cinema


21/10/16
The Get Down: único seriado possível em 2016

the get down

Ano passado quando assisti o teaser de The Get Down eu fiquei louca. UM SERIADO SOBRE DISCO MUSIC? BERRO, GRITO, TIRO, BOMBA. Fui nascida e criada escutando Earth, Fire and Wind, Aretha Franklin, Diana Ross (obrigada, pai!), sou apaixonada por todo o contexto que envolve a cultura disco: valorização da estética e musicalidade negra.

Fiquei mais ansiosa depois de saber que seria o diretor Braz Luhrmann contaria aquela história. Quando todo mundo achou que ninguém poderia contar a tragédia de Romeu e Julieta, Braz inovou ambientando a história de forma contemporânea, com muitas pistolas e perseguições de carros, mas mantendo a atmosfera apaixonada e política da peça. Quando hollywood achou que filmes musicais estavam ultrapassados e cansativos, Braz nos brindou com Moulin Rouge.

Então veio The Get Down e a minha surpresa: não é um seriado sobre disco music, vai além disso.

Lado A, Lado B

Os episódios são sempre introduzidos em forma de rap por Mr. Books que conta a sua história, dos amigos e amores, na Nova Iorque de 1977. Parece confuso no começo e nos primeiros você fica “que rap é esse?”, “quem é esse cara?”, “é anos 90 ou 70?”, “cadê o disco?”. Mas as personagens e suas histórias são apresentadas e tudo vai se encaixando como numa grande engrenagem. Ezequiel Figueiro (Justice Smith) é um dos adolescentes que conduz a história, ele perdeu os pais e vive com a tia materna no Bronx e, como todo adolescente, tem seus sonhos e aptidões (escrita e leitura), mas se sente inseguro e precisa da ajuda dos amigos para se tornar mais confiante. Contrapondo a história de Zeke, temos a determinada Mylene Cruz (Herizen Guardiola), uma garota criada por pais conservadores que sonha em ser a próxima Donna Summer. O ponto em comum desses dois, além de serem jovens negros/latino, é a música. Mylene sonha com Manhattan e uma vida melhor que lhe espera além das ruínas em chamas do Bronx, já Zeke através da sua rima e versos, começa a entender seu papel e importância na comunidade, tudo isso através da música.

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Mylene Cruz divando no coral da igreja

Caldeirão musical e cultura pop

Assim como a história é conduzia de forma não linear, aquele vai e vem entre passado e presente, a trilha sonora é mixada da mesma forma, amarrando perfeitamente ritmo da série. São versos em forma de rap misturando-se com vocal gospel e batida disco. A música latina com seu pandeiro meia lua e violões, misturando uns violinos nervosos. Uma base de piano com soul e vocais gospel. é a disco music em seu auge emprestando seus metais em corneta, trombones e tubas para a mixagem de underground dos DJ do hip-hop. é a galera de boca de sino, lame e óculos escuros de sandália plataforma curtindo a turma dançando aquilo que hoje chamamos de break.

Nada é delimitado e tudo é misturado, fazendo esse caldeirão cultural étnico se tornar muito verossímil. As referencias pop estão por todos os lugares: HQ’s da Marvel, Star Wars, Bruce Lee e os filmes de artes marciais.

E somado a isso temos como pano de fundo a cidade de Nova Iorque, que também desempenha seu papel como personagem. A decadência e alto índice de desemprego, corrida eleitoral para a prefeitura com candidatos brancos que precisam do voto da periferia negra e latina para vencer, ao mesmo tempo esses candidatos querem erradicar e promover uma higienização dos grafites e da cultura desses guetos.

The Get Down mostra como a indústria fonográfica é cruel e seu sexíssimo, tem feminismo e aquela sororidade praticada no dia a dia em cenas lindas, que a gente se emociona e quer sair abraçando as personagens. Tem sangue, muito sangue! Não existe aquela separação básica de bem vs. mal, em um episódio eu amava Shaolin Fantastic e no outro eu queria que ele explodisse.

Aliás, os personagens secundários roubam a cena mesmo. Shaolin Fantastic (Shameike Moore) é um deles, o grafiteiro metido a Bruce Lee que introduz Zeke ao mundo de The Get Down. Outro personagem interessante é Dizziee (Jaden Smith). Ele é todo artístico e tranquilo (a loca do signo que mora em mim diz que ele é de peixes), se mistura bem entre todas as vertentes de grafiteiros e por conhecer quase todo mundo, acaba em uma festa moderninha no SoHo e protagonizando umas das cenas MAIS LINDAS DO SERIADO.

A série estreou a sua primeira parte em agosto deste ano na Netflix, com um orçamento de 120 milhões (!!!), trilha sonora (disponível no Spotify) e edição impecável, a fotografia e paleta de cores retro com muito amarelo mostarda/marrom/vermelho/azul pastel é colírio para os olhos, os cabelos black power e as maquiagens com muito brilho e sombra azul, uma história coerente e cativante de adolescente descobrindo os seus talentos, tentando conquistar seu espaço.

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The Get Down Brothers

This aint no fairy tale.

“Isso não é um conto de fadas”, Zeke diz ao longo da trama. Será este o motivo das pessoas não falarem sobre The Get Down? Eu tenho um palpite… O grande público está desacostumadas com enredos de protagonistas negros e latinos. Stranger Things estreou um mês antes e ainda vejo as pessoas replicando memes e falando sobre. Até agora eu vi pouquíssimas pessoas assistindo The Get Down, o que é uma pena! E o único seriado possível em 2016. E uma aula de história e uma imersão e valorização da cultura negra e hip hop. Antes de ver a série, eu achava que não gostava e não entendia muito bem o hip hop. Hoje eu percebo em como essa vertente foi sendo a apropriada por outros movimentos musicais e pela moda. ao longo dos anos.

The Get Down faz esse resgate das raízes do hip hop mostrando como, onde e o porquê do seu nascimento e de como a música é um instrumento importante na vida daqueles adolescentes, fazendo expressar seus sentimentos, discurso político e de se afirmar como indivíduo.

Postado por Camila Rocha

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21/10/16
The Get Down: único seriado possível em 2016

the get down

Ano passado quando assisti o teaser de The Get Down eu fiquei louca. UM SERIADO SOBRE DISCO MUSIC? BERRO, GRITO, TIRO, BOMBA. Fui nascida e criada escutando Earth, Fire and Wind, Aretha Franklin, Diana Ross (obrigada, pai!), sou apaixonada por todo o contexto que envolve a cultura disco: valorização da estética e musicalidade negra.

Fiquei mais ansiosa depois de saber que seria o diretor Braz Luhrmann contaria aquela história. Quando todo mundo achou que ninguém poderia contar a tragédia de Romeu e Julieta, Braz inovou ambientando a história de forma contemporânea, com muitas pistolas e perseguições de carros, mas mantendo a atmosfera apaixonada e política da peça. Quando hollywood achou que filmes musicais estavam ultrapassados e cansativos, Braz nos brindou com Moulin Rouge.

Então veio The Get Down e a minha surpresa: não é um seriado sobre disco music, vai além disso.

Lado A, Lado B

Os episódios são sempre introduzidos em forma de rap por Mr. Books que conta a sua história, dos amigos e amores, na Nova Iorque de 1977. Parece confuso no começo e nos primeiros você fica “que rap é esse?”, “quem é esse cara?”, “é anos 90 ou 70?”, “cadê o disco?”. Mas as personagens e suas histórias são apresentadas e tudo vai se encaixando como numa grande engrenagem. Ezequiel Figueiro (Justice Smith) é um dos adolescentes que conduz a história, ele perdeu os pais e vive com a tia materna no Bronx e, como todo adolescente, tem seus sonhos e aptidões (escrita e leitura), mas se sente inseguro e precisa da ajuda dos amigos para se tornar mais confiante. Contrapondo a história de Zeke, temos a determinada Mylene Cruz (Herizen Guardiola), uma garota criada por pais conservadores que sonha em ser a próxima Donna Summer. O ponto em comum desses dois, além de serem jovens negros/latino, é a música. Mylene sonha com Manhattan e uma vida melhor que lhe espera além das ruínas em chamas do Bronx, já Zeke através da sua rima e versos, começa a entender seu papel e importância na comunidade, tudo isso através da música.

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Mylene Cruz divando no coral da igreja

Caldeirão musical e cultura pop

Assim como a história é conduzia de forma não linear, aquele vai e vem entre passado e presente, a trilha sonora é mixada da mesma forma, amarrando perfeitamente ritmo da série. São versos em forma de rap misturando-se com vocal gospel e batida disco. A música latina com seu pandeiro meia lua e violões, misturando uns violinos nervosos. Uma base de piano com soul e vocais gospel. é a disco music em seu auge emprestando seus metais em corneta, trombones e tubas para a mixagem de underground dos DJ do hip-hop. é a galera de boca de sino, lame e óculos escuros de sandália plataforma curtindo a turma dançando aquilo que hoje chamamos de break.

Nada é delimitado e tudo é misturado, fazendo esse caldeirão cultural étnico se tornar muito verossímil. As referencias pop estão por todos os lugares: HQ’s da Marvel, Star Wars, Bruce Lee e os filmes de artes marciais.

E somado a isso temos como pano de fundo a cidade de Nova Iorque, que também desempenha seu papel como personagem. A decadência e alto índice de desemprego, corrida eleitoral para a prefeitura com candidatos brancos que precisam do voto da periferia negra e latina para vencer, ao mesmo tempo esses candidatos querem erradicar e promover uma higienização dos grafites e da cultura desses guetos.

The Get Down mostra como a indústria fonográfica é cruel e seu sexíssimo, tem feminismo e aquela sororidade praticada no dia a dia em cenas lindas, que a gente se emociona e quer sair abraçando as personagens. Tem sangue, muito sangue! Não existe aquela separação básica de bem vs. mal, em um episódio eu amava Shaolin Fantastic e no outro eu queria que ele explodisse.

Aliás, os personagens secundários roubam a cena mesmo. Shaolin Fantastic (Shameike Moore) é um deles, o grafiteiro metido a Bruce Lee que introduz Zeke ao mundo de The Get Down. Outro personagem interessante é Dizziee (Jaden Smith). Ele é todo artístico e tranquilo (a loca do signo que mora em mim diz que ele é de peixes), se mistura bem entre todas as vertentes de grafiteiros e por conhecer quase todo mundo, acaba em uma festa moderninha no SoHo e protagonizando umas das cenas MAIS LINDAS DO SERIADO.

A série estreou a sua primeira parte em agosto deste ano na Netflix, com um orçamento de 120 milhões (!!!), trilha sonora (disponível no Spotify) e edição impecável, a fotografia e paleta de cores retro com muito amarelo mostarda/marrom/vermelho/azul pastel é colírio para os olhos, os cabelos black power e as maquiagens com muito brilho e sombra azul, uma história coerente e cativante de adolescente descobrindo os seus talentos, tentando conquistar seu espaço.

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The Get Down Brothers

This aint no fairy tale.

“Isso não é um conto de fadas”, Zeke diz ao longo da trama. Será este o motivo das pessoas não falarem sobre The Get Down? Eu tenho um palpite… O grande público está desacostumadas com enredos de protagonistas negros e latinos. Stranger Things estreou um mês antes e ainda vejo as pessoas replicando memes e falando sobre. Até agora eu vi pouquíssimas pessoas assistindo The Get Down, o que é uma pena! E o único seriado possível em 2016. E uma aula de história e uma imersão e valorização da cultura negra e hip hop. Antes de ver a série, eu achava que não gostava e não entendia muito bem o hip hop. Hoje eu percebo em como essa vertente foi sendo a apropriada por outros movimentos musicais e pela moda. ao longo dos anos.

The Get Down faz esse resgate das raízes do hip hop mostrando como, onde e o porquê do seu nascimento e de como a música é um instrumento importante na vida daqueles adolescentes, fazendo expressar seus sentimentos, discurso político e de se afirmar como indivíduo.

Postado por Camila Rocha

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10/05/16
Filmes para apaixonados por música

Quem gosta de música e cinema sabe como é uma delícia ver um filme musical. E por musical  não quero dizer do tipo Grease ou Hair Spray, mas sim filmes que falam sobre música, têm uma trilha sonora mara e falam sobre composição, instrumentos e a magia da música. Música, música, música!

Pensando nisso, separei  uma lista de filmes para apaixonados por música, que se não vão te fazer sair para montar uma banda, irão, no mínimo, te fazer ouvir música no talo ou partir para uma festa.

Os piratas do rock

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A trama gira em torno do protagonista Carl – lindo e bobo – que quer conhecer o seu pai e a única pista que sua mãe dá é que ele mora em um barco e é um radialista pirata de rock.

O filme se passa nos anos 60 na tradicional Inglaterra, década em que o rock ainda era mal visto. Além da rádio ser feita de rock and roll 24 horas por dias, cada locutor tem uma personalidade muito particular e toca, obviamente, seu estilo de música favorito. Além das piadas mixarem rock com verdadeiros costumes piratas, ver os protagonistas se entregando a cada música é divertidíssimo.

Estrelas: ***

Detroit Rock City

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Em 1978 quatro amigos adolescentes fanáticos por KISS fogem da escola e partem para Detroit, a cidade do rock, só para curtir um show da banda.

Piadas gratuitas e coisas nojentas que só adolescentes roqueiros conseguem fazer e falar (ou pelo menos os de filmes), transbordam no filme. A trilha sonora, além de muito KISS, é cheia de rock clássico farofa. Ótimo para ver com os amiguinhos comendo pizza e uma cerveja.

Estrelas: ***

E se Nada der Certo

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Gretta namora um cantor e compositor há muitos anos, até que ele consegue um contrato com uma gravadora e ambos se mudam da Inglaterra para os EUA. Quando o boy fica famoso, acaba a deixando e, sem mais nada a perder na vida, a moça resolve mostrar timidamente suas composições para Nova York, é assim que conhece o produtor Dan. Falido e sem fechar contrato com nenhum cantor bom há anos, ele vê muito potencial em Gretta e se encanta com seu talento e musicas sensíveis. É um filme docinho que vai te conquistar na 1ª cena.

Estrelas: ***

Empire Records

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Que climão grunge delícia é esse filme de 95! Com as musas da década, Liv Tyler, Renee Zellweger e Robin Tunney no elenco, o filme se passa em um dia de trabalho na loja de disco Empire Records, quando seus jovens vendedores descobrem que a loja vai ser comprada por uma rede sem graça e eles, junto com o gerente charmosão, vão tentar impedir. Ao longo do dia de trabalho, cada um dos jovens vão resolvendo seus conflitos, como Corey que quer deixar de ser a menina certinha, Debra que tentou se suicidar no dia anterior, A.J que quer se declarar para Corey…Enquanto isso muita música delícia na soundtrack que vai de AC/DC a The Cranberries.

Estrelas: **

Nick e Nora – Uma noite de amor e música

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O filme se passa em uma noite só e começa quando os dois apaixonados por música Nick (Michael Cera) e Nora (Kat Dennings) se conhecem em uma noite novaiorquina enquanto buscam- com seus respectivos amigos – por um show secreto de uma banda indie que gostam ( se não é o primeiro encontro perfeito eu não sei o que é). Enquanto partem na busca ao tesouro, o mais novo casal de amigos aproveita para curtir a night e… aprontar muita confusão (piadinha).

Estrelas: ****

Quase Famosos

Filmes para apaixonados por música

Apesar do título ser sobre uma banda que está quase alcançando o auge em pleno anos 70, o protagonista é o jovem jornalista William. Apaixonado por música desde criancinha, William foi criado por uma mãe rígida e protetora, mas que mesmo assim deixa o filho partir em uma turnê com uma banda para escrever uma matéria para a revista Rolling Stone. O que ele não esperava era se apaixonar por uma das groupies da banda e se perder em meio a bagunça que é o mundo da música. Filme obrigatório para quem ama o mundo da música e principalmente do rock.

Estrelas: *****

Letra e Música

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Alex é um ex integrante de um grupo pop muito famoso nos anos 80 que se encontra em decadência. Só as fãs de longa data frequentam o seu show e ele se apresenta apenas em eventos pequenos. Como um presente dos céus, uma cantora pop nova e famosa o convida para uma parceria musical e ele aceita de prontidão. O único problema é que Alex está enferrujado para compor músicas e sua salvação acaba sendo sua regadora de plantas, Sophie. O talento para rimas e escrita de Shophie a deixa encarregada da letra enquanto Alex compõe o ritmo.

A graça, além do casal fofo que os dois formam, é ver a criação da letra de uma música do começo ao fim.

Estrelas: ***

Alta Fidelidade

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Não tem como deixar de falar de música sem citar o fanático por música e vinis, Rob Gordon, personagem principal da adaptação do livro homônimo de Nick Horby para o cinema.

Rob é dono de uma loja de vinis à beira da falência que acaba de levar o pé na bunda da sua namorada. O acontecimento serve para ele dissecar cada um de seus relacionamentos anteriores, enquanto conversa com o telespectador sobre música, e como ela é importante para se avaliar alguém. Com um humor sarcástico, o filme discorre sobre relacionamentos e músicas junto com uma lista de referências da música pop. Impossível não gostar.

Estrelas: ****

Apenas Uma Vez

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Apesar de lindo e poético, não recomendo  para ser visto em domingos nublados e sozinha em casa.
O filme irlandês conta a história de um músico de rua que tem vergonha das suas próprias canções. Um dia ele conhece uma jovem carismática e encantadora mãe solteira que trabalha vendendo flores na rua. Ela gosta das músicas dele e logo ambos se aproximam e se encantam um pelo talento musical do outro. O romance melancólico se desenvolve enquanto ambos se conectam por meio da química musical.

O interessante desse filme é que os atores realmente cantam ( fizeram até turnê em conjunto tocando as músicas do filme), então nada de playback ou falsidade. Realmente um amor.

Estrelas: *****

Escola de Rock

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Esse filme vai se tornar um clássico da sessão da tarde para a próxima geração. E não é pra menos, levinha e divertida, a comédia é, pra mim, o melhor filme do Jack Black. Aqui ele interpreta um roqueiro old school que é expulso de sua banda por chamar atenção demais (e não de uma forma legal). Sem dinheiro e ameaçado de ser expulso do apartamento que divide com o amigo, ele resolve se passar por um professor substituto e é quando descobre que seus alunos tem um tremendo talento musical. Logo, ele resolve montar uma banda com as crianças para participar de um concurso.

Ver cada criancinha com sua personalidade engraçada e fofa descobrindo o rock é uma delicia e, de bônus, todos os atores mirins realmente são músicos.

Estrelas: *****

O Som do Coração

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August Rush é um garoto órfão que nasceu de uma noite de amor casual entre uma violinista e um guitarrista, ambos apaixonados por música. Com um ouvido e feeling musicais fora do normal o garoto foge do orfanato para encontrar seus pais por meio da música, e é nas ruas de Nova York que tem contato com todos os tipos de ritmos e instrumentos diferentes.  Além da jornada do garotinho, o filme acaba contando a história de seus jovens pais que, por algum motivo, nunca mais se encontraram depois daquela única noite de amorzinho.

Estrelas: ***

Adorável Professor

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Baseado em fatos reais, Adorável Professor é a biografia do professor de música Mr. Holland’s, um compositor de música clássica frustrado que é obrigado a dar aula de música no ensino médio para manter ele e sua esposa. Assim como qualquer aspirante a artista, Mr. Holland’s tenta conciliar as aulas de seus alunos sem talento com a composição, mas fica tudo mais difícil quando a esposa engravida. Conformado com o papel de professor, ele se envolve cada vez mais nas suas aulas ao longo dos anos  60 e 80 e acaba tocando cada aluno de uma forma diferente por meio da música. Prepare os lencinhos.

Estrelas: ****

Postado por Carina Silva

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17/12/15
Star Wars o despertar da Força – nostalgia, girl power e surpresas

star-wars-o-despertar-da-forçaO novo Star Wars o despertar da Força é um tapa na cara dos defensores dos bons, e mais do que velhos, costumes.

Com dois protagonistas representantes das minorias de negros e mulheres, o filme que apresentou um clássico do cinema para a nova geração está carregado de girl power e zero  preconceito racial. Mesmo os produtores dizendo que essa não foi a intenção.

Porém, a questão que ficou na minha cabeça após sair da sala de cinema com a cara inchada de choro,  e acredito que na cabeça de outros fãs, é se o filme realmente se faz necessário como uma continuação desse clássico lindo.

Em “O despertar da força” a participação dos personagens da trilogia clássica foi, não só algo para agradar e  provocar nostalgia nos fãs de longa data, mas também uma bengala para os roteirista J.J. Abrams, Michael Arndt e Lawrence Kasdan, já  que o roteiro se mostrou previsível e uma reciclagem da trilogia antiga. Tudo isso faz refletir se essa realmente foi a intenção (fazer um filme de homenagem, como Jurassic World, por exemplo) ou se foi apenas a falta de capacidade de criar uma história sequência sem se apegar tanto ao roteiro dos filmes clássicos.

Além da jornada do herói seguida a risca novamente,  temos algumas extensões de personagens já criados, como o piloto Poe, cujo papel é ser charmoso e ter a desenvoltura marota de um Han Solo. Um R2D2 mais comunicativo e com mais personalidade está lá também  como BB8, mestre Yoda como a criaturinha pequena Maz, a figura paterna exercida por Obi Wan já fica nas mãos do, agora também velhinho, Han solo e finalmente Luke e Anakin (os rapazes do deserto, pobres e sem perspectiva de vida), como a poderosíssima Ray.

E chegamos a ela! Ray, a garota que salva o filme por ser independente, forte e não precisar, em nenhuma hora sequer, da ajuda de um homem. Ray é quem resgata seus amigos, Ray é quem luta e sabe pilotar. É bonitinha? É, mas não é só isso.

Por fim, o trio de amigos e protagonistas se completa com Finn, um personagem carismático que acredito que tenha faltado força, mas não carisma. As piadas hollywoodianas ficaram nas mãos do próprio e algumas funcionaram e outras não porque, meu deus, quantas piadas!

star wars

Como não poderia deixar de ser, lágrimas rolaram. O motivo pode variar, mas sem dúvida a saudade foi uma delas. Infelizmente para dar espaço ao novo, o velho tem que acabar e “O despertar da força” se despede do passado com gratidão, mas deixando um aperto no coração.

E agora, se não quiser saber absolutamente nada relacionado a história, pare de ler. NÃO contém spoilers.

É compreensível que não vamos mais ver o Star Wars de George Lucas, e que mesmo a velocidade e energia do filme tendo mudado para agradar além dos mais velhos os mais novos, J.J. Abrams se empolgou em algumas modificações. O novo assusta, mas em algumas coisas é melhor não mexer.

E vamos ao vilão, Kylo Ren,  fraco como personagem e apenas uma catarse para história – espero – Ren é mimado inseguro e vê em Darth Vader seu próprio Yoda. É um vilão que te faz odiá-lo pelos motivos errados (não como amamos odiar Darth Vader). Mas isso pode ser bom, afinal é uma diferença dos filmes antigos. Assim como a história tem que se aprofundar mais, Kylo Ren também, do contrário, pode passar batido.

Star-Wars-VII-The-Force-Awakens

Han Solo, Luke e Leia foram os principais responsáveis por provocar choros dos marmanjos na sala de cinema, mas seus destinos no filme chegam a estragar a imaginação dos fãs sobre o que aconteceu após o Episódio VI.

George Lucas passou o bastão da sua criação para a Disney, morremos de medo e o resultado foi um filme que, para funcionar, precisa da mente aberta de todo mundo para compreendermos que a franquia nunca mais terá o mesmo ar que teve.

O filme abre as portas e recebe de braços abertos os padawans e presenteia os mestres unindo o velho com o novo. O desafio será inovar e criar uma história e aventura tão cativantes e com mensagens profundas e significativas, como as anteriores, nos próximos filmes.

Postado por Carina Silva

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01/09/15
[Resenha] A Solidão dos Números Primos

asl“Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chamam de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase vizinhos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente. Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos, mas não o bastante para se tocar de verdade”.

Lançado em 2009, A Solidão dos Números Primos é a prova de que um físico pode simplesmente ter um coração de humanas. Ou seja, além de ser demais em exatas, o italiano Paolo Giorda conseguiu estrear com o pé direito no mundo da literatura com esse livro. Com um olhar sensível e personagens extremamente bem construídos, A Solidão dos Números Primos é de longe um dos meus livros favoritos.

Alice é uma adolescente de 16 anos anoréxica, com uma perna defeituosa e sem amigas. Mattia é um garoto que se automutila, não se relaciona com ninguém e carrega um terrível segredo que acarretou em uma depressão profunda ao longo da sua vida: quando criança, Mattia foi até uma festa de aniversário com sua irmã gêmea Michaela, que tinha problemas mentais e com medo da irmã ter surtos e ele acabar passando vergonha entre os amigos, o garoto resolve deixá-la em um parque, mas ao retornar da festa, Michaela simplesmente desapareceu.

A história segue uma linha do tempo tradicional, com a infância, adolescência e a vida adulta dos protagonistas. Com uma narração detalhada de cenários e sensações, o leitor acompanha as descobertas sexuais, fugas, problemas familiares, traumas e sofrimento dos dois.

Assim como os números primos, Alice e Mattia são únicos e isolados. Mas de alguma forma se completam. Eles sabem que cada um está preso no seu próprio abismo de solidão e, talvez, seja exatamente por isso que se atraem.

Alice tenta desesperadamente se adaptar ao mundo e, pela perna defeituosa, se sente imperfeita o tempo inteiro, por isso acaba desenvolvendo, junto com uma insegurança absurda, uma obsessão pela beleza e um corpo perfeito que nunca teria. Já Mattia recusa qualquer tentativa de interação, ao se mutilar se pune por ser o culpado do desaparecimento da irmã, se fechando no seu casulo onde seu mundo é os cálculos, porque números é a única coisa que ele compreende.

O livro rendeu um filme italiano, com uma trilha sonora composta por Mike Patton (muito boa, aliás!). Porém, não chega nem perto da beleza do livro. Mesmo apesar da escolha dos atores que interpretam os protagonistas adolescentes tendo sido ótima, o filme não ficou bom. Então passem longe.

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Imagem do filme de 2010. Com os protagonistas adolescentes.

O que é impressionante no livro é, sem dúvida, a construção dos personagens. Giordano conseguiu criar pessoas tão reais que são o que são por certos motivos. E ao mostrar esses motivos para o leitor, consegue passar a sensação de compreensão. É literalmente aquela frase que aparece no Facebook sempre: “Seja gentil, porque cada pessoa que você encontra tem sua grande luta para travar.

É um drama lindo que vai fazer você se sentir mais completo e humano ao terminar.

Postado por Carina Silva

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07/08/15
Séries dos anos 90 lado B

Existem duas séries dos anos 90 que todo mundo precisa conhecer, e, como são um pouco lado B e foram canceladas muito cedo, muita gente não conhece. O que é um pecado! Por isso, resolvi falar das minhas 2 preferidas – e quem sabe, mais para frente, falo das outras.

Freaks and Geeks:

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Exibida no finalzinho de 1999, a série se passava nos anos 80 (ponto!) e tinha como trama a vida dos nerds e esquisitos de uma escola do ensino médio. No elenco dos freaks temos atores bem conhecidos no auge da juventude e início de carreira: James Franco (que está a cara do Jeff Buckley <3), Jason Jordan (Marshall do How I Met Your Mother), Linda Cardellini (E.R e Scooby Doo), Seth Rogers (todos os filmes de comédia do mundo) e Busy Philipps (As Branquelas e Cougar Town).

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A história começa quando a avó de Lisa morre e ela passa a mudar os antigos hábitos. A certinha e “normal” descobre o grupo dos esquisitos e resolve andar com eles, porque afinal, era muito mais divertido ouvir rock n’ roll e fumar maconha. Lisa passa a ver as coisas com um olhar um pouco mais pessimista e abandona de vez sua vida de “nerd”.

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Já o núcleo dos geeks tem como protagonista o irmão mais novo de Lisa e seus dois amigos também “perdedores”. O trio que está no primeiro ano do colegial tenta desesperadamente se adaptar, conhecer garotas e fugir dos bullies. Claro que Lisa também sofre para se adaptar ao grupo dos malvadinhos, afinal, ela não tem malícia.

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Por que é legal?
Além da trilha sonora ser demais, ver como Lisa passa da garotinha feliz para uma típica adolescente (revoltada, rebelde e melancólica) é bem legal. E, para equilibrar, os nerds fazem a gente dar boas risadas. A série, infelizmente, não vingou nos EUA. E, por isso, só tem 1 temporada de 18 episódios. Mas vale super a pena!

My so Called Life

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Triste saber que uma série foi cancelada por ser “profunda” demais. Mas é o caso de My so Called Life, série total grunge, de 1995 estrelada por Claire Danes (Angela) e Jared Leto (Jordan Catalano). Difícil fazer a série parecer tão boa como ela é só falando, mas posso dizer que retrata muito bem a adolescência sem ser de uma maneira idiota. Enquanto muitos seriados faziam adolescentes parecerem bobões melosos, a série conseguiu resgatar o “drama” que pensávamos nos nossos próprios anos dourados de uma maneira poética e, vez ou outra, triste.

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A história começa quando a protagonista Angela também resolve deixar de andar com sua amiga certinha, pinta o cabelo de vermelho e faz amizade com uma garota doidinha e o mais um garoto divertido, vide único gay da escola. Angela é inteligente e sempre desdobra situações que resultam em pensamentos sagazes.
Claro que nenhuma protagonista adolescente dramática seria uma protagonista adolescente dramática sem um amor não correspondido, é aí que entra o lindo  do Jared Leto.

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Ao contrário de Freaks and Geeks, essa série não tem muito humor. Alguns episódios são meio densos, então não assista quando estiver tendenciosa à lágrimas ou sentir uma saudade enorme da adolescência.

E como tudo o que é bom dura pouco, a série só tem 19 episódios. Snif…

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Postado por Carina Silva

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25/04/15
BROAD CITY: 5 motivos para assistir

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Sabe a melhor série de comédia dos últimos tempos? Então, é Broad City e eu vou contar porque nesse singelo post/declaração de amor.

A série tem como cenário, ou quase um personagem, a cidade de Nova Iorque. Isso não é novidade, várias séries e filmes tem, mas a forma de mostrar e interagir com a cidade é muito diferente, é mais real, é com uma crítica leve, mostrando lugares incríveis que vão além dos locais e coisas clichê.

A história gira em torno das amigas Abbi e Ilana, que são os nomes das atrizes e criadoras da série Abbi Jacobson e Ilana Glazer. E de cara você imagina, mas o que tem de tão incrível nessa série? Amigas de 20 e poucos anos vivendo em NY é o mais lugar comum das séries. Mas já na primeira cena do primeiro episódio você já saca que Broad City é genial.

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A série é muito, mas muito engraçada, as duas personagens e seus amigos são aqueles tipos de personagens que a gente tem vontade de ter como amigos. Mas o destaque vai para Ilana, a mina é uma vida loka, mas é ao mesmo tempo a melhor amiga que Abbi ou qualquer uma de nós amaria ter. Ela é inteligente, engraçada e muito livre de qualquer pudor, culpa ou preconceito. E a Abbi que também é um personagem incrível, só consegue ser ela mesma quando está com a Ilana.

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“Finalmente entendi minhas sobrancelhas. Elas são irmãs, não gêmeas.”

As histórias vão acontecendo enquanto a vida rola de um jeito bem natural, a amizade das duas está acima de caras ou qualquer rivalidade, mostra que mulheres podem sim ser amigas, mostra que a gente tem muito mais assuntos do que só homens ou “futilidades”.

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Mas explicando melhor: Broad City é a melhor série jovem da atualidade, e isso por vários motivos que eu vou tentar transmitir pra vocês.

1 – Humor que subverte expectativas: sabe aquele papinho de que o mundo tá ficando chato, que feministas são mal humoradas? Então, tudo besteira, pois Broad City é uma série que ri não da vítima, mas do algoz. E é de uma maneira tão leve, tão zuera, que a gente nem percebe e quando vê já ó, tá babando nas tiradas, na inteligência das sacadas das protagonistas Abby e Ilana.

2 – Duas protagonistas mulheres: sabe aquele outro papinho de que mulher não é engraçada? Outra balela que nos contaram, mas isso a gente já sabe há muito tempo. O que Broad City prova, é que o humor feminino não tem limites, não tem pudores, e é fodasticamente GENIAL!

3 – Realidade nua e crua: sabiam que mulher peida, arrota e fala palavrão? Pois é, se dependesse da maioria dos filmes e séries a gente nunca ia ficar sabendo, não é? Mas nessa série maravilhosa as coisas saem naturalmente, todo mundo e principalmente as protagonistas estão sempre muito reais, ninguém acorda com ondas perfeitas nos cabelo e muito bem maquiada, ninguém é sexy o tempo todo, feminina, delicada… pois DUDE,  na vida real também não é assim, e ver uma série que nos liberta de estereótipos bobos, é orgásmico! #WIN

4 – Não é uma nova Girls: tem quem compare as duas séries, mas não acho que tenha muito mais a ver do que se passarem em NY e a faixa etária dos personagens. Pois Broad City é muito mais leve, menos drama, os personagens não são tão complicados, egoístas e hipsters como em Girls. É um outro nível de qualidade, na minha opinião.

5 – Amy Poehler é produtora da série: pra quem não conhece a Amy, ela foi a Leslie Knope da série Parks&Recreation, além de ser uma atriz, diretora, produtora e humorista, ela é feminista e tem vários projetos de incentivo a talentos femininos.

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A série já tem 2 temporadas com 10 episódios cada e em janeiro de 2016 estreia a 3ª temporada. Já aguardo ansiosa por ela! ♥

Quem aí já assistiu a série? Me contem o que acharam! E quem ainda não viu, aproveita o fim de semana pra começar!

Postado por Helena Sá

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