy Poehler é produtora da série: pra quem não conhece a Amy, ela foi a Leslie Knope da série Parks&Recreation, além de ser uma atriz, diretora, produtora e humorista, ela é feminista e tem vários projetos de incentivo a talentos femininos.

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A série já tem 2 temporadas com 10 episódios cada e em janeiro de 2016 estreia a 3ª temporada. Já aguardo ansiosa por ela! ♥

Quem aí já assistiu a série? Me contem o que acharam! E quem ainda não viu, aproveita o fim de semana pra começar!

Postado por Helena Sá

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06/04/16
[TAG] Quando eu era TROUXA

tag quando eu era trouxa

O primeiro vídeo dessa nova fase do canal do Garotas no Youtube está no ar! \o/

E para começar de leve, criei uma TAG que eu achei muito legal responder e tenho certeza que pode dar em muito vídeo engraçado e legal tanto pra rir, quanto pra aprender com a trouxice alheia.

A TAG se chama Quando eu era TROUXA, mas isso não significa que eu nem vocês não sejamos ainda uns completos trouxas nessa vida. É só que a gente aprendeu um pouquinho com os papéis de trouxa que a gente fez, ou não! 😀

O vídeo tá aí com 6 papéis de trouxa que eu já fiz com maestria! Apertem o  PLAY.

Espero que as minha mancadas sirvam pra inspirar vocês a não fazer o mesmo, e se tão fazendo, que parem já!

Outra dica pra não ser trouxa é SE INSCREVER NO CANAL do blog, porque vai ter vídeo novo toda quarta-feira!

E aí gente, vocês tem coragem de me contar que moles já deram nessa vida quando eram trouxas?

Postado por Helena Sá

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03/03/16
Como sair do básico ao se vestir

não consigo sair do básico pra me vestir

Seu guarda roupas e seus looks são sem graça e você quer mudar isso, mas não consegue? Então fique sabendo que veio ao lugar certo! 😀

Recebo muitas mensagens de meninas contando que não tem coragem de ousar no jeito de vestir, ou que não sabem combinar as peças, e dizem que meus looks ajudam muito a se inspirarem e a criar coragem para se expressar mais através da moda. Isso me deixa muito feliz, pois sei muito bem como é ter receio, complexo ou até medo de usar o que quiser e mostrar a personalidade através do look.

como-sair-do-basico-ao-se-vestir

Superei isso muito através dos looks aqui do blog, a partir do momento que comecei a criar os looks e fotografar, foi um divisor de águas pra mim, meu visual e estilo finalmente condiziam com o meu gosto, personalidade e atitude.

Parece uma questão boba, fútil, tipo, “ai que frescura, quer mudar o visual muda e para de drama!” Mas não é bem assim, muitas questões podem estar por trás desse bloqueio. E afinal, como sair do básico ao se vestir?

A timidez muitas vezes está ligada a isso, sua personalidade é mais introspectiva e vestir algo que chame a atenção pra você, mesmo que seja um visual que você curta, te deixa desconfortável. Nesses casos, é melhor não ir contra a sua natureza, mas também não precisa desistir. É só começar com calma, adicionar uma cor na camiseta, um acessório… daí você vê se sente bem assim, segura o look e vai ser feliz! 😉

Coragem pra ousar nos looks

Muitas vezes a gente se priva de vestir algo que curte pela pressão estética ou pela gordofobia, vejo moças dentro do padrão e que ainda assim deixam de usar uma roupa pois não estão magras o suficiente, e a coisa piora muito para nós gordas, pois aí a treta é mais séria, a gente sofre preconceito ainda hoje. Moças gordas muitas vezes tentam se esconder em roupas largas e sem cor (já fiz muito isso), e muito disso é por vergonha do corpo, por achar que não fica bem em roupas mais ousadas, porque todo mundo diz que não é bonito.

como sair do básico ao se vestir

E é muito difícil se livrar desse estigma e muitas vezes a gente muda nosso corpo e mesmo assim não se sente segura para mostrar atitude. Recebi mensagem de uma leitora que dizia que sempre se vestiu de forma sem graça e pensava que era por ser gorda, daí ela fez cirurgia bariátrica, emagreceu e mesmo assim ainda não se sentia segura para ousar nos looks. E isso só demonstra que tá tudo na nossa cabeça, a gente tem que se aceitar e se amar, fazer as pazes com quem a gente é e tirar daí coragem pra se libertar em tudo, inclusive nos looks.

sair do lugar comum ao se vestir

Essa história do jeito de se vestir é só uma das consequências da pressão que a opinião dos outros faz sobre nós, pois deixamos de fazer muita coisa em nossas vidas por preocupação com a opinião alheia, por isso, acho que uma ótima ideia é começar a chutar o balde pelo jeito de se vestir. Porque daí já de cara com o seu visual, você já demonstra que não dá a mínima pro que os outros pensam e fecha a possibilidade de pitacos e conselhos não solicitados sobre qualquer área da sua vida.

Agora é a parte mais importante, quero saber o que vocês acham de tudo isso e como é pra vocês a hora de se vestir. 😉

Postado por Helena Sá

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24/02/16
A Ditadura da Beleza: vale a pena refletir

Alguém já falou pra você que você precisava mudar? A sua aparência, o jeito que você se veste ou o seu peso? Às vezes não é tão direto assim, às vezes as exigências vêm através de insinuações, brincadeiras ou mesmo ironias.

Comigo foi cedo. Eu lembro que a primeira vez que me disseram como eu deveria ser foi aos nove anos. Na época, minha mãe me levou em uma “agência de modelo” (nos anos 90 isso era febre e uma ótima forma de tirar dinheiro das pessoas também, diga-se de passagem). A mulher que me atendeu fez algumas fotos, elogiou meus olhos e disse que eu precisava emagrecer. Eu não era uma criança magra, eu tinha uma barriguinha feliz, que lógico, não me incomodava. Eu era criança! E eu, claro, resolvi emagrecer depois disso. Pensem, com apenas nove anos eu resolvi cortar o pão da minha rotina. Acho que emagreci, não lembro direito. Mas, também não fez diferença nenhuma para o meu futuro nada promissor de celebridade.

Essa foi uma das minhas experiências e aposto que vocês devem ter várias pra contar também, né?! E isso tem tudo a ver com um livro que li há pouco tempo e queria compartilhar com vocês. O livro é do Augusto Cury (não, gente, não torce o nariz achando que é autoajuda) e chama “A Ditadura da Beleza e a revolução das mulheres”. Pra quem não conhece, o Cury é psiquiatra e pesquisador, e nesse livro específico ele escreve em forma de romance.

Através de personagens envolvidas com o universo da moda e da mídia, ele discute sobre a insanidade que são os padrões inatingíveis de beleza e a opressão que eles provocam diariamente em mulheres como eu, como você e também em crianças. A linguagem usada é super fácil e até óbvia demais. Talvez, não mereça um Nobel, mas com certeza nos faz refletir e muito!

a-ditadura-da-belezaSinopse: Com mais de 2 milhões de livros vendidos no Brasil, Augusto Cury retrata neste romance o cotidiano de mulheres que sofrem caladas as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da beleza. Apoiando-se em sua vasta experiência como psiquiatra e pesquisador, Cury dá um grito de alerta contra essa forma de opressão que vem deixando mulheres, adolescentes e até crianças tristes, frustradas e doentes. Influenciadas pela mídia e preocupadas em corresponder aos inatingíveis padrões de beleza que são apresentados, milhares de mulheres mutilam sua auto-estima – e, muitas vezes, seus corpos – em busca da aceitação social e do desejo de se tornarem iguais às modelos que brilham nas passarelas, na TV e nas capas de revistas. Ao tratar de um tema tão atual, este livro faz com que o leitor se identifique imediatamente com os personagens e sua luta por uma vida mais plena, em que cada pessoa se sinta livre para ser o que é, sem se envergonhar de sua aparência e sem se comparar a ninguém.

Postado por Ana Paula Nunes

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03/02/16
Meninas, se relacionem com pessoas da sua idade

A gente sabe a sociedade em que vivemos, em que meninas são sexualizadas muito cedo, em que mulheres são infantilizadas, em que uma mulher envelhecer é quase um crime. Sabemos também que crimes relacionados a pedofilia, homens fetichizando meninas, dentre outras práticas são normalizadas e muito aceitas na nossa sociedade.

Garotas de 10 a 17 anos se casam com homens aqui mesmo no Brasil, não precisamos ir a um país da África ou do oriente, isso acontece bem debaixo dos nossos olhos todos os dias. Outro dia mesmo uma menina participante do Master Chef Júnior, foi alvo de comentários sexuais nas redes sociais. Ontem no BBB um pedófilo confesso estava sendo validado pelo apresentador do programa e a mulher que o acusou sendo tachada de louca.

angelina jolie com 14 anos

Outro dia no meu FB um cara de uns 35 anos postou essa foto com a legenda: Angelina Jolie com 14 anos. Meu amigo, a Angelina de 40 anos não sabe da sua existência e ainda sim você acha que o ideal pra você é a versão de 14 anos dela? Qual o seu problema?

Tudo isso que eu falei e muito mais a gente já sabe, já leu, já viu acontecer ou já passou por isso. O que raramente vejo acontecer é o que eu vou dizer agora:

MENINAS, SE RELACIONEM COM PESSOAS DA SUA IDADE! Eu inconscientemente segui uma regra durante a adolescência e início da vida adulta, é a regra dos 4 anos (2 pra cima e 2 pra baixo). Que consiste em só me relacionar com pessoas até 2 anos mais velhas ou mais novas do que eu. Foi uma escolha pessoal, não foi proposital, mas eu repelia qualquer tipo de assédio de homens mais velhos. E posso dizer agora, que foi a melhor coisa que fiz pra minha versão mais jovem e que me trouxe sem traumas até a vida adulta.

E tem vários motivos para que essa seja a melhor decisão que você toma:

  • Por mais madura e inteligente que você seja, você só existe nesse planeta por sei lá 14 anos, chutando uma idade que você começou a namorar. Um cara que tem 30 ou mais, já vivenciou experiências como ter filhos, casamento, e outras tretas que você nem sonha. Essa pessoa, por mais que você seja esperta, vai te dar um baile de manipulação, ele sabe muito bem o que dizer e fazer pra te envolver e te levar para o caminho que ele queira;
  • Quando você namora alguém da sua idade, normalmente vocês descobrem várias coisas juntos, o que é novo para um é também para o outro, e isso é lindo e único! E salvem essa, nunca mais você vai poder viver isso na sua vida;
  • Você já parou pra pensar em porque esse cara mais velho está interessado em você? Foi amor a primeira vista mesmo ou ele só sai com “novinha”? Há chances absurdas dessa pessoa já ter um padrão de ir atrás de moças novas justamente porque por mais madura que você seja, ele já viveu e sabe muito mais da vida que você. Ele não se interessa por mulheres mais velhas porque essas já sacam muito bem a dele, (pedófilos são também misóginos e muitas vezes também racistas, homofóbicos, essas coisas andam juntas);
  • Mais uma vez, se você não namora um menino ou menina de 14 anos quando você tem 14 anos, QUANDO É QUE VOCÊ ACHA QUE VAI PODER FAZER ISSO DE NOVO? Pois é miga, nunca! Até porque homem mais velho com menina é aceito e acontece a torto e direito, mas mulher mais velha na nossa sociedade não namora nem homens da mesma idade, nosso valor ainda está diretamente ligado a juventude e padrão de beleza;

 

Meninas, se relacionem com pessoas da sua idade

E essa afirmação de que meninas gostam de homens mais velhos não se aplicou a mim, até porque na verdade é uma afirmação que vejo homens fazerem, não conheço meninas que demonstrem esse tipo de preferência. Na verdade o que mais acontece é que os alvos desse tipo de predador são meninas e moças que tem situação financeira ruim, passam por problemas familiares, pais ausentes.

Daí esse homem já formado, aparentemente sábio, com melhor condição financeira vem e se mostra interessado por uma menina que quer se sentir especial, ele acaba virando o príncipe salvador, protetor e provedor que ela tanto precisava. Mas a vida não é conto de fadas, aliás, nem o conto de fadas é conto de fadas. E esse tipo de relacionamento só tem um motivo, CONTROLE.

Pode parecer que eu to passando aqui aquela mensagem errada que sempre culpa a vítima, tipo, não quer ser estuprada, não saia, não beba, não use roupa curta; não quer engravidar tome pílula ou faça abstinência! E NÃO É ESSA A MENSAGEM QUE EU QUERO PASSAR! Só acredito que mesmo sendo recriminável, mesmo sendo nojento e danoso para as meninas, a sociedade aceita e ainda diz que esse tipo de relacionamento é escolha da menina de 14, 15, 16 anos, que elas não são inocentes, dentre outras falácias. Então vamos abrir um diálogo com as meninas, vamos falar com elas o que a gente queria que tivessem falado com a gente nessa idade:

HOMENS MAIS VELHOS NÃO QUEREM TE NAMORAR PORQUE TE AMAM, ELES SÓ QUEREM ALGUÉM FÁCIL DE MANIPULAR!

My Mad Fat Diary

Elenco da série My Mad Fat Diary

VIVA INTENSAMENTE ESSA FASE DA SUA VIDA, COM PESSOAS QUE TAMBÉM ESTÃO PASSANDO PELAS MESMAS EXPERIÊNCIAS E VIVÊNCIAS. ESSE MOMENTO PASSA MUITO RÁPIDO E VOCÊ NUNCA MAIS VAI PASSAR POR ELE, NÃO DESPERDICE COM QUEM SÓ QUER SUGAR A SUA JUVENTUDE, TE CONTROLAR E SE SENTIR PODEROSO POR EXIBIR UMA “NOVINHA”.

Se você tem entre 10 e 17 anos e veio parar nesse post, ouça os conselhos da tia aqui! E as minas que acompanham o Garotas, repassem para suas irmãs, primas, amigas, filhas, colegas… 😉

Postado por Helena Sá

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05/01/16
Qual é o pente que te penteia e meta para 2016

Semana passada eu, finalmente, visitei uma exposição super bacana que está acontecendo aqui em Juiz de Fora. Queria ir já há algumas semanas, mas misturou fim de férias e fim de ano e as semanas começaram a ficar bem mais corridas e acabava adiando.

A exposição de fotos chama “Qual é o pente que te penteia” e fica disponível no Espaço Cultural Correios (em Juiz de Fora) até dia de 16 de janeiro. Então, ainda dá tempo de você também conhecer! Corre!

Pelo nome e pela arte de divulgação (que está lindona) eu fiquei mega ansiosa pra visitar logo. Sim, o nome é o título de uma música antiga que você com certeza já cantarolou por aí, mas me diga, você já parou pra pensar o quão preconceituosa essa música é?

“Nega de cabelo duro,
qual é o pente que te penteia?”

qual-é-o-pente-que-te-penteia

Pois é, tem tanta coisa que a gente reproduz e nem se dá ao trabalho de pensar sobre, não é? É aí que mora o perigo, bem aí que mora o preconceito também! Em uma aula sobre Ideologia, meu professor da Pós-Graduação em Mídia, Informação e Cultura da USP (um dos professores mais sensacionais que já pude ter) explicava que o grande lance da ideologia é isso, fazer com que reproduzamos discursos preconceituosos, machistas, homofóbicos sem questionar, ou sem ao menos hesitar.

No entanto, quando nos damos conta da existência disso, dessa consciência social que impregna a gente, por mais que um pensamento preconceituoso ou machista percorra nossa cabeça, a gente começa questionar. E desde então, eu me questiono sobre músicas, filmes, livros e ditados populares (esses são terríveis).

exposição
Certo, mas pra quê tudo isso? Bom, porque a exposição está linda. Todas 38 fotos de mulheres negras com seus cabelos crespos, com dreads, tranças, turbantes ou mesmo com black power são maravilhosas.

E enquanto eu admirava cada foto eu só conseguia pensar no quanto o padrão de beleza é excludente e sem maior sentido. Quem disse que a mulher negra não é linda? Que disse que ter tranças e dreads não pode ser maravilhoso?

Exposição2
Tem todo um contexto histórico e social nessa luta, mas vale lembrar a gente a aprende. A gente pode mudar discursos, podemos parar de reproduzir falas que colaboram com tudo isso.

Então, para 2016 ficam aí duas metas: visitar essa exposição maravilhosa e se questionar mais sobre todas essas falas prontas que temos em nossa cabeça, ok?

Postado por Ana Paula Nunes

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15/12/15
Você não precisa estar escovada para se sentir elegante

penteados

Para vocês se inspirarem e arrasarem no fim do ano, fiz uma seleção com alguns penteados lindos.

O fim do ano está aí, repleto de presentes e claro, festas, confraternizações e reuniões em família. É aquela época em que todo mundo quer estrear uma roupa nova, uma maquiagem trabalhada e também um penteado bacana. E se você é cacheada, eu aposto que chegou a pensar, em determinada fase da sua vida, que esse era o momento para fazer uma escova, não é mesmo?

Infelizmente, existe um fenômeno social que nos faz acreditar que cabelo crespo ou cacheado não é sinônimo de elegância e que não é aceito em eventos mais formais. Sempre que pensava em ir para formaturas ou mesmo casamentos eu me sentia na obrigação de fazer uma escova e alisar meu cabelo para ficar com uma cara de “arrumada”, sabe?! Caso eu não fizesse (muitas vezes eu não fiz) eu achava que não estava à altura de tantos penteados alisados e cheios de laquê. Aquela ideia de que  você precisa estar muito bem escovada para se sentir elegante.

Enfim, a sociedade cria padrões para serem seguidos e todo mundo está cansado de saber isso, não é? Mas, nossa, é muito mais difícil se desvencilhar das vozes que insistem em martelar em nossas cabeças depois de anos acreditando que os padrões impostos e expostos eram o ideal. É um exercício diário, sim! E abrange inúmeros aspectos de nossas vidas.

E estou aqui hoje para dizer: o seu penteado não precisa e não vai ser igual ao de garotas lisas! E nem por isso vai ser menos legal ou menos elegante. Vai ter frizz? Vai ter frizz! Vai ter ondas? Vai ter ondas! E você vai estar linda? Sim!
Eu sempre fui louca com trança, sempre achei muito bonito, mas meu cabelo sempre foi super cacheado, a trança não ficava igual ao dos cabelos longos das minhas amigas lisas. Assim como meu rabo de cavalo também não fica. Nunca ficou! Nunca vai ficar! Preciso sofrer com isso? Não, não preciso. Tem uma porção de penteados que ficam lindos em crespas e cacheadas. Eu, por exemplo, escolhi casar com o meu cabelo cacheado e nem por isso me senti menos “noiva”.

O grande lance dessa história toda é você se aceitar e se sentir bem com você mesma. Tentar vencer todos os dias os preconceitos enraizados em nossa mente e ser capaz de ser você mesma em qualquer dia, inclusive nas comemorações, festas e os grandes eventos que aparecerem. Afinal, por que teria que ser diferente, não é mesmo?

Postado por Ana Paula Nunes

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