atitude


20/12/16
Baixa auto estima ou preconceito?

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A gente passa a vida toda, desde crianças sendo socializado pra acreditar que somente um tipo de beleza existe, que esse padrão é a verdade absoluta, o bebê loirinho da propaganda de fraldas é o bebê bonito, a loira, alta e magra da capa da revista é a meta, é o ideal de beleza, mesmo que você seja morena e baixinha, ou negra, ou gorda, você é condicionada/o desde cedo a acreditar que a beleza tem uma forma e que você não cabe nela.

A medida que a gente vai crescendo cheio de inseguranças, medos, vergonha do próprio corpo e a autoestima lá no chão vão, nos moldando. Ou a gente se conforma se retrai, tenta se enquadrar o melhor possível ou a gente luta contra e percebe que não é bem assim. Quem escolhe a terceira opção se abre pra um novo mundo, começa a ver a beleza em si e nos outros sem precisar passar pelo filtro embelezador sem poros e afinador das redes sociais, da tv, das revistas…

Mas tem sim algumas pessoas que não superam, muitas vezes elas conseguem ver a beleza nos outros, mesmo que esses outros também não estejam dentro do padrão. Porém em si mesmas é sempre aquela velha e péssima autodepreciação.

No entanto amigas, essa pessoa aí de cima, ela tem salvação (me senti pastor de igreja), essa pessoa tá no caminho, pois ela já consegue enxergar a beleza atrás do muro da construção social, só falta agora construir dia a dia auto confiança, amor próprio, se conhecer melhor.

Esse aí é o caso de muita gente, mas há também outro tipo de pessoa massacrada pelos padrões, essa pessoa não consegue ver beleza em si e em qualquer outra pessoa que não atenda minimamente os padrões. O caminho para a construção da autoestima desse aí é muito mais complicado, pois ele além da falta de amor próprio e aceitação, ainda tem o preconceito pesando sobre os seus ombros. Esse aí mesmo que sem perceber e se baseando na tal “questão de gosto”, escolhe sempre gostar, admirar e apoiar o padrão.

A pessoa que está fora dos padrões e que ainda assim só consegue ver beleza no que a mídia e a sociedade mostram, essa pessoa coitada, está fadada a se achar o pior dos seres. E o mais triste é que tem muita gente nessa situação.

Tenho amigos e conhecidos que não se enquadram no padrão, até defendem abertamente ir contra ele, mas que não se aceitam, e na sua vida e seu trabalho sempre (mesmo que inconscientemente) só conseguem privilegiar e focar em pessoas e exemplos branquinhos, magrinhos…

Vejo muito isso no mundo da moda, lojas criadas por pessoas fora do padrão que nunca usaram um modelo gordo em suas publicidades, que nunca pegaram a foto de algum cliente gordo para estampar suas redes sociais.

Mas o que eu pretendo com esse post? Vocês que chegaram até aqui podem estar se perguntando e é simples: faça uma reflexão, pare e pense se você se encaixa no que descrevi acima.

Você está sempre deprimido porque não se acha bonito o suficiente? Você diz que vê beleza fora do padrão, mas só consegue gostar de pessoas no padrão? Você tem uma empresa ou marca e só contrata pessoas no padrão para trabalhar ou para representar sua marca? E mais, você só consegue ser fã de pessoas no padrão? E quando eu digo padrão é o de beleza, porque falar que é fã da Lady Gaga e do Marylin Manson e que isso é fora do padrão não conta, pois são pessoas brancas e magras, apenas estão vestidas de forma incomum.

Então, vamos rever nossos preconceitos? Vamos tentar olhar o mundo, a vida e as pessoas de forma diferente? Qual o sentindo da vida? O que estamos fazendo aqui? De onde viemos? Pra onde vamos? Ahahahahahaha

Brincadeira, é só deixar de ser babaca mesmo, ok? 😘

Postado por Helena Sá

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24/05/17
A cultura do interesse

Copiando quem não te serve a nenhum interesse, e prestigiando quem você acha que deve puxar o saco. E assim segue o bonde.

Outra que também tá nas mais pedidas do spotify: “Incrível o que você disse, mas vou esperar alguém mais influente falar”.

Eu gosto de chamar de Cultura do Interesse, que consiste em “colar” em quem tá em alta, em quem tem dinheiro, influência, fama… mas o grande erro de quem pratica isso, é acreditar que algumas pessoas não lhes servem, e outras tem mais valor. Ao invés de tratar todo mundo bem.

Isso sempre existiu, mas agora com as timelines das redes sociais, tá muito mais óbvio, jogado assim na nossa cara. As pessoas em sua maioria, passam o dia compartilhando, curtindo e comentando coisas que gente importante/influente/relevante posta, mesmo que seja banal,  mesmo que outras pessoas já tenham dito.

É aquela velha história, feminismo pela boca de mulher não tem muita graça, ainda mais mulher anônima. Gordofobia fica mais bonitinha denunciada por gente magra, racismo por gente branca. E mesmo quando a gente ouve quem realmente pode dizer, preferimos ignorar quem não tá em alta no rolê.

Como eu adoro uma contra corrente, adoro me aliar e enaltecer o trabalho que é novidade vindo da voz do novo e desconhecido. É só dar uma olhada em quem escolho pra me tatuar, pra me fotografar, desenhar ou escrever no blog. Alguns desses inclusive hoje em dia sobressaindo em sua área, mas quando vi primeiro, eram underdogs.

A cultura do interesse

E minha predileção pelos underdogs, outcasts, não é ato de bondade ou caridade. O frescor das novas ideias me atrai, é vantagem pra mim, e eu não consigo entender esse desespero por colar no  mainstream, fazer mais famoso quem já é.

Não digo que ignoro quem já escalou a montanha, a maioria tem motivos para estar lá, busco aprender observando. Mas eles não precisam mais de mim da mesma forma, e mais, eles não vão ser meus parceiros, mesmo que eu puxe o saco eternamente e um deles resolva me apadrinhar, não é pra eu crescer com eles, é pra me ter por perto e controlar minha subida.

Quando a gente dá valor pra quem começa junto com a gente, ou pra quem ainda é novo, esses são grandes possíveis parceiros pra crescer junto. Ninguém esquece quem primeiro te apoiou, se não for burro.

E por que tudo isso agora, Helena? Porque já tava passando da hora de falar pra muita gente acordar, entender que puxar saco de quem lhe interessa pode ser um caminho mais curto, mas não é o mais rico e criativo, não é inovador e além de antiético, é cafona.

Então, para de copiar quem tá na mesma batalha, para de ignorar o artista desconhecido e babar quem não tá nem aí pra você.

Crescer em comunidade ao invés de galgar uma escalada individual cheia de sapos engolidos e sacos puxados é muito mais legal. Nós estamos virando quase a segunda década do século 21, lacrar e tombar já não são as coisas mais importantes. Apoiar a sua gang, no nosso caso Girl gang, é o que vai nos fortalecer. 😉

A cultura do interesse

Postado por Helena Sá

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04/05/17
Incomodada ficava sua avó

Incomodada ficava sua avó

Pra quem não entendeu a referência do ➡️ título.

Um fenômeno que para alguns só acontece com uma mudança e paradigma: parar de usar/fazer/aceitar coisas que incomodam.

O incômodo pra muita gente é relativizado, é bobeira, melhor se incomodar um pouquinho do que mudar, mudar dá muito trabalho.

Mas acontece que incômodos são muitos, e somados, todos esses pequenos e irritantes acontecimentos, se transformam em uma vida sem jeito, sem lado. Quer ver como?

Um sutiã de aro, aquele arame cortando a pele o dia todo pra poder parecer que tem peito empinado, grande. Aquele salto, aquele bico fino no sapato pra ficar mais alta e elegante. A cinta massacrando o dia inteiro… eu posso passar o dia aqui listando coisas e situações em que a gente se coloca, porque mudar causa transtornos, é complicado, tem que se explicar pras pessoas.

E esse incômodo tolerável que a gente se coloca nele vai além de estética, você deixa passar o abuso de alguém pra evitar o desgaste do confronto, que pode ser único, mas você prefere passar várias vezes pela pequena chateação, do que bater de frente e ser o chato do rolê.

Daí que com os anos as coisas vão acumulando, é privação, incômodo e chateação uma em cima da outra, transborda alguma hora e pode gerar o dia de fúria, aquele em que você perde a razão, e sua reação é incompreendida. Ou então você guarda tanto que fica doente, vem a depressão e/ou ansiedade.

É muito tempo negando quem você é de verdade. Negando que você detesta sair pra balada, que você prefere passar o dia com seu cachorro à ir em uma calourada ou churrasco, uma vida inteira esticando a raiz do cabelo, fazendo a barba, dieta da moda, se depilando, não tendo tatuagem, não comendo o que gosta, usando roupa que detesta, mantendo amizades que você tolera por conveniência, rindo de piada sem graça pra manter o networking, fingindo que não ouviu a indireta pra não se indispor com parente… ufa, mais uma lista interminável.

E sempre pensando, quando eu tiver dinheiro não vou mais aturar isso, quando eu for independente, quando eu sair de casa, quando eu me mudar, quando eu trocar de emprego, quando eu emagrecer, quando eu for mais velho, quando eu casar… e a vida passa.

O que eu posso dizer sobre isso? CAI FORA! Tem diversas situações que a gente tolera porque faz parte de crescer, pra manter um trabalho, pra cuidar da saúde. Essas a gente muda com paciência, aos poucos. Mas tem várias outras coisas que a gente deixa passar por medo e preguiça da mudança.

Então o dever de casa de hoje é esse: questione, pois às vezes a gente nem sabe o que está nos incomodando, reflita, isso é bom pra mim? Faço por obrigação? Pra manter uma imagem? Pra agradar os outros?

Tá na hora de esquecer um pouco a conveniência, o cômodo que está pra lá de incômodo. E não é egoísmo isso não, faz parte de crescer e até mesmo de ser uma pessoa melhor pra quem nos cerca, por que ninguém é feliz com uma pequena pedrinha dentro do sapato.

Incomodada ficava a sua avó

Postado por Helena Sá

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02/05/17
Tatuagem de comida

Faz um tempão que não tem esse post com inspirações de tatuagem por aqui. E olha que eu tenho pastas e mais pastas de ideias para futuras tattoos, mas foi agora ao andar pelo Pinterest que notei uma tendência que também é vontade minha fazer: tatuagem de comida.

Parece estranho, mas não deveria ser, comida é o que nos mantém vivos, é nossa fonte de energia, é gostoso, é cultural, traz memórias afetivas… posso passar o dia listando motivos do porquê de comida ser uma boa ideia para tatuagens. Mas acho que o melhor é mostrar, pois encontrei umas bem legais, que inclusive eu faria fácil. 🖤

Tatuagem de comida

Tatuagem de comida

Frutas e legumes são coloridos, gostoso e lindos, quem adora comer e/ou cozinhar, com certeza vai adorar essas tatuagem. Se a gente ama desenhar flores por todo o corpo, por que não frutas? 🍎🍇🍉🥑

Tatuagem de comida

Comidinhas fofas que tem rostinho, uma coisa bem animação japonesa, curti.

Tatuagem de comida

Essas são super um dos estilos que a minha tatuadora preferida do 💜 Jessie Syon é especialista. 😍

Tatuagem de comida

Tatuagens de comida

Tatuagem de comida

Morri de amor por esse combo breakfast. 🍳🥓🍞☕️

Tatuagem de comida

Tattoo fotos

Trocadilhos fofos com donut e pizza. 🍩🍕

Tatuagem de comida

E comida também pode ser inspiradora, motivacional e divertida quando vem com uma frase engraçadinha junto.

Tatuagem de comida

Pra quem é chef, cozinheira ou apenas ama cozinhar…

Tatuagem de comida

Fechando com esse lámen que é lindo! 🍜

Tem ainda muitas outras lindas no tema, basta buscar no Pinterest, lá eu tenho uma pasta só com tatuagens pra me inspirar e para montar os posts, quem quiser me seguir lá é só clicar aqui. 😉

Eu adorei todas e já quero me inspirar em algumas para minhas próximas tatuagens. E vocês, curtiram? Fariam tattoos com o tema comida?

Postado por Helena Sá

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07/03/17
Pra pensar no dia 8 e praticar todos os dias

Dia da mulher

Sou péssima com datas, detesto a obrigação de fazer algo, celebrar ou mesmo lembrar de alguma coisa apenas por conta de uma data específica. Nunca dou parabéns quando o Facebook me avisa dos aniversários, apenas parabenizo os poucos amigos que tenho, independente de um aviso de rede social. Detesto a obrigação de ser feliz no natal, de ter esperanças no ano novo e de ter que dançar, beber e pegar todos no carnaval…

Falei tudo isso pra justificar a minha falta de empolgação total em completa com o dia 8 de março, Dia da Mulher. Sempre tento me programar para fazer algo incrível nessa data, mas nunca rola. As coisa que eu faço e luto, são diárias.

Minha força vem de mim e de outras mulheres, vem de coisas que quero que aconteçam, de outras que não quero que se repitam. A data em si, apesar de ter um significado real, não me vincula, minha determinação vem da coisas que quero mudar e que acontecem todos os dias.

Pra mim, vale muito mais que se pratique todos os dias, do que se faça um grande alarde uma vez por ano. E esse ano ao invés de fazer um texto falando o que está errado, pelo que devemos lutar, e tentando educar homens, falarei direto às mulheres, a todas nós, afinal, se queremos que o mundo melhore, temos que começar por nós mesmas.

E tem algumas coisinhas que resolvi listar, que acredito que se aplicarmos no nosso dia a dia, seremos melhores mulheres, melhores pessoas:

  • Empatia: sei que está batido, a gente sempre ouve o quanto é importante para entender e aceitar o outro, a empatia. Mas a gente pratica mesmo?
  • Problematizar sem atacar: sim, é possível não concordar com a opinião dos outros sem agredir, debochar, ridicularizar ou tentar humilhar o coleguinha.
  • Aceitar críticas: esse é continuação do tópico anterior, saber ouvir opiniões contrárias sem levar pro pessoal, sem entender tudo como um ataque, ajuda demais pro nosso crescimento.
  • O ego não vem primeiro: só porque você tem pessoas que te ouvem, que te admiram, você não é o dono eterno da razão e o centro do mundo. Outras pessoas também são incríveis, talentosas e especiais.
  • Teoria e prática: você faz o que você prega? Seu textão também se aplica a você e as suas atitudes? Vejo que muita gente adora dizer o que os outros devem ou não fazer, mas logo ali na frente estão fazendo o exato oposto do que defendem ferozmente em textões, lives no facebook, vídeos no YouTube…
  • Paciência: mesmo você fazendo tudo certo, sendo empática, compreensiva, inspiradora e seguindo tudo que eu falei acima. Mesmo assim nem todo mundo vai gostar de você, concordar com você ou te achar o máximo. E está tudo bem, e essas pessoas nem sempre são ruins por isso, elas tem um motivo pra pensar diferente.

Tenho visto uma guerra de egos dentro de militância, polarizações, quem é melhor, quem tem mais likes, quem manda mais indiretas. Gente surfando a onda errada, se escondendo atrás de falsos discursos de empoderamento, sendo condescendente e visando apenas ser a heroína, a salvadora, a dona da palavra. E isso é o exato oposto do que o feminismo prega.

E sim, eu já fiz tudo errado e oposto ao que coloquei nessa lista, não sou perfeita, aprendi às vezes errando, outras vendo o erro dos coleguinhas. A ideia é cada dia ser uma pessoa melhor, uma mulher melhor, tentar contribuir de alguma forma pra mudar o que está errado, tentar ser mais tolerante, e no fim o clichê vale: mais compreensão e amor, por favor!

Assim, quem sabe, juntas podemos um dia não precisar mais de uma data para nos lembrar quem somos e o que podemos.

Postado por Helena Sá

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20/02/17
A Síndrome do Instagram Harmônico

Instagram harmonico

“Se você tem uma conta no Instagram para o seu blog, marca ou até pessoal, ela tem que ser harmônica, procure um padrão de cores para suas fotos não descombinarem, poste apenas fotos bem tiradas, com cores adequadas a cartela de cores do seu perfil. Procure um tema pra suas fotos, evite fotos poluídas, com muita informação, bla, bla, bla…”

Notaram que eu tenho paciência zero pra qualquer tipo de coisa padronizada, não é mesmo?

Então essa neura/regra/imposição de um instagram atendendo a certas fórmulas, pra mim não dá certo. Eu tenho os meus gostos, vivências e estilo. Obviamente então meu isntagram reflete isso, mas ao mesmo tempo ele pra mim é livre e espontâneo, se eu for ficar escolhendo minuciosamente só fotos que combinem entre si, que se harmonizem e coisa e tal, putz, já não é mais vivência, não é realmente eu, vira uma loja de decoração que eu montei.

Instagram harmônico

Resposta de uma marca a uma proposta comercial que eu fiz.

Como faz pra postar aquela foto bem loka com as amigas? E se a foto tá num tema ou num tom que não combina com as demais? Deixo de postar um momento massa que eu queria tanto dividir, porque pode ser que não passe na vistoria de uma marca? E que porra de marca é essa que quer parceria apenas com robozimhos com fotos estilo tumblr? A estética mais uma vez superando a autenticidade e a vivência.

Acho lindos Instagrams com fotos todas bonitinhas e combinandinho, quando é de loja, marca, serviço adoro… de pessoas também, mas eu quero é ver realidade, a foto de impulso, colorida aqui, preto e branco ali.

É claro que vou tentar fazer a melhor foto possível (adoro fotografia), que quanto mais cuidado aos detalhes e composição melhor sai a foto. Quando faço foto de objetos, de um prato, sempre tento tirar a melhor possível. Mas sem deixar a comida esfriar, a hora da vida passar só pra fazer uma foto estilo instagram. BITCH, PLEASE!

Instagram harmonico

E outra coisa muito importante, escolher tema pra instagram já me assusta porque significa que a pessoa não tem gostos, afinidades, estilo e atitude que afloram e sobressaem nas fotos por si só, precisa compor e decorar retratos e vivências. Quando a gente tira foto de coisas e momentos, na nossa casa, ou lugares legais aonde vamos, sai espontaneamente uma foto legal, pode não ser na paleta de cores, não estar centrada, com a luz certa, mas meu, somos todos fotógrafos agora? E o pior, fotógrafos padronizados.

Além disso, segundo as regras e vistorias por aí, postar os quotes do garotas polui minha timeline, ou seja, fazer uma coisa legal, e sim, linda, é ruim para o meu perfil na rede social. Escrever muito numa legenda também, faz diminuir o alcance da postagem. Ou seja, meu projeto #timelineinclusiva também é errado. Escrever na legenda a mensagem da imagens, para que cegos possam através de aplicativos ler também, é ruim para a estética e consequentemente para o meu trabalho! E isso é muito triste.

Com tudo isso eu quero abolir os instagrams arrumadinhos? God, não!

Eu quero é que não sejam uma regra, que as pessoas entendam que não há uma fórmula exata para uso do instagram ou qualquer outra rede social. Que o que funciona pra alguém, não tem que necessariamente funcionar pra mim. Que meus amigos, ou seguidores, leitores, whatever, não são resultado da aplicação de um método ou cálculo. E que sim, a espontaneidade pode gerar um bom perfil. Seja ele, pessoal, de influência ou marca. 😉

Postado por Helena Sá

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08/02/17
Se Flopar tá tudo bem

se flopar ta tudo bem

Como uma pessoa que vive de likes, compartilhamento e engajamento pode ficar de boa com um post flopado? *

*Flopar no vocabulário da internet significa que ninguém viu ou se interessou pelo que você disse/postou/compartilhou.

Tenho visto que é quase uma necessidade física das pessoas, como beber água, que seus posts sejam aceitos, comentados, tenham muitos likes. É normal, fora da vida online as pessoas também sempre quiseram ser populares. A maioria delas, a maior parte do tempo.

Eu também já quis muito ser, todos nós em algum momento por motivos diversos já quisemos nossos 15 minutos de fama. E com as redes sociais, isso tomou uma proporção diferente, agora todo mundo quer que todas as suas fotos, opiniões e ideias causem! Alguns nem se importam se o retorno for negativo, desde que tenha uma grande comoção ao redor daquilo, não interessa se causou asco, revolta…

Então é muito comum ler a expressão: “Se flopar nem existiu”, nas postagens como forma de justificar e de desculpar pela possibilidade de ninguém se interessar pelo que você falou.

Já fui uma pessoa super preocupada com isso, não nas minhas postagens pessoais, mas por me dedicar e me importar muito com meu trabalho no blog, é claro que sempre quis que tivesse muitas visitas, likes, que o que eu faço alcance as pessoas. Por isso costumava conferir quantas visitas todos os dias, engajamento… Hoje em dia desencanei muito disso.

Mas como não se preocupar se seu blog vive disso? Bom, não é questão de cagar pra interação e engajamento, isso é importante pra um influenciador e não serei hipócrita de dizer que não ligo pra isso.

É que a forma de ver o retorno do meu trabalho mudou. Pra mim 1 (UM) comentário legal sobre o meu trabalho é mais importante do que 100 likes. Uma pessoa me dizendo que de alguma forma ajudei ela a crescer e mudar mesmo que pouca coisa, é mais importante do que views e shares.

É um processo de desvincular um pouco do seu EGO do que você faz, não levar pro pessoal ou achar que é rejeição se ninguém der um like. E isso serve pra você que não tem blog canal e é apenas um usuário comum de redes sociais também:

SE FLOPAR TÁ TUDO BEM! Ok? 😉

Não é falta de amor por você, você não é menos legal ou importante por isso.

Postado por Helena Sá

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