feminismo


23/02/17
Bate papo sobre feminismo e empoderamento
Feminismo

Ilustração: Laila Alves

Sabe aquele tipo de conversa que você aprende muito? Sabe aquele tipo de pessoa que te faz reconsiderar muitas coisas que você nem sequer tinha se dado conta? Pois é, foi assim quando tive o prazer de bater um papo com a Fabiana Nogueira (ou Biba, pra mim que sou caloura dela). A Fabiana é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa e Mestre em Comunicação pela USP.  E hoje, além do trabalho como produtora cultural na Universidade Federal do Acre, também é militante e ministras oficinas e cursos sobre feminismo.

Fabiana Nogueira

Quando conversamos, após participar da oficina dela sobre “A mulher e a mídia: uma relação violenta”, logo pensei que precisava compartilhar aqui no blog um pouco do que foi discutido e apontado lá.  A oficina foi organizada pelo Departamento de Comunicação aqui da UFV, então a maioria das participantes eram do curso. É preciso continuar avançando nas discussões e na disseminação de informações sobre machismo e misoginia.

Bom, a conversa foi ótima e longa, por isso, vou reproduzir alguns trechos que achei mais interessantes e que me serviram, e acredito que também servirão como ponto de partida para outras reflexões e debates.

Garotas Rosa Choque – O termo feminista ainda é tido como algo negativo, extremista. Quando você começou a se intitular feminista?

Fabiana – Foi na Graduação, eu não sabia o que era. Mas, no fundo eu já me incomodava com aquelas situações de opressão, mas não sabia nomeá-las. E quando você não sabe expressar a opressão que você passa você não consegue lutar contra ela. É um processo de ruptura mesmo.  Mas, é também um processo meio doloroso porque algumas coisas você não percebia e passa a perceber todos os processos de opressão que estão em todos os lugares e o tempo todo.

Garotas Rosa Choque – No livro “Sejamos Todos Feministas” a Chimamanda Ngozi Adichie fala sobre a questão cultural. Do quanto muitas pessoas se apoiam no discurso de que determinadas tradições culturais justificam atitudes que oprimem as mulheres. E no seu mestrado isso deve ter sido um ponto debatido, né?

Fabiana – A cultura assim como a sociedade toda é feita por homens e para homens. As mulheres não estão incluídas no processo de criação nem de aplicação de regras ou de ocupação de espaço público. Então, essa cultura feita por homem e pra homem, ela com certeza vai ser machista. A gente tem que rever as tradições, a gente tende muito a ver a cultura como a cultura do outro.  ‘Olha que bonitinho aquela cultura ali, olha que bonitinho aquelas mulheres ainda fazem tal coisa’. Mas, vai saber se a vida dela é boa ou é ruim, se ela gosta de fazer determinada coisa. Ou se aquela cultura supre as necessidades dela ou a oprime.

Garotas Rosa Choque –  O que você acha dessa nova geração, porque tem gente muito nova que já sabe o que é feminismo, já é empoderada.

Fabiana – Eu acho lindo (risos).  Eu lembro que quando eu conheci o feminismo aqui na UFV foi por necessidade mesmo, foi lendo.  Mas, era muito raso ainda, não tinha espaço de debate. As redes sociais facilitaram muito isso também, né? Na minha época eu lembro que a gente tinha o Orkut, mas não tinha esse caráter, era outro perfil, ainda estava se construindo uma cultura de caráter digital, né. Então, o que eu descobria era por minha conta mesmo, agora você vê essas pessoas que já consegue se organizar assim, é muito importante mesmo.  É a única forma pra que a gente consiga ter uma mudança social real. Que as mulheres se unam, se a gente for esperar os homens fazer alguma coisa pela a gente, a gente morre seca.

Postado por Helena Sá

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18/04/17
Por que associamos interesses ditos como femininos à futilidade

A gente sempre relaciona automaticamente futilidade com interesses ditos femininos, como moda, maquiagem, decoração… é o que primeiro nos vem a cabeça quando a palavra fútil  surge em alguma conversa. Mas será que isso é verdade?

Gostar de moda, de se maquiar, de ter uma casa bem decorada, torna você uma pessoa fútil? Vocês já se perguntaram por que as afinidades e atividades associadas a masculinidade e que muitas vezes tem um objetivo puramente recreativo, nunca são relacionadas a futilidade? Se você gosta de assistir de futebol, de acompanhar fórmula1, MMA, fazer churrascos, dificilmente será rotulado de fútil por isso.

Mas quando uma atividade é considerada feminina, ela sempre é vista como débil, boba, supérflua, mesmo quando a pessoa é profissional dessas áreas, faz disso uma profissão, as pessoas rotulam como algo superficial.

É muito claro para mim que atribuir determinados gostos e escolhas as mulheres e dizer que essas determinações são fúteis, é mais um dos rótulos que nos são colocados ao nascermos mulheres, vem com a obrigação de performar feminilidade. Eu entendo isso e entendo que não devemos nos restringir a esses interesses considerados femininos. Sou a primeira a dizer sempre todos os dias que podemos tudo.

Mas e se a gente gostar de moda, maquiagem, decoração, jardinagem e culinária? Somos fúteis, rasas, superficiais, por isso?

Recebo muita desaprovação explícita ou velada das pessoas por ter um blog que também fala de moda, por ser maquiadora. Já chegaram a me dizer que não faz sentido eu ser feminista e falar disso em um mesmo espaço em que falo de tendências de moda. Será mesmo que as duas coisas não combinam, sou proibida de ter esses gostos “femininos” porque luto todos os dias por igualdade para as mulheres? Fica aí o questionamento. 🤔

“A história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que eles sejam falsos, mas que eles são incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história. “
– Chimamanda Ngozi Adichie

Por muito tempo mulheres tentam se desassociar dos estereótipos de gênero, do rosa, das princesas, para tentarem conseguir respeito para sua capacidade, inteligência e habilidades. Já passei por essa fase de renegar tudo que é dito como feminino, pois ao ser linkada a essas coisas, me vincularia a banalidade. Como se por eu gostar de usar batom e esmalte, não sou capaz de entender de ciências, política e outros temas da vida em sociedade.

Comecei a mudar isso quando compreendi que negar gostos e atribuir a eles valor menor de importância na sociedade apenas por estarem relacionados a feminilidade, era me aprisionar a mais um novo padrão, era concordar com toda a baboseira que dizem sobre mulheres serem fúteis.

A partir daí comecei a perceber que minhas afinidades e gostos não poderiam ser rotulados e vinculados a gênero das coisas. Nem eu nem ninguém, temos preferências estritamente dentro do gênero que nos foi atribuído. E gostar de de rosa não me faz inferior a outras mulheres que não gostam, e que essas preferências pessoais não ditam por si só nosso caráter, inteligência ou capacidades.

O problema com o gênero é que prescreve como devemos ser ao invés de reconhecer como somos. Imagine o quanto mais felizes seríamos, quão mais livres seriam nossos verdadeiros eus individuais, se não tivéssemos o peso das expectativas de gênero. “
– Chimamanda Ngozi Adichie, nós devemos todos ser feministas

BRAAAACK! Esse é o som de mais uma corrente sendo quebrada! (Desculpem a onomatopéia)

Mas é lindo quando nos vemos tão seguras e livres a ponto de não precisar negar nada, nem mesmo que adoramos cor de rosa, arco-íris e unicórnios. 💕🌈🦄

Postado por Helena Sá

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03/04/17
Por que eu parei de fazer as sobrancelhas

Nem sei se esse título é atrativo para um post, pois afinal, por que eu parei de fazer minhas sobrancelhas não é uma dúvida de interesse geral, acho que nem minha mãe iria querer saber.

Mas o que me fez acreditar que seria um bom tema para contar e discutir aqui com vocês? Bem, pra começar, todas as mulheres que começaram cedo à fazer sobrancelhas no salão ou em casa mesmo, já tiveram esse aglomerado de pelos que dá expressão ao rosto, deformado e desmatado por alguém. Ou já fez caca 💩 sozinha mesmo.

Também já passou por várias tendências de estilo das sobrancelhas, já achou que eram finas demais, ou que tinha muito pelo ali, que uma limpeza era necessária. A gente chega até a se sentir mais leve, com a cara limpa, o olhar mais aberto ao fazer as sobrancelhas. Assim como depilar, dá uma sensação de alívio, de faxina. E eu ainda gosto disso, da mesma forma que gosto também de não ter nisso mais uma obrigação estética imposta a nós mulheres. Vejam bem, o motivo principal da minha decisão não é feminista em si.

É por que então, fia? Bom, toda vez que vou a designer de sobrancelhas (esse nome já diz alguma coisa). Tenho que lutar pra não sair de lá com a mesma sobrancelha reta, traçada na régua, quadrada e super marcada, que é feita em todo mundo.

Mais uma vez a padronização aparece aqui, como meu terror, meu inimigo número um sim, é o padrão.

E o padrão impresso no meu rosto é ainda mais assustador pra mim, o olhar, o conjunto dos olhos, cílios, sobrancelha  são a parte mais expressiva do rosto de uma pessoa, e sobrancelhas em larga escala feitas quase em uma linha de produção, são o oposto de expressão, de atitude  estilo e personalidade. Ou seja, tudo que eu prezo pra mim como pessoa singular.

Por que eu parei de fazer as sobrancelhas

O ANTES dessa imagem acima, pra mim é muito mais bonito. O que vocês acham?

Por isso, as idas a designer pararam há alguns meses, antes disso já havia deixado minhas visitas cada vez mais esporádicas. E a decisão final veio no momento em que percebi que ao ver os antes e depois da maioria das sobrancelhas que aparecem nas propagandas desse serviço, eu em 90% dos casos, gostei mais das sobrancelhas no ANTES.

Sobrancelha marcada

Isso me fez pensar no tanto de moças que eu vejo na internet e na rua e acabo confundindo todas, pois a sobrancelha, o contorno, os lábios artificialmente carnudos, todo esse conjunto tem camuflado tudo que eu mais curto nas pessoas, que é a diversidade.

Brancas, negras, gordas, altas e baixas, todas com a mesma cara, aquele mesmo desenho quase geométrico acima dos olhos. Se tivessem saído da linha de montagem de uma boneca Barbie, não seriam tão padronizadas.

Se eu estou aqui propondo a revolução da queima das pinças, assim como já houve a do sutiã? Não, por favor, assim como pra mim sutiã é bom (tenho seios grandes), pra muitas pessoas o design de sobrancelhas é mais que útil, é necessário. Há pessoas sem pelos ali, ou com quase nada, ou grandes falhas, que se sentem bem fazendo. E eu só tenho a dizer pra essas mulheres, go girls!

Se eu estou aqui contando meus motivos, não é pra dizer que quem faz design de sobrancelhas é feia e boba, mas sim pra mostrar outros caminhos, que mais uma vez, o padrão não é o melhor pra todo mundo, que temos escolhas. 😉

A minha foi deixar minhas sobrancelhas mais livres, de vez em quando faço a famosa limpeza ao redor, força do hábito. Mas na boa, não sinto a menor falta de fazer, é menos um gasto e mais uma forma de liberdade, mesmo que nos pequenos detalhes, que encontrei pra mim. 💕

Postado por Helena Sá

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14/03/17
Ninguém liga pra sua opinião

Ninguém liga pra sua opinião

Isso é bem verdade, acho que em tudo, ninguém liga pra sua opinião mesmo. Mas no que diz respeito ao corpo, modo de agir e personalidade alheias, realmente, além de ninguém ligar, não é da sua conta. 😉

E o vídeo dessa semana é sobre isso. Será que você sabe aproveitar oportunidades de ficar calado? Ou você sai distribuindo opinões não solicitadas por aí? E o pior, diz que está só querendo ajudar.

Aperta o PLAY, assiste em HD pouco mais de três minutinhos de vídeo, pra gente ir direto e reto no assunto. 🚀

Quero saber o que vocês acharam do vídeo e do que eu falei! Quem gostou se inscreve no canal e dá joinha no vídeo. 😉👍🏻

Postado por Helena Sá

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07/03/17
Pra pensar no dia 8 e praticar todos os dias

Dia da mulher

Sou péssima com datas, detesto a obrigação de fazer algo, celebrar ou mesmo lembrar de alguma coisa apenas por conta de uma data específica. Nunca dou parabéns quando o Facebook me avisa dos aniversários, apenas parabenizo os poucos amigos que tenho, independente de um aviso de rede social. Detesto a obrigação de ser feliz no natal, de ter esperanças no ano novo e de ter que dançar, beber e pegar todos no carnaval…

Falei tudo isso pra justificar a minha falta de empolgação total em completa com o dia 8 de março, Dia da Mulher. Sempre tento me programar para fazer algo incrível nessa data, mas nunca rola. As coisa que eu faço e luto, são diárias.

Minha força vem de mim e de outras mulheres, vem de coisas que quero que aconteçam, de outras que não quero que se repitam. A data em si, apesar de ter um significado real, não me vincula, minha determinação vem da coisas que quero mudar e que acontecem todos os dias.

Pra mim, vale muito mais que se pratique todos os dias, do que se faça um grande alarde uma vez por ano. E esse ano ao invés de fazer um texto falando o que está errado, pelo que devemos lutar, e tentando educar homens, falarei direto às mulheres, a todas nós, afinal, se queremos que o mundo melhore, temos que começar por nós mesmas.

E tem algumas coisinhas que resolvi listar, que acredito que se aplicarmos no nosso dia a dia, seremos melhores mulheres, melhores pessoas:

  • Empatia: sei que está batido, a gente sempre ouve o quanto é importante para entender e aceitar o outro, a empatia. Mas a gente pratica mesmo?
  • Problematizar sem atacar: sim, é possível não concordar com a opinião dos outros sem agredir, debochar, ridicularizar ou tentar humilhar o coleguinha.
  • Aceitar críticas: esse é continuação do tópico anterior, saber ouvir opiniões contrárias sem levar pro pessoal, sem entender tudo como um ataque, ajuda demais pro nosso crescimento.
  • O ego não vem primeiro: só porque você tem pessoas que te ouvem, que te admiram, você não é o dono eterno da razão e o centro do mundo. Outras pessoas também são incríveis, talentosas e especiais.
  • Teoria e prática: você faz o que você prega? Seu textão também se aplica a você e as suas atitudes? Vejo que muita gente adora dizer o que os outros devem ou não fazer, mas logo ali na frente estão fazendo o exato oposto do que defendem ferozmente em textões, lives no facebook, vídeos no YouTube…
  • Paciência: mesmo você fazendo tudo certo, sendo empática, compreensiva, inspiradora e seguindo tudo que eu falei acima. Mesmo assim nem todo mundo vai gostar de você, concordar com você ou te achar o máximo. E está tudo bem, e essas pessoas nem sempre são ruins por isso, elas tem um motivo pra pensar diferente.

Tenho visto uma guerra de egos dentro de militância, polarizações, quem é melhor, quem tem mais likes, quem manda mais indiretas. Gente surfando a onda errada, se escondendo atrás de falsos discursos de empoderamento, sendo condescendente e visando apenas ser a heroína, a salvadora, a dona da palavra. E isso é o exato oposto do que o feminismo prega.

E sim, eu já fiz tudo errado e oposto ao que coloquei nessa lista, não sou perfeita, aprendi às vezes errando, outras vendo o erro dos coleguinhas. A ideia é cada dia ser uma pessoa melhor, uma mulher melhor, tentar contribuir de alguma forma pra mudar o que está errado, tentar ser mais tolerante, e no fim o clichê vale: mais compreensão e amor, por favor!

Assim, quem sabe, juntas podemos um dia não precisar mais de uma data para nos lembrar quem somos e o que podemos.

Postado por Helena Sá

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23/02/17
Bate papo sobre feminismo e empoderamento
Feminismo

Ilustração: Laila Alves

Sabe aquele tipo de conversa que você aprende muito? Sabe aquele tipo de pessoa que te faz reconsiderar muitas coisas que você nem sequer tinha se dado conta? Pois é, foi assim quando tive o prazer de bater um papo com a Fabiana Nogueira (ou Biba, pra mim que sou caloura dela). A Fabiana é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa e Mestre em Comunicação pela USP.  E hoje, além do trabalho como produtora cultural na Universidade Federal do Acre, também é militante e ministras oficinas e cursos sobre feminismo.

Fabiana Nogueira

Quando conversamos, após participar da oficina dela sobre “A mulher e a mídia: uma relação violenta”, logo pensei que precisava compartilhar aqui no blog um pouco do que foi discutido e apontado lá.  A oficina foi organizada pelo Departamento de Comunicação aqui da UFV, então a maioria das participantes eram do curso. É preciso continuar avançando nas discussões e na disseminação de informações sobre machismo e misoginia.

Bom, a conversa foi ótima e longa, por isso, vou reproduzir alguns trechos que achei mais interessantes e que me serviram, e acredito que também servirão como ponto de partida para outras reflexões e debates.

Garotas Rosa Choque – O termo feminista ainda é tido como algo negativo, extremista. Quando você começou a se intitular feminista?

Fabiana – Foi na Graduação, eu não sabia o que era. Mas, no fundo eu já me incomodava com aquelas situações de opressão, mas não sabia nomeá-las. E quando você não sabe expressar a opressão que você passa você não consegue lutar contra ela. É um processo de ruptura mesmo.  Mas, é também um processo meio doloroso porque algumas coisas você não percebia e passa a perceber todos os processos de opressão que estão em todos os lugares e o tempo todo.

Garotas Rosa Choque – No livro “Sejamos Todos Feministas” a Chimamanda Ngozi Adichie fala sobre a questão cultural. Do quanto muitas pessoas se apoiam no discurso de que determinadas tradições culturais justificam atitudes que oprimem as mulheres. E no seu mestrado isso deve ter sido um ponto debatido, né?

Fabiana – A cultura assim como a sociedade toda é feita por homens e para homens. As mulheres não estão incluídas no processo de criação nem de aplicação de regras ou de ocupação de espaço público. Então, essa cultura feita por homem e pra homem, ela com certeza vai ser machista. A gente tem que rever as tradições, a gente tende muito a ver a cultura como a cultura do outro.  ‘Olha que bonitinho aquela cultura ali, olha que bonitinho aquelas mulheres ainda fazem tal coisa’. Mas, vai saber se a vida dela é boa ou é ruim, se ela gosta de fazer determinada coisa. Ou se aquela cultura supre as necessidades dela ou a oprime.

Garotas Rosa Choque –  O que você acha dessa nova geração, porque tem gente muito nova que já sabe o que é feminismo, já é empoderada.

Fabiana – Eu acho lindo (risos).  Eu lembro que quando eu conheci o feminismo aqui na UFV foi por necessidade mesmo, foi lendo.  Mas, era muito raso ainda, não tinha espaço de debate. As redes sociais facilitaram muito isso também, né? Na minha época eu lembro que a gente tinha o Orkut, mas não tinha esse caráter, era outro perfil, ainda estava se construindo uma cultura de caráter digital, né. Então, o que eu descobria era por minha conta mesmo, agora você vê essas pessoas que já consegue se organizar assim, é muito importante mesmo.  É a única forma pra que a gente consiga ter uma mudança social real. Que as mulheres se unam, se a gente for esperar os homens fazer alguma coisa pela a gente, a gente morre seca.

Postado por Ana Paula Nunes

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01/02/17
Quotes do Garotas repaginados por Laila Alves

Laila alves designer

Pra quem ainda não sabe, há quase 3 anos posto diariamente cards nas redes sociais do blog. São quotes do garotas, muitos são citações de escritoras e escritores, estudiosos, pensadores, ou mulheres de qualquer área que tenham dito algo empoderador, que reforce a autoestima, que vá contra tudo de errado que é pré estabelecido na nossa sociedade. Outros eu mesma criei.

E mesmo não sendo designer, sempre criei a “arte”dos cards, que eu nunca considerei profissionais, claro, mas também não passava vergonha (eu acho).

Mas sempre quis ter alguém de talento e sensibilidade que pudesse fazer essa parceria comigo.

E eu escolhi o primeiro dia de fevereiro de 2017, pra contar essa novidade linda para vocês! 💜

Vou continuar a pensar, criar e pesquisar frases que valham a pena transmitir todos os dias pra vocês, mas agora elas serão expressadas lindamente pela arte de verdade da Laila Alves. 🌷

Laila Langhammer Alves ilustradora

A Laila é designer, ilustradora, militante e gorda, além de ser leitora do blog e uma mulher incrível que eu admiro. Muitas de vocês provavelmente conhecem o trabalho dela, mas mesmo assim vou deixar aqui alguns deles pra quem não conhece ainda. 🍭

Elevem por laila alves

Laila alves designer Laila langhammer Laila alves designer Laila alves quotes do garotas Rose quartz por laila alves Laila alves ilustration

Além disso, taí no início desse post o primeiro quote que ela repaginou, deu nova vida e que eu apenas amei! 😍

Se vale a pena seguir as redes da Laila? Por favor neam! 🙄

Postado por Helena Sá

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