empoderamento


20/11/15
5 peças de roupa que não acho no meu tamanho

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A Babu reuniu algumas blogueiras do nicho plus size e o Garotas que não é um blog focado apenas em plus size, entrou por intermédio da Kalli nessa iniciativa original e revolucionária que pretende dar voz as minas gordas, nós e vocês vamos falar o que a gente acha, o que a gente quer na moda, não somente nas marcas focadas no plus size, mas o que a gente quer como consumidora em geral. Essa iniciativa é a #EscutaModaPlus.

Uma coisa que sempre fiz questão de bater pé aqui no blog e em qualquer lugar, é que não quero ver roupas pra mim somente em lojas do nicho plus, quero achar peças legais para todos os tamanhos em lojas tradicionais. Quero entrar numa fast fashion e encontrar ali na porta, nas peças tendência, nas coleções cápsula, roupas que vistam o meu tamanho, e mais, que vistam acima do meu tamanho.

E isso não é apenas para ter realmente referências legais de moda assim que elas chegam no mercado, mas também pois as roupas dentro das lojas direcionadas ao plus size ainda são muito caras, sem estilo, sem criatividade e ousadia. Pra gente encontrar uma tendência que chegou no mercado tradicional no nosso tamanho, temos que esperar a próxima estação em muitos casos, ou pagar 5x vezes mais do que quem veste até o 42.

E para a primeira blogagem coletiva do #ESCUTAMODAPLUS os blogs participantes vão listar 5 peças de roupa que não acho no meu tamanho, ou seja, 5 peças de roupa que quero ver no meu tamanho.

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  • Vestidinhos fofos

Eu amo prints diferentes, engraçadinhos, e quando a estampa ainda vem em vestidos soltinhos, com modelagem fresquinha e rodada como esse acima, é um sonho! Mas vira pesadelo ao não encontrar um modelo que sequer entre em mim, que dirá um que vista bem soltinho. Como eu disse acima, posso até encontrar em uma loja plus size, mais vai custar muito mais caro (dá pra achar desse vestido por 50 reais nas lojas tradicionais), e com certeza só vai ter estampa de oncinha ou coisa no estilo.

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  • Macacão

Estou listando esse macacão jeans, mas vocês listem aí qualquer peça de roupa diferente, com modelagem moderna, elegante… sério gente, esse tipo de roupa você nunca encontra em tamanhos maiores, é como se a marca dissesse na etiqueta, “SAI PRA LÁ GORDA, VOCÊ NÃO TEM ESTILO PRA ISSO”. E é exatamente essa a mensagem que a gente entende, que por sermos gordas não podemos, não temos o direito de ter bom gosto, que temos que usar só preto em peças que não marquem, que não chamem atenção. Mas estão muito enganados, já me vejo e vejo várias gordas de atitude lacrando num look com um macacão jeans lindo desses! ♥

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  • Shortinho

Mais uma vez bato na tecla das peças diferentes, das tendências mais usadas pelas meninas padrão e que nós não podemos usar, pois não tem nem em loja plus size. Você até encontra um short jeans de modelagem tradicional, mas não acha mesmo um desses aí super fofo, com estilo esportivo, nos tamanhos maiores. Acho que mais uma vez a ideia de que gorda esconde tudo e não pode/quer mostrar as pernas acontece, estão enganados. Coloca uns shorts assim tamanho 52 pra vocês verem se não aparece um monte de moça linda com as pernocas de fora!

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  • Hot Pants

São aquelas calças jeans com a cintura bem alta, mas não é só cintura alta, é bem alta mesmo, a famosa “santropeito”, porque realmente ela tem que bater ali faltando alguns dedos para chegar na altura dos seios. É uma calça que desejo muito, e em tamanhos maiores não se acha nem em loja plus, você até acha calça de cintura alta, mas o original hot pants em versão plus size ainda não vi em lado nenhum. E tenho certeza que existe demanda e que iríamos arrasar numa calça dessas. 😉

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  • Camisetas diferentes

Parece uma peça de roupa boba de se dizer que não acha no tamanho, mas é a que mais me faz passar raiva, pois eu adoro camisetas com estampas legais, e hoje em dia no mercado existem várias lojas físicas e online com estampas lindas, cortes, decotes, acinturadas, mullet… é cada uma maravilhosa. Mas invariavelmente o maior tamanho mesmo marcando GG na peça, serve numa moça que vista 44 e olhe lá!

Daí que eu sempre recorro aos maiores tamanhos masculinos, que acaba sendo aquela camiseta reta tradicional e que pasmem, está cada vez mais diminuindo, hoje em dia em algumas marcas nem o maior tamanho masculino me serve, e eu visto 48, imagina as minhas maiores que eu? Daí mesmo que não encontram.

E o mais triste disso, é que nem a desculpa da logística de produção não tem nesse caso das camisetas, pois a coisa mais fácil é mandar fazer a bendita t-shirt em tamanho maior. E isso eu já ouvi de donos de marca, ou seja, não tem desculpa, o caso é que realmente não querem gordo vestindo a grife, como eu disse aqui.

É isso gente, esse é só o começo, espero que com a ajuda de vocês, todas nós possamos ser ouvidas, que nossa opinião como consumidoras chegue as lojas, que as marcas comecem a realmente nos atender plenamente, chega de cantinho plus size no fundo da loja escondido, com roupinhas mais ou menos! o/

Quem quiser falar o que pensa em seu blog, rede social ou qualquer outro lugar, use a #ESCUTAMODAPLUS pra nossa voz ser ouvida e pra todo mundo ver essa iniciativa tão legal! 😉

*Todas as imagens foram retiradas do site das Lojas Renner.

Postado por Camila Rocha

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21/10/16
The Get Down: único seriado possível em 2016

the get down

Ano passado quando assisti o teaser de The Get Down eu fiquei louca. UM SERIADO SOBRE DISCO MUSIC? BERRO, GRITO, TIRO, BOMBA. Fui nascida e criada escutando Earth, Fire and Wind, Aretha Franklin, Diana Ross (obrigada, pai!), sou apaixonada por todo o contexto que envolve a cultura disco: valorização da estética e musicalidade negra.

Fiquei mais ansiosa depois de saber que seria o diretor Braz Luhrmann contaria aquela história. Quando todo mundo achou que ninguém poderia contar a tragédia de Romeu e Julieta, Braz inovou ambientando a história de forma contemporânea, com muitas pistolas e perseguições de carros, mas mantendo a atmosfera apaixonada e política da peça. Quando hollywood achou que filmes musicais estavam ultrapassados e cansativos, Braz nos brindou com Moulin Rouge.

Então veio The Get Down e a minha surpresa: não é um seriado sobre disco music, vai além disso.

Lado A, Lado B

Os episódios são sempre introduzidos em forma de rap por Mr. Books que conta a sua história, dos amigos e amores, na Nova Iorque de 1977. Parece confuso no começo e nos primeiros você fica “que rap é esse?”, “quem é esse cara?”, “é anos 90 ou 70?”, “cadê o disco?”. Mas as personagens e suas histórias são apresentadas e tudo vai se encaixando como numa grande engrenagem. Ezequiel Figueiro (Justice Smith) é um dos adolescentes que conduz a história, ele perdeu os pais e vive com a tia materna no Bronx e, como todo adolescente, tem seus sonhos e aptidões (escrita e leitura), mas se sente inseguro e precisa da ajuda dos amigos para se tornar mais confiante. Contrapondo a história de Zeke, temos a determinada Mylene Cruz (Herizen Guardiola), uma garota criada por pais conservadores que sonha em ser a próxima Donna Summer. O ponto em comum desses dois, além de serem jovens negros/latino, é a música. Mylene sonha com Manhattan e uma vida melhor que lhe espera além das ruínas em chamas do Bronx, já Zeke através da sua rima e versos, começa a entender seu papel e importância na comunidade, tudo isso através da música.

via GIPHY

Mylene Cruz divando no coral da igreja

Caldeirão musical e cultura pop

Assim como a história é conduzia de forma não linear, aquele vai e vem entre passado e presente, a trilha sonora é mixada da mesma forma, amarrando perfeitamente ritmo da série. São versos em forma de rap misturando-se com vocal gospel e batida disco. A música latina com seu pandeiro meia lua e violões, misturando uns violinos nervosos. Uma base de piano com soul e vocais gospel. é a disco music em seu auge emprestando seus metais em corneta, trombones e tubas para a mixagem de underground dos DJ do hip-hop. é a galera de boca de sino, lame e óculos escuros de sandália plataforma curtindo a turma dançando aquilo que hoje chamamos de break.

Nada é delimitado e tudo é misturado, fazendo esse caldeirão cultural étnico se tornar muito verossímil. As referencias pop estão por todos os lugares: HQ’s da Marvel, Star Wars, Bruce Lee e os filmes de artes marciais.

E somado a isso temos como pano de fundo a cidade de Nova Iorque, que também desempenha seu papel como personagem. A decadência e alto índice de desemprego, corrida eleitoral para a prefeitura com candidatos brancos que precisam do voto da periferia negra e latina para vencer, ao mesmo tempo esses candidatos querem erradicar e promover uma higienização dos grafites e da cultura desses guetos.

The Get Down mostra como a indústria fonográfica é cruel e seu sexíssimo, tem feminismo e aquela sororidade praticada no dia a dia em cenas lindas, que a gente se emociona e quer sair abraçando as personagens. Tem sangue, muito sangue! Não existe aquela separação básica de bem vs. mal, em um episódio eu amava Shaolin Fantastic e no outro eu queria que ele explodisse.

Aliás, os personagens secundários roubam a cena mesmo. Shaolin Fantastic (Shameike Moore) é um deles, o grafiteiro metido a Bruce Lee que introduz Zeke ao mundo de The Get Down. Outro personagem interessante é Dizziee (Jaden Smith). Ele é todo artístico e tranquilo (a loca do signo que mora em mim diz que ele é de peixes), se mistura bem entre todas as vertentes de grafiteiros e por conhecer quase todo mundo, acaba em uma festa moderninha no SoHo e protagonizando umas das cenas MAIS LINDAS DO SERIADO.

A série estreou a sua primeira parte em agosto deste ano na Netflix, com um orçamento de 120 milhões (!!!), trilha sonora (disponível no Spotify) e edição impecável, a fotografia e paleta de cores retro com muito amarelo mostarda/marrom/vermelho/azul pastel é colírio para os olhos, os cabelos black power e as maquiagens com muito brilho e sombra azul, uma história coerente e cativante de adolescente descobrindo os seus talentos, tentando conquistar seu espaço.

via GIPHY

The Get Down Brothers

This aint no fairy tale.

“Isso não é um conto de fadas”, Zeke diz ao longo da trama. Será este o motivo das pessoas não falarem sobre The Get Down? Eu tenho um palpite… O grande público está desacostumadas com enredos de protagonistas negros e latinos. Stranger Things estreou um mês antes e ainda vejo as pessoas replicando memes e falando sobre. Até agora eu vi pouquíssimas pessoas assistindo The Get Down, o que é uma pena! E o único seriado possível em 2016. E uma aula de história e uma imersão e valorização da cultura negra e hip hop. Antes de ver a série, eu achava que não gostava e não entendia muito bem o hip hop. Hoje eu percebo em como essa vertente foi sendo a apropriada por outros movimentos musicais e pela moda. ao longo dos anos.

The Get Down faz esse resgate das raízes do hip hop mostrando como, onde e o porquê do seu nascimento e de como a música é um instrumento importante na vida daqueles adolescentes, fazendo expressar seus sentimentos, discurso político e de se afirmar como indivíduo.

Postado por Camila Rocha

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30/09/16
São Paulo, Pop Plus e muito mais

são paulo

Fiquei 6 dias em São Paulo e foi só amor, quem segue o snap PINKSHOCKGIRL ou vê o stories do insta @garotasrosachoque, viu como foi massa meus dias na cidade.

Fui pra conhecer o Pop Plus, maior bazar de moda Plus Size do Brasil. Lá eu queria principalmente conhecer outras blogueiras, ver as modas, e uma surpresa pra mim: encontrar leitoras, algumas que já viraram amigas, outras que eu não esperava, mas que foram só carinho!

Foi lindo ter esse retorno, saber que as pessoas me conhecem pelo meu trabalho na internet, já tinha sido reconhecida no Rio, aqui mesmo em Juiz de Fora vez ou outra, mas o carinho que estou tendo nesses eventos de moda é sem igual. Então quem me encontrar seja onde for, não tenham medo dessa minha cara de brava, é só a cara mesmo, venham falar comigo! 💕

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Mas voltando ao que teve de bom em São Paulo, eu fiz a turistinha meixmo, Mercado Municipal, 25 de março, Galeria do Rock, Liberdade, Masp, e outros pontos da Paulista… Comi muita coisa boa, a maioria o snap fez o favor de dar erro no memories e não vou conseguir mostrar aqui. Fiz foto de look na Vila Mariana, peguei um boy do tinder, enfim, tudo que uma turista que se preze tem que fazer na cidade que visita. 😅

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Olha só o amor que recebi, Mel do Relaxa aí fofa, que eu amo os looks dessa pessoa linda, e ainda me disse que é minha fã! Saiba que é mútuo, viu? 💜

Essa da foto abaixo é a Thalita Lemos, dona da loja de acessórios mais linda e criativa dessa internet, a Brincos de Brincar, to com o brinco de my little poney que ela criou nas fotos.

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Na foto acima tá a Vanessa, que tem uma loja de roupas estilo retrô Chubbynup, o vestido que ela tá usando é de lá, a Cida essa maravilhosa que tem uma energia tão boa, mulher linda e alta da porra essa! E sim, nessa foto escura e embaçada (quase morri quando vi), está Ju Romano, que olha, me reconheceu, se eu me achei muito? 😂

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Mais amor com a Mariana do Da rua pra lua, Rack do Histórias de Fogo, Camis linda ou a Criola Doida em pessoa, e Larissa que faz o maravilhoso Hashtag Bazar, no Rio. 💜💜💜

pop plus sp

Fernanda que começou como leitora do blog e blogueira que virou amiga, Dani, leitora que também é amiga, não tem jeito, vira tudo amiga! 💜

Ah, quem quiser saber detalhes de tudo que rolou em SP, desde comprinhas, passeios a boy do tinder, tem que seguir no snap PINKSHOCKGIRL ou ver o stories no insta @garotasrosachoque, Okaay?

Postado por Helena Sá

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24/08/16
Nós deveríamos todos ser feministas

Eu me tornei fã da escritora Chimamanda Ngozi lá em 2010, quando a assisti pela primeira vez no TED Talk, com uma fala intitulada “O Perigo de uma única história”. A fala dela é maravilhosa, e nos faz refletir sobre as imposições culturais e estereótipos que limitam e pré-definem nosso conhecimento.

No entanto, foi a segunda palestra dela, que assisti alguns anos depois, que se tornou tão importante para mim. O discurso dela: claro, direto e tão didático, me fez compreender melhor sobre a importância da luta das mulheres. Em “Nós deveríamos todos ser feministas”, a autora desmistifica o termo feminista, ainda tão carregado negativamente, também conta sobre sua infância na Nigéria permeada por valores e tradições culturais machistas.

Nesse ponto, foi uma ruptura muito importante para mim, poder compreender o quanto a cultura pode ser machista e que não devemos ter medo de modificá-la. Nas aulas sobre Cultura, durante minha especialização, era sempre uma das questões levantadas: saber até que ponto era permitido intervir em tradições culturais. Para muitos estudiosos – antropólogos, principalmente – a tradição de um povo deve ser mantida a todo o custo.

Porém, diante de atrocidades cometidas contra mulheres no mundo todo em nome de uma tradição cultural, eu sempre me perguntei: até que ponto é permitido pensar assim? E foi por causa da Chimamanda que eu nunca mais hesitei quando ouço algo do tipo: “Ah, mas é cultural, né?! É como manda a tradição.” E logo respondo com as palavras dela mesmo:

sejamos todos feministas

“A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos que mudar nossa cultura.”

 

Vale muito a pena assistir a palestra completa. Mas, também super indico que vocês leiam o livro “Sejamos todos feministas”, que é uma adaptação do discurso dela no TEDx Euston. É um livro curtinho, mas que a gente fica com vontade de anotar e decorar cada pensamento e ideia que ela apresenta. Ah, parte dessa fala dela também foi usada na música “Flawless” da Beyoncé.

Postado por Ana Paula Nunes

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22/08/16
Saia midi e tênis

saia midi e tênis

Só tem dado look aqui no bloguinho, mas é porque comecei agosto viajando e hoje estou voltando de outra viagem, ambas para o Rio (aguardem o vlog). Por isso acaba que não dá tempo de escrever, gravar vídeos, mas look eu ainda tenho vários pra postar.

E como se precisasse de mais, sábado eu fiz esse look fofo aí de saia midi e tênis, que foi pra dar uma volta e lanchar junto com a minha mãe. Ela nunca levou jeito pra tirar fotos, sempre passei raiva quando pedia pra ela tirar alguma foto qualquer de mim, por isso não esperava muito dessas.

Mas a gente tava passando por esse grafite “Girl Gang“, que eu amo. Dai desde que vi pensei que eu tinha que fazer foto de look nessa locação, pois tudo a ver com o Garotas e comigo, né non?

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E não é que as fotos que minha mãe fez ficaram fofas? Eu amei várias, foi até difícil escolher as que eu ia colocar no post. 💜

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Fora que eu tava tão fofinha, tava com preguiça de arrumar cabelo e me maquiar, então fui de rabinho de burro e só com um BB cream de leve no rosto. Achei que com isso fiquei com cara de criança, me achei super gracinha, pelo menos a Hebe diria isso de mim. 😅

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E não é que apareceu um Zubat mala enquanto a gente fazia as fotos? 👾

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Mas do look ainda não falei nada. Porém, o que falar dessas peças antiguinhas, mas que ainda considero demais, aliás, amo!

A saia já apareceu aqui, e o cropped aqui, no bloguinho.

Amo essa combinação desse cropped, que eu fiz a partir de uma camiseta masculina, com a minha saia de carrossel e meu tênis pink. Mais uma vez é um visual todo combinadinho, que deu certo. Tem azul e rosa tanto na saia, quanto no cropped.

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Aliás, adoro usar cropped com saia de cintura alta e desse estilo rodada, ainda mais se for midi. E o tênis eu combinei ali porque acho que saia midi e tênis juntos são amor demais.

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Ah, e ainda tenho que mencionar os óculos que estão ali em harmonia, já que eles são em lilás, e ainda tem meus brinquinhos novos, super delicados, que também estão combinandinho com o look. 🌷

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Eu usei:

  • Cropped que foi camiseta, Renner (sessão masculina);
  • Saia midi, Chica Bolacha;
  • Tênis rosa, Adidas;
  • Óculos lilás, Rayban;
  • Brinquinhos, Forever 21.

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O que mais posso dizer desse look? Que amei o cenário, que saia com bolso é mais do que necessário, já que nem precisei de bolsa ao sair com esta. E que dá pra ser básica e colorida ao mesmo tempo.

O que vocês acharam?

Postado por Helena Sá

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15/08/16
50 tons de rosa

Resolvi chamar o look de hoje de 50 tons de rosa, e acho que nem preciso explicar por que, não é mesmo?

As peças e até os óculos estão em tons da minha cor preferida. Tem desde o rosa desbotado dos meus cabelos até um fúcsia lindo do meu tênis, que já apareceu no look passado e realmente eu não estou tirando mais dos pés.

Escolhi essa combinação para ir conhecer a Coleção Verão 2017 da Anacapri, nem ia fotografar, mas chegando lá animei e tinha a minha amiga Ca, que fez as fotos super legais.

50 tons de rosa

O que dizer dessa camiseta linda que eu conheço a pouco tempo, mas já considero pacas? Meu, a vontade é não tirar mais, outra vontade é comprar todas as estampas da Oh Querida!

A marca mandou uma camiseta e eu fui lá olhar as outras e não me aguentei, comprei essa daí.

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A frase na camiseta é “Queria estar morta”, meme lindo da internes e totalmente Lana Del Rey, e nada a ver com as vibes dos Ursinhos Carinhosos. Por isso que amei tanto, e estou aqui explicando a piada da camiseta! 😆

Aviso a todas que amaram a camiseta, que a marca tem a grade de tamanhos do PP ao 6G, e isto é amplamente divulgado, você não precisa encomendar no tamanho maior ou menor, a Oh Querida realmente atende e com gosto as gordas. 💕

look-queria-estar-morta

Eu sabia que queria usar a camiseta e o tênis, o resto eu fui combinando na hora de sair aqui em casa, e acabou dando nesse look super rosa. E com a minha camisa de flanela xadrez queridinha que já apareceu em uns mil looks aqui do blog e que já anda sozinha, ela só podia ser de onde? Sim, da sessão masculina.

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Essa combinação de peças é a prova de que você pode sim combinar seu visual em tons da mesma cor sem ficar over. Pelo menos eu acho que não ficou nada over, vocês me digam o que acharam também. 😉

bolsa look 50 tons de rosa

Na pressa de fazer as fotos de look, esqueci de pegar a bolsa que eu estava, que também tinha detalhes cor de rosa, SOS! Tirei essa foto dela só para vocês terem uma ideia, mas eu só acho que combinou lindamente com o resto do look. 💜

Eu usei:

  • Camiseta, queria estar morta, Oh Querida!;
  • Camisa xadrez, Renner (sessão masculina);
  • Tênis fúcsia, Anacapri;
  • Jeans cintura alta, Havan;
  • Bolsa saco, Maria Filó para C&A.

Aproveito o post pra mostrar o que eu vi e achei lindo da coleção Verão 2017 da Anacapri:

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Eu amei muito esse tênis de camurça caramelo, tem dele no preto também, mas meu coração é desse amorzinho.

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coleção anacapri verão

50 tons de rosa

Me respondam já essa pergunta da foto acima e também o que acharam do look. 🌈

Postado por Helena Sá

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27/07/16
Gorda, a última na fila da empatia

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Participo de alguns grupos de minas gordas, muitas maiores do que eu, e que sofrem muito mais com a Gordofobia do que eu.

O sofrimento dessas minas vai muito além da pressão estética, da pressão familiar e social para se enquadrar no padrão. Elas têm problemas de mobilidade, nenhum lugar está preparado para recebê-las, desde o cinema sem cadeiras para quem não cabe nas regulares, ao ônibus com a roleta estreita e os bancos também. No hospital não há equipamentos, macas ou cadeiras de rodas que comportem o corpo gordo, aquele acima do manequim 52 já começa a sentir isso na pele.

Além disso, é essa/esse gorda/gordo que vão sofrer com a agressão, e o ódio a gordos no seu nível mais destrutivo. As pessoas xingam na rua ou na internet, fazem piadas, e realmente acreditam que o gordo está numa escala inferior na sociedade tanto em beleza, quanto em inteligência e capacidade.

Isso tudo que eu falei foi duro de ler? Então saiba você, que chegou aqui e provavelmente é uma pessoa consciente, coerente, uma pessoa que está sempre nas redes sociais apoiando de alguma forma as lutas contra machismo, homofobia, racismo, transfobia. Você é uma fatia da sociedade que está mais evoluída, se compararmos você aos comentaristas de portal, ao pessoal no botequim e do salão do meu bairro, nossa, você é foda.

Agora me diga, na fila da sua empatia, aonde está a gorda? Falo gorda, pois meu público é em maioria feminino e por sermos mulheres sofremos mais com a Gordofobia que os homens. Mas o assunto aqui é sério.

E por que você está vindo com esse assunto agora, Helena?

Bom, que a sociedade em geral é gordofóbica, que a moda exclui gordos, tudo isso já contei aqui, já alertei até sobre marcas inclusivas, que abusam do marketing feminista, que não oferecem suas peças para o público gordo.

Mas e você pessoa evoluída, empática e problematizadora, já parou pra pensar se toda essa vontade de mudar o mundo, de lutar contra o preconceito, inclui os gordos?

Nessa vida dividida entre moda, blog, maquiagem, e feminismo (sim, eu misturo tudo isso). Direto me deparo com gente super moderna, desconstruída, evoluída, inovadora, inclusiva e diferentona. E posso afirmar que, em relação à machismo, homofobia, transfobia e racismo (esse nem tanto), está tudo resolvido na cabecinha desse pessoal. Mas nós gordas, é um susto pra eles quando a gente tem talento, entende de moda… A maioria quando me conhece, não dá nada por mim, quem é essa gorda? (É isso que a expressão na cara deles passa pra mim). Mas é só me adicionarem nas redes sociais, darem uma olhada aqui no blog, que vem correndo me elogiar, elogiar os looks, me falar que sou lacradora…

Ou seja, para eu ser levada a sério, para essas pessoas me perceberem com alguém inteligente, uma pessoa bonita e empoderada, eles têm que praticamente ver um currículo. Isso não acontece com as minas e manos magros que eles são apresentados, pois as tatuagens, roupinhas hipsters minimalistas somadas ao padrão, já precedem. Às vezes trata-se de um completo babaca, mas vem com o pack roupinha trend, padrão e tattoos, então já é show!

gorda, a última na fila da empatia

Mas eu rodei, rodei, e não cheguei ao motivo desse post. Que é dizer que tem feminista gordofóbica, gay gordofóbico, trans gordofóbica… a Kalli falou disso, de um caso que aconteceu esses dias e que vale a pena vocês irem conferir. Resumindo, uma mulher trans foi gordofóbica e quando questionada confirmou e atacou uma moça gorda que se disse ofendida com o comentário. Além disso, essa mulher trans é modelo e fez parte da campanha de uma marca inclusiva e genderless, que foi avisada das atitudes da moça e resolveu não se envolver. Leiam a treta toda no post da Kalli. E digo que é mais triste ainda ver a gordofobia saindo da boca de quem sofre muito com preconceito e opressão.

Contei tudo isso aqui, para provar que sim: a GORDA, é a última na fila da empatia, da SUA empatia, se é mesmo que ela está na sua listinha.

Porém, não fiz esse post para atacar, apesar de colocar o dedo na ferida, a intenção aqui é fazer o debate evoluir, é fazer você pensar. Pois você pode não ter expressado abertamente a sua Gordofobia, como a moça fez, mas já pensou. Você pode até mesmo não ter pensado dessa forma, mas já se omitiu ao ver um amigo ou amiga postar algum fat shaming.

Então, vamos mudar isso? Vamos começar a lembrar que o feminismo tem que incluir todo mundo, e digo mais, as negras e as gordas deveriam receber a maior empatia desse movimento, ter mais espaço e representatividade, e a gente não tinha que ter que dizer isso para quem supostamente é desconstruído e defensor dos oprimidos, não é mesmo?

Postado por Helena Sá

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