empoderamento


27/07/16
Gorda, a última na fila da empatia

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Participo de alguns grupos de minas gordas, muitas maiores do que eu, e que sofrem muito mais com a Gordofobia do que eu.

O sofrimento dessas minas vai muito além da pressão estética, da pressão familiar e social para se enquadrar no padrão. Elas têm problemas de mobilidade, nenhum lugar está preparado para recebê-las, desde o cinema sem cadeiras para quem não cabe nas regulares, ao ônibus com a roleta estreita e os bancos também. No hospital não há equipamentos, macas ou cadeiras de rodas que comportem o corpo gordo, aquele acima do manequim 52 já começa a sentir isso na pele.

Além disso, é essa/esse gorda/gordo que vão sofrer com a agressão, e o ódio a gordos no seu nível mais destrutivo. As pessoas xingam na rua ou na internet, fazem piadas, e realmente acreditam que o gordo está numa escala inferior na sociedade tanto em beleza, quanto em inteligência e capacidade.

Isso tudo que eu falei foi duro de ler? Então saiba você, que chegou aqui e provavelmente é uma pessoa consciente, coerente, uma pessoa que está sempre nas redes sociais apoiando de alguma forma as lutas contra machismo, homofobia, racismo, transfobia. Você é uma fatia da sociedade que está mais evoluída, se compararmos você aos comentaristas de portal, ao pessoal no botequim e do salão do meu bairro, nossa, você é foda.

Agora me diga, na fila da sua empatia, aonde está a gorda? Falo gorda, pois meu público é em maioria feminino e por sermos mulheres sofremos mais com a Gordofobia que os homens. Mas o assunto aqui é sério.

E por que você está vindo com esse assunto agora, Helena?

Bom, que a sociedade em geral é gordofóbica, que a moda exclui gordos, tudo isso já contei aqui, já alertei até sobre marcas inclusivas, que abusam do marketing feminista, que não oferecem suas peças para o público gordo.

Mas e você pessoa evoluída, empática e problematizadora, já parou pra pensar se toda essa vontade de mudar o mundo, de lutar contra o preconceito, inclui os gordos?

Nessa vida dividida entre moda, blog, maquiagem, e feminismo (sim, eu misturo tudo isso). Direto me deparo com gente super moderna, desconstruída, evoluída, inovadora, inclusiva e diferentona. E posso afirmar que, em relação à machismo, homofobia, transfobia e racismo (esse nem tanto), está tudo resolvido na cabecinha desse pessoal. Mas nós gordas, é um susto pra eles quando a gente tem talento, entende de moda… A maioria quando me conhece, não dá nada por mim, quem é essa gorda? (É isso que a expressão na cara deles passa pra mim). Mas é só me adicionarem nas redes sociais, darem uma olhada aqui no blog, que vem correndo me elogiar, elogiar os looks, me falar que sou lacradora…

Ou seja, para eu ser levada a sério, para essas pessoas me perceberem com alguém inteligente, uma pessoa bonita e empoderada, eles têm que praticamente ver um currículo. Isso não acontece com as minas e manos magros que eles são apresentados, pois as tatuagens, roupinhas hipsters minimalistas somadas ao padrão, já precedem. Às vezes trata-se de um completo babaca, mas vem com o pack roupinha trend, padrão e tattoos, então já é show!

gorda, a última na fila da empatia

Mas eu rodei, rodei, e não cheguei ao motivo desse post. Que é dizer que tem feminista gordofóbica, gay gordofóbico, trans gordofóbica… a Kalli falou disso, de um caso que aconteceu esses dias e que vale a pena vocês irem conferir. Resumindo, uma mulher trans foi gordofóbica e quando questionada confirmou e atacou uma moça gorda que se disse ofendida com o comentário. Além disso, essa mulher trans é modelo e fez parte da campanha de uma marca inclusiva e genderless, que foi avisada das atitudes da moça e resolveu não se envolver. Leiam a treta toda no post da Kalli. E digo que é mais triste ainda ver a gordofobia saindo da boca de quem sofre muito com preconceito e opressão.

Contei tudo isso aqui, para provar que sim: a GORDA, é a última na fila da empatia, da SUA empatia, se é mesmo que ela está na sua listinha.

Porém, não fiz esse post para atacar, apesar de colocar o dedo na ferida, a intenção aqui é fazer o debate evoluir, é fazer você pensar. Pois você pode não ter expressado abertamente a sua Gordofobia, como a moça fez, mas já pensou. Você pode até mesmo não ter pensado dessa forma, mas já se omitiu ao ver um amigo ou amiga postar algum fat shaming.

Então, vamos mudar isso? Vamos começar a lembrar que o feminismo tem que incluir todo mundo, e digo mais, as negras e as gordas deveriam receber a maior empatia desse movimento, ter mais espaço e representatividade, e a gente não tinha que ter que dizer isso para quem supostamente é desconstruído e defensor dos oprimidos, não é mesmo?

Postado por Helena Sá

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28/11/16
[Vlog] Tattoo Encantada

Tattoo-encantada

Isso mesmo, hoje vou contar e mostrar pra vocês, a história da Tattoo Encantada.

Era uma vez uma mina que na adolescência assistia Arquivo-X, já falei dela aqui, e que adorava tudo que se relacionasse a extraterrestres, e os casos estranhos que aconteciam na série…

O resto vocês conferem no vídeo, que ficou curtinho, mas mostrou a tattoo sendo feita no início ao fim, tá muito massa, aperta o PLAY:

Não vou contar a história toda porque só pelo vídeo e pela tatuagem vocês podem ter uma ideia. Mas uma coisa que é importante contar, o principal, a minha tatuadora foda, Jessie Syon arrasou ao transformar a inspiração que mandei pra ela, na junção da minha série preferida com meu animal fantástico de estimação, o Unicórnio.

tattoo encantada

Cheguei a falar por alto no vídeo que sempre quis mostrar mais sobre tatuagem e tatuadores aqui no blog. Mas eu queria que a primeira fosse sim uma mulher tatuadora, em um mercado que ainda é bastante machista, quero dar espaço e quero que vocês também conheçam e façam suas tattoos com tatuadoras, não apenas por serem mulheres, mas por serem tão profissionais quanto os tatuadores.

jessie syon

Quando não tava rachando de rir, tava fazendo careta te dor 😀

No caso da Jessie acho que nem preciso falar, pois o resultado da tattoo já é toda recomendação que ela precisa. Ficou incrível, perfeita, cada detalhe.

tatuadoras-jessie-syon

Essa foto foi assim que acabou de fazer, imagina quando ficar curadinha!

O desenho é da Jessie, eu mandei pra ela uma imagem de tattoo que achei no pinterest e ela fez a versão dela, e o unicórnio eu pedi pra colocar, porque na foto que eu mandei tinha uma vaca ali no meio. 😀

tattoo encantada

A Jessie usou duas técnicas principais na minha tattoo, que é a aquarela com todas essas cores formando um arco-íris. E o black work abstrato, que foi o estilo aplicado na nave, que eu amei! 💜

tattoo encantada

O tempo passou voando, apesar da dor, foi super leve o dia, a gente conversou, riu, Jessie e Thales zoaram das minhas caretas de dor… uma mina entende a outra, quando as minas são gordas então! Nem parecia que era a primeira ver que a gente se viu pessoalmente. 💜

tattoo encantada

Gente, to aqui escrevendo esse post, segunda-feira de manhã, a tatuagem em recuperação (fiz no sábado), e mesmo assim não canso de achar ela MARAVILHOSA!

Se eu recomendo a Jessie? Mas é claro! Manas, façam suas tattoos com mulheres e quem for de Juiz de Fora, corre na Jessie, porque é só amor e tattoos lindas! 💕

Contatos da Tatuadora Jessie Syon:
https://www.instagram.com/syonj/
https://www.facebook.com/jessy.syon
– whatsapp (32)988860859 Juiz de Fora – MG

Fotografia: Thales Alexandre

Postado por Helena Sá

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25/11/16
Black Friday de quem faz

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Tenho visto uma super movimentação de Black Friday, parece que as lojas esse ano querem mudar a impressão de que o BF no Brasil é balela, torço por isso, pra que o consumidor seja realmente respeitado nesse pais.

Mas além de querer preços realmente promocionais, esse ano eu quero comprar pra mim (caso precise) e pra dar de prensente, produtos com um bom preço, mas de quem faz, de pequenos negócios.

Por isso fiz uma seleção, pra quem como eu quer um Black Friday de quem faz, quem sabe a gente não descola presentes, moda e utilidades com precinho amigo e ainda por cima ajudando um pequeno empreendedor a crescer! 😉

Oh Querida! (Moda)

A partir de meia noite várias peças com até 50% de DESCONTO e frete grátis acima de R$300.

Chica Bolacha (moda)

Todo o site com FRETE GRÁTIS a partir de meia noite.

Bambina BeachWear (moda praia)

Biquínis de R$160 por R$100 e outras promoções.

Holy Shit (moda)

Até 30% de DESCONTO, +5% no boleto e frete grátis acima de R$200. Até 28/11

Pink Side (sexshop)

Frete único a R$10 e várias promoções.

Amora em Flor (acessórios)

Até 50% de DESCONTO, vai até dia 30/11.

Curvie (moda)

Até 80% de DESCONTO (pra encerrar o estoque)

Queer (moda)

20% de DESCONTO em todo o site.

Lolja (moda)

Camisetas por até R$19,90 no site.

Amaryllis (moda)

Descontos de 5%, 10% e 15% no site e até 60% no Ateliê no Rio.

Stilettos (calçados)

20% de DESCONTO em todo os sapatos.

Nabeca Tamanhos Reais (moda)

A Nabeca que tem preços super amigos, tá ainda com mais descontos, tem peça até por R$30.

Laboratório Fantasma (moda)

Descontos de até 75%.

Somos Miranda (moda)

25% em todo o site

Bem gente, a listinha é basicamente de moda, foi o que deu pra reunir na correria, decidi fazer o post do nada!

Mas caso vocês tenham mais dicas de lojas de decoração, presentes e outras coisinhas além de moda, é só colar aqui nos comentários pra todo mundo poder aproveitar e ainda incentivar pequenos negócios, ok?! 😘

Postado por Helena Sá

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09/11/16
O que essa GORDA tá fazendo aqui?

o que essa gorda tá fazendo aqui

Pois é, essa é a pergunta (no caso, tentativa de ofensa), que eu mais tenho lido e ouvido direcionadas a minha pessoa ultimamente. Esse tipo de comentário acontece na internet, muitas vezes de forma aberta, por homens em sua maioria, (mulheres só pensam isso, não costumam falar).

Esse tipo de situação tem acontecido muito mais, pois tá tendo gorda em todo lugar (aceitem). Esses dias teve Ju Romano na Playboy, ela e a Flávia Durante na TNT, dentre outras que a Kalli mostrou aqui. E isso é maravilhoso, mas tem mostrado também o quanto as pessoas, principalmente homens, se incomodam com a representatividade de mulheres que não estão na mídia ou redes sociais para agradar a eles, não são mero enfeite e não estão no padrão que pra eles é aceitável.

Felizmente pra mim, meu trabalho tem me dado oportunidades de sair da bolha do empoderamento, além das pessoas maravilhosas que me acompanham aqui no blog e me enchem de amor nas redes sociais, agora eu tenho estado em lugares nunca antes visitados por mulheres gordas.

E por isso, tenho sofrido ataques, grosserias absurdas colocadas de forma super natural. Arrisco a dizer que o mesmo espanto que brancos apresentavam (ainda rola), quando os primeiros negros começaram a ser representados na mídia no século passado.

As pessoas (homens) comentam de forma surpresa e até mesmo espontânea “o que essa gorda tá fazendo aqui?” Pois para eles, é realmente espantoso o que está acontecendo. Sempre foram acostumados a ter a propaganda e a mídia voltada para satisfazê-los, isso ainda é regra, então quando uma marca, um canal ou quem quer que seja que tenha alguma visibilidade, dá espaço para uma gorda, é um choque! E a primeira coisa que lhes vem a cabeça sai na mesma hora:

o que essa gorda tá fazendo aqui

Esse foi um dos casos em que fui atacada em canal  youtube, mas semana passada uma marca de camisetas nerds postou uma foto minha, acredito que tenha sido a primeira mulher gorda que colocaram no perfil da loja no instagram. E o primeiro comentário que apareceu na minha foto foi: QUE PORRA É ESSA? – a marca apagou e acho que eles pensam que eu não vi. Mas eu vi, e desse comentário já imaginei a quantidade de inbox que eles receberam reclamando da minha presença ali.

o que essa gorda tá fazendo aqui - foto: Robson Leandro

Como eu disse, sempre recebi apenas amor, pois estou numa bolha de pessoas que gostam do meu trabalho, que se afeiçoaram a mim, concordam com o que eu defendo. E mesmo nos espaços que frequento, as pessoas podem até olhar torto, mas ninguém fala abertamente que eu não deveria estar ali. Então, mesmo sabendo que o mundo não é cor de rosa lá fora, ainda é chocante quando tenho que encarar essa realidade.

MAS, não é por isso que eu vou desistir, parar de fazer o que eu faço, parar de crescer e aparecer! E eu espero que as marcas que antes eram padrãozinho e agora estão mudando isso, continuem fazendo, que não se intimidem e não acatem as vontades de alguns mimadinhos que ainda pensam que mulher é enfeite pra agradar a punhetagem deles!

E minas lindas, não se deixem intimidar, continuem suas vidas, VAI TER GORDA EM TODO LUGAR SIM! E nós somos maravilhosas, e não to falando do clichê de beleza interior, to falando que a gente é destruidora de linda por fora mesmo! E isso irrita, autoestima na gente irrita quem sempre contou com a nossa insegurança.

“Afinal, o que essa GORDA tá fazendo aqui?” Meu amigo, nós tamos aqui pra afrontar, pra comandar essa PORRA toda, aceitem!

o que essa gorda tá fazendo aqui

Postado por Helena Sá

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21/10/16
The Get Down: único seriado possível em 2016

the get down

Ano passado quando assisti o teaser de The Get Down eu fiquei louca. UM SERIADO SOBRE DISCO MUSIC? BERRO, GRITO, TIRO, BOMBA. Fui nascida e criada escutando Earth, Fire and Wind, Aretha Franklin, Diana Ross (obrigada, pai!), sou apaixonada por todo o contexto que envolve a cultura disco: valorização da estética e musicalidade negra.

Fiquei mais ansiosa depois de saber que seria o diretor Braz Luhrmann contaria aquela história. Quando todo mundo achou que ninguém poderia contar a tragédia de Romeu e Julieta, Braz inovou ambientando a história de forma contemporânea, com muitas pistolas e perseguições de carros, mas mantendo a atmosfera apaixonada e política da peça. Quando hollywood achou que filmes musicais estavam ultrapassados e cansativos, Braz nos brindou com Moulin Rouge.

Então veio The Get Down e a minha surpresa: não é um seriado sobre disco music, vai além disso.

Lado A, Lado B

Os episódios são sempre introduzidos em forma de rap por Mr. Books que conta a sua história, dos amigos e amores, na Nova Iorque de 1977. Parece confuso no começo e nos primeiros você fica “que rap é esse?”, “quem é esse cara?”, “é anos 90 ou 70?”, “cadê o disco?”. Mas as personagens e suas histórias são apresentadas e tudo vai se encaixando como numa grande engrenagem. Ezequiel Figueiro (Justice Smith) é um dos adolescentes que conduz a história, ele perdeu os pais e vive com a tia materna no Bronx e, como todo adolescente, tem seus sonhos e aptidões (escrita e leitura), mas se sente inseguro e precisa da ajuda dos amigos para se tornar mais confiante. Contrapondo a história de Zeke, temos a determinada Mylene Cruz (Herizen Guardiola), uma garota criada por pais conservadores que sonha em ser a próxima Donna Summer. O ponto em comum desses dois, além de serem jovens negros/latino, é a música. Mylene sonha com Manhattan e uma vida melhor que lhe espera além das ruínas em chamas do Bronx, já Zeke através da sua rima e versos, começa a entender seu papel e importância na comunidade, tudo isso através da música.

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Mylene Cruz divando no coral da igreja

Caldeirão musical e cultura pop

Assim como a história é conduzia de forma não linear, aquele vai e vem entre passado e presente, a trilha sonora é mixada da mesma forma, amarrando perfeitamente ritmo da série. São versos em forma de rap misturando-se com vocal gospel e batida disco. A música latina com seu pandeiro meia lua e violões, misturando uns violinos nervosos. Uma base de piano com soul e vocais gospel. é a disco music em seu auge emprestando seus metais em corneta, trombones e tubas para a mixagem de underground dos DJ do hip-hop. é a galera de boca de sino, lame e óculos escuros de sandália plataforma curtindo a turma dançando aquilo que hoje chamamos de break.

Nada é delimitado e tudo é misturado, fazendo esse caldeirão cultural étnico se tornar muito verossímil. As referencias pop estão por todos os lugares: HQ’s da Marvel, Star Wars, Bruce Lee e os filmes de artes marciais.

E somado a isso temos como pano de fundo a cidade de Nova Iorque, que também desempenha seu papel como personagem. A decadência e alto índice de desemprego, corrida eleitoral para a prefeitura com candidatos brancos que precisam do voto da periferia negra e latina para vencer, ao mesmo tempo esses candidatos querem erradicar e promover uma higienização dos grafites e da cultura desses guetos.

The Get Down mostra como a indústria fonográfica é cruel e seu sexíssimo, tem feminismo e aquela sororidade praticada no dia a dia em cenas lindas, que a gente se emociona e quer sair abraçando as personagens. Tem sangue, muito sangue! Não existe aquela separação básica de bem vs. mal, em um episódio eu amava Shaolin Fantastic e no outro eu queria que ele explodisse.

Aliás, os personagens secundários roubam a cena mesmo. Shaolin Fantastic (Shameike Moore) é um deles, o grafiteiro metido a Bruce Lee que introduz Zeke ao mundo de The Get Down. Outro personagem interessante é Dizziee (Jaden Smith). Ele é todo artístico e tranquilo (a loca do signo que mora em mim diz que ele é de peixes), se mistura bem entre todas as vertentes de grafiteiros e por conhecer quase todo mundo, acaba em uma festa moderninha no SoHo e protagonizando umas das cenas MAIS LINDAS DO SERIADO.

A série estreou a sua primeira parte em agosto deste ano na Netflix, com um orçamento de 120 milhões (!!!), trilha sonora (disponível no Spotify) e edição impecável, a fotografia e paleta de cores retro com muito amarelo mostarda/marrom/vermelho/azul pastel é colírio para os olhos, os cabelos black power e as maquiagens com muito brilho e sombra azul, uma história coerente e cativante de adolescente descobrindo os seus talentos, tentando conquistar seu espaço.

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The Get Down Brothers

This aint no fairy tale.

“Isso não é um conto de fadas”, Zeke diz ao longo da trama. Será este o motivo das pessoas não falarem sobre The Get Down? Eu tenho um palpite… O grande público está desacostumadas com enredos de protagonistas negros e latinos. Stranger Things estreou um mês antes e ainda vejo as pessoas replicando memes e falando sobre. Até agora eu vi pouquíssimas pessoas assistindo The Get Down, o que é uma pena! E o único seriado possível em 2016. E uma aula de história e uma imersão e valorização da cultura negra e hip hop. Antes de ver a série, eu achava que não gostava e não entendia muito bem o hip hop. Hoje eu percebo em como essa vertente foi sendo a apropriada por outros movimentos musicais e pela moda. ao longo dos anos.

The Get Down faz esse resgate das raízes do hip hop mostrando como, onde e o porquê do seu nascimento e de como a música é um instrumento importante na vida daqueles adolescentes, fazendo expressar seus sentimentos, discurso político e de se afirmar como indivíduo.

Postado por Camila Rocha

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30/09/16
São Paulo, Pop Plus e muito mais

são paulo

Fiquei 6 dias em São Paulo e foi só amor, quem segue o snap PINKSHOCKGIRL ou vê o stories do insta @garotasrosachoque, viu como foi massa meus dias na cidade.

Fui pra conhecer o Pop Plus, maior bazar de moda Plus Size do Brasil. Lá eu queria principalmente conhecer outras blogueiras, ver as modas, e uma surpresa pra mim: encontrar leitoras, algumas que já viraram amigas, outras que eu não esperava, mas que foram só carinho!

Foi lindo ter esse retorno, saber que as pessoas me conhecem pelo meu trabalho na internet, já tinha sido reconhecida no Rio, aqui mesmo em Juiz de Fora vez ou outra, mas o carinho que estou tendo nesses eventos de moda é sem igual. Então quem me encontrar seja onde for, não tenham medo dessa minha cara de brava, é só a cara mesmo, venham falar comigo! 💕

mercado-municipal

Mas voltando ao que teve de bom em São Paulo, eu fiz a turistinha meixmo, Mercado Municipal, 25 de março, Galeria do Rock, Liberdade, Masp, e outros pontos da Paulista… Comi muita coisa boa, a maioria o snap fez o favor de dar erro no memories e não vou conseguir mostrar aqui. Fiz foto de look na Vila Mariana, peguei um boy do tinder, enfim, tudo que uma turista que se preze tem que fazer na cidade que visita. 😅

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Olha só o amor que recebi, Mel do Relaxa aí fofa, que eu amo os looks dessa pessoa linda, e ainda me disse que é minha fã! Saiba que é mútuo, viu? 💜

Essa da foto abaixo é a Thalita Lemos, dona da loja de acessórios mais linda e criativa dessa internet, a Brincos de Brincar, to com o brinco de my little poney que ela criou nas fotos.

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Na foto acima tá a Vanessa, que tem uma loja de roupas estilo retrô Chubbynup, o vestido que ela tá usando é de lá, a Cida essa maravilhosa que tem uma energia tão boa, mulher linda e alta da porra essa! E sim, nessa foto escura e embaçada (quase morri quando vi), está Ju Romano, que olha, me reconheceu, se eu me achei muito? 😂

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Mais amor com a Mariana do Da rua pra lua, Rack do Histórias de Fogo, Camis linda ou a Criola Doida em pessoa, e Larissa que faz o maravilhoso Hashtag Bazar, no Rio. 💜💜💜

pop plus sp

Fernanda que começou como leitora do blog e blogueira que virou amiga, Dani, leitora que também é amiga, não tem jeito, vira tudo amiga! 💜

Ah, quem quiser saber detalhes de tudo que rolou em SP, desde comprinhas, passeios a boy do tinder, tem que seguir no snap PINKSHOCKGIRL ou ver o stories no insta @garotasrosachoque, Okaay?

Postado por Helena Sá

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24/08/16
Nós deveríamos todos ser feministas

Eu me tornei fã da escritora Chimamanda Ngozi lá em 2010, quando a assisti pela primeira vez no TED Talk, com uma fala intitulada “O Perigo de uma única história”. A fala dela é maravilhosa, e nos faz refletir sobre as imposições culturais e estereótipos que limitam e pré-definem nosso conhecimento.

No entanto, foi a segunda palestra dela, que assisti alguns anos depois, que se tornou tão importante para mim. O discurso dela: claro, direto e tão didático, me fez compreender melhor sobre a importância da luta das mulheres. Em “Nós deveríamos todos ser feministas”, a autora desmistifica o termo feminista, ainda tão carregado negativamente, também conta sobre sua infância na Nigéria permeada por valores e tradições culturais machistas.

Nesse ponto, foi uma ruptura muito importante para mim, poder compreender o quanto a cultura pode ser machista e que não devemos ter medo de modificá-la. Nas aulas sobre Cultura, durante minha especialização, era sempre uma das questões levantadas: saber até que ponto era permitido intervir em tradições culturais. Para muitos estudiosos – antropólogos, principalmente – a tradição de um povo deve ser mantida a todo o custo.

Porém, diante de atrocidades cometidas contra mulheres no mundo todo em nome de uma tradição cultural, eu sempre me perguntei: até que ponto é permitido pensar assim? E foi por causa da Chimamanda que eu nunca mais hesitei quando ouço algo do tipo: “Ah, mas é cultural, né?! É como manda a tradição.” E logo respondo com as palavras dela mesmo:

sejamos todos feministas

“A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos que mudar nossa cultura.”

 

Vale muito a pena assistir a palestra completa. Mas, também super indico que vocês leiam o livro “Sejamos todos feministas”, que é uma adaptação do discurso dela no TEDx Euston. É um livro curtinho, mas que a gente fica com vontade de anotar e decorar cada pensamento e ideia que ela apresenta. Ah, parte dessa fala dela também foi usada na música “Flawless” da Beyoncé.

Postado por Ana Paula Nunes

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