séries e filmes


29/11/14
[Filmes] Boyhood – Da Infância à Juventude

Não sei se Boyhood é um filme ótimo ou só okay. Mas, sem dúvida, é um filme que toda pessoa que tem um olhar mais sensível sobre a vida deve ver.

O filme dirigido por Richard Linklater, mesmo diretor dos clássicos Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-sol e Antes da Meia Noite, nos toca não por ser uma grande produção (em termos de efeitos) mas sim pela simplicidade e principalmente por falar de algo que comove: a passagem do tempo e a vida. Sim, só a vida.

Talvez Linklater tenha um fetiche por falar da passagem do tempo, afinal, a sua trilogia mais famosa conta a história de mesmos personagens ao longo de 30 anos e o melhor: com os mesmos atores.  E é isso que é mágico em Boyhood, o uso do mesmo elenco ao longo de 12 anos. O diretor passou 12 anos rodando o filme em segredo com os mesmos atores.

boyhoodO roteiro não tem nada demais (espero que não me batam por dizer isso). Conta a história de Mason, um garoto criado por uma mãe solteira e sua vida da infância à juventude. Fim. Mas se é só isso, por que é tão interessante? Porque retrata a passagem do tempo verdadeira. Cada mudança na vida dos personagens fica mais e mais real enquanto as mudanças físicas e verdadeiras dos atores ajudam a tornar isso mais concreto.

O interessante é que o protagonista Mason não tem nada demais. Apesar de infância difícil, com um pai ausente e um padrasto alcoólatra, o garoto permanece passivo, com poucas falas e traços de personalidade até a metade do filme. Somente quando ele vai tomando corpo é que sua personalidade começa a aflorar, para nosso alívio.

Boyhood

Mesmo tendo o tempo como protagonista principal, Boyhood não é apelativo e saudoso, daqueles tipos de filme que usam a nostalgia como truque. O filme só faz chorar mesmo (se fizer chorar) nos últimos segundos. A “mensagem” não é a saudade, o olhar para trás, mas sim o agora. Os momentos da vida que passam e que, sem perceber, já estão no passado.

Poderia ter vinte minutos a menos? Poderia. Mas não deixa de ser uma experiência adorável.

Postado por Carina Silva
29/11/15
Afinal, quem é Jessica Jones?

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Tá todo mundo falando dela. Feminista, luta, tem superpoderes mas não é uma super heroína, é sarcástica e alcoólatra. Afinal de contas quem é essa Jessica Jones?

Jessica é uma personagem da Marvel que teve um acidente de carro e acabou desenvolvendo seus poderes de super força e pular muito alto (ou voar um pouco?). Sua curta jornada de super-heroína acaba quando ela encontra Killgrave, um britânico cujo poder é fazer as pessoas fazerem tudo o que ele diz. Depois de passar por um relacionamento forçado e fazer coisas muito ruins ordenadas por Killgrave, Jessica consegue se livrar dele e passa a ganhar a vida como uma investigadora particular ainda com traumas psicológicos causados pelo vilão. Só que tem um pequeno problema: ela não se livrou dele completamente.

Hã, tá mais e daí? O que isso tem de mais?

jessica-jones-serie-original-netflix-marvel_510095 Bom, parte da interpretação de cada um, mas é muito fácil ver Killgrave como aquele cara que prende as mulheres. Em diversas cenas, Jessica deixa bem claro que foi estuprada não só fisicamente mas mentalmente por Killgrave, mesmo ela “querendo” (não queria, afinal, ele controlava sua mente).

Além disso, a personagem não é a típica “mulher maravilha”. Jessica é obscura, mal humorada, alcoólatra e adora um sexo casual. Além disso, para quem não sabe de nada, dá até pra se esquecer que é uma série de heróis. Afinal, não temos capas, raios e nem olhos de laser.

 

A série

Netflix se superou na produção. A fotografia é linda e a direção também. Sem falar na escolha da atriz. Ninguém poderia interpretar alguém tão obscura como Krysten Ritter.

Mas tem que falar mal 

Seguinte, apesar da trama ser boa e a maioria dos 13 capítulos te deixar tensa, o roteiro tem coisas desnecessárias e forçadas. Bem forçadas. Como por exemplo, o grande foco que a advogada Jeri Hogarth e seus problemas amorosos com a esposa e amante recebem. Jeri é forte? É? É legal ter homossexuais na série? É. Mas a personagem é entediante e seu arco não faz a mínima diferença para a trajetória da heroína. Pelo menos não nessa 1ª temporada.

Já sobre a atuação da Krysten, dá pra dizer que é muito boa nos momentos introspectivos e psicóticos de Jessica Jones, mas falha na hora da raiva e descontrole,  ficando algumas vezes forçada. Assim como em algumas cenas de luta que não convencem. Krysten superou as expectativas (já que só vi filmes de comédia e leves com ela, tirando Breaking Bad), mas ainda tem muito a melhorar.

Veredicto final:

Jessica Jones é uma série onde os homens são coadjuvantes, as mulheres lutam e colocam a mão na massa e isso é lindo de se ver. Alguns capítulos foram maçantes, mas a série no geral, mesmo não virando a série da vida de todo mundo, é boa e vale bastante a pena assistir.

 

E vocês? Concordam, discordam? O que acharam de Jessica Jones?

Postado por Carina Silva
07/08/15
Séries dos anos 90 lado B

Existem duas séries dos anos 90 que todo mundo precisa conhecer, e, como são um pouco lado B e foram canceladas muito cedo, muita gente não conhece. O que é um pecado! Por isso, resolvi falar das minhas 2 preferidas – e quem sabe, mais para frente, falo das outras.

Freaks and Geeks:

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Exibida no finalzinho de 1999, a série se passava nos anos 80 (ponto!) e tinha como trama a vida dos nerds e esquisitos de uma escola do ensino médio. No elenco dos freaks temos atores bem conhecidos no auge da juventude e início de carreira: James Franco (que está a cara do Jeff Buckley <3), Jason Jordan (Marshall do How I Met Your Mother), Linda Cardellini (E.R e Scooby Doo), Seth Rogers (todos os filmes de comédia do mundo) e Busy Philipps (As Branquelas e Cougar Town).

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A história começa quando a avó de Lisa morre e ela passa a mudar os antigos hábitos. A certinha e “normal” descobre o grupo dos esquisitos e resolve andar com eles, porque afinal, era muito mais divertido ouvir rock n’ roll e fumar maconha. Lisa passa a ver as coisas com um olhar um pouco mais pessimista e abandona de vez sua vida de “nerd”.

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Já o núcleo dos geeks tem como protagonista o irmão mais novo de Lisa e seus dois amigos também “perdedores”. O trio que está no primeiro ano do colegial tenta desesperadamente se adaptar, conhecer garotas e fugir dos bullies. Claro que Lisa também sofre para se adaptar ao grupo dos malvadinhos, afinal, ela não tem malícia.

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Por que é legal?
Além da trilha sonora ser demais, ver como Lisa passa da garotinha feliz para uma típica adolescente (revoltada, rebelde e melancólica) é bem legal. E, para equilibrar, os nerds fazem a gente dar boas risadas. A série, infelizmente, não vingou nos EUA. E, por isso, só tem 1 temporada de 18 episódios. Mas vale super a pena!

My so Called Life

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Triste saber que uma série foi cancelada por ser “profunda” demais. Mas é o caso de My so Called Life, série total grunge, de 1995 estrelada por Claire Danes (Angela) e Jared Leto (Jordan Catalano). Difícil fazer a série parecer tão boa como ela é só falando, mas posso dizer que retrata muito bem a adolescência sem ser de uma maneira idiota. Enquanto muitos seriados faziam adolescentes parecerem bobões melosos, a série conseguiu resgatar o “drama” que pensávamos nos nossos próprios anos dourados de uma maneira poética e, vez ou outra, triste.

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A história começa quando a protagonista Angela também resolve deixar de andar com sua amiga certinha, pinta o cabelo de vermelho e faz amizade com uma garota doidinha e o mais um garoto divertido, vide único gay da escola. Angela é inteligente e sempre desdobra situações que resultam em pensamentos sagazes.
Claro que nenhuma protagonista adolescente dramática seria uma protagonista adolescente dramática sem um amor não correspondido, é aí que entra o lindo  do Jared Leto.

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Ao contrário de Freaks and Geeks, essa série não tem muito humor. Alguns episódios são meio densos, então não assista quando estiver tendenciosa à lágrimas ou sentir uma saudade enorme da adolescência.

E como tudo o que é bom dura pouco, a série só tem 19 episódios. Snif…

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Postado por Carina Silva

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25/04/15
BROAD CITY: 5 motivos para assistir

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Sabe a melhor série de comédia dos últimos tempos? Então, é Broad City e eu vou contar porque nesse singelo post/declaração de amor.

A série tem como cenário, ou quase um personagem, a cidade de Nova Iorque. Isso não é novidade, várias séries e filmes tem, mas a forma de mostrar e interagir com a cidade é muito diferente, é mais real, é com uma crítica leve, mostrando lugares incríveis que vão além dos locais e coisas clichê.

A história gira em torno das amigas Abbi e Ilana, que são os nomes das atrizes e criadoras da série Abbi Jacobson e Ilana Glazer. E de cara você imagina, mas o que tem de tão incrível nessa série? Amigas de 20 e poucos anos vivendo em NY é o mais lugar comum das séries. Mas já na primeira cena do primeiro episódio você já saca que Broad City é genial.

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A série é muito, mas muito engraçada, as duas personagens e seus amigos são aqueles tipos de personagens que a gente tem vontade de ter como amigos. Mas o destaque vai para Ilana, a mina é uma vida loka, mas é ao mesmo tempo a melhor amiga que Abbi ou qualquer uma de nós amaria ter. Ela é inteligente, engraçada e muito livre de qualquer pudor, culpa ou preconceito. E a Abbi que também é um personagem incrível, só consegue ser ela mesma quando está com a Ilana.

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“Finalmente entendi minhas sobrancelhas. Elas são irmãs, não gêmeas.”

As histórias vão acontecendo enquanto a vida rola de um jeito bem natural, a amizade das duas está acima de caras ou qualquer rivalidade, mostra que mulheres podem sim ser amigas, mostra que a gente tem muito mais assuntos do que só homens ou “futilidades”.

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Mas explicando melhor: Broad City é a melhor série jovem da atualidade, e isso por vários motivos que eu vou tentar transmitir pra vocês.

1 – Humor que subverte expectativas: sabe aquele papinho de que o mundo tá ficando chato, que feministas são mal humoradas? Então, tudo besteira, pois Broad City é uma série que ri não da vítima, mas do algoz. E é de uma maneira tão leve, tão zuera, que a gente nem percebe e quando vê já ó, tá babando nas tiradas, na inteligência das sacadas das protagonistas Abby e Ilana.

2 – Duas protagonistas mulheres: sabe aquele outro papinho de que mulher não é engraçada? Outra balela que nos contaram, mas isso a gente já sabe há muito tempo. O que Broad City prova, é que o humor feminino não tem limites, não tem pudores, e é fodasticamente GENIAL!

3 – Realidade nua e crua: sabiam que mulher peida, arrota e fala palavrão? Pois é, se dependesse da maioria dos filmes e séries a gente nunca ia ficar sabendo, não é? Mas nessa série maravilhosa as coisas saem naturalmente, todo mundo e principalmente as protagonistas estão sempre muito reais, ninguém acorda com ondas perfeitas nos cabelo e muito bem maquiada, ninguém é sexy o tempo todo, feminina, delicada… pois DUDE,  na vida real também não é assim, e ver uma série que nos liberta de estereótipos bobos, é orgásmico! #WIN

4 – Não é uma nova Girls: tem quem compare as duas séries, mas não acho que tenha muito mais a ver do que se passarem em NY e a faixa etária dos personagens. Pois Broad City é muito mais leve, menos drama, os personagens não são tão complicados, egoístas e hipsters como em Girls. É um outro nível de qualidade, na minha opinião.

5 – Amy Poehler é produtora da série: pra quem não conhece a Amy, ela foi a Leslie Knope da série Parks&Recreation, além de ser uma atriz, diretora, produtora e humorista, ela é feminista e tem vários projetos de incentivo a talentos femininos.

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A série já tem 2 temporadas com 10 episódios cada e em janeiro de 2016 estreia a 3ª temporada. Já aguardo ansiosa por ela! ♥

Quem aí já assistiu a série? Me contem o que acharam! E quem ainda não viu, aproveita o fim de semana pra começar!

Postado por Helena Sá

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20/02/15
[Filme] Grandes Olhos

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O mais novo filme do queridíssimo Tim Burton vai lá para os anos 50 contar a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams). Uma jovem artista mãe solteira que sonha em ganhar a vida vendendo sua arte: quadros  de crianças com olhos grandes e expressivos.

Mesmo sendo fonte de um grande talento, Margaret é tímida, sem o mínimo jeito para vender o seu trabalho e tem medo de não aceitarem o fato de ser uma mulher artista. É então que ela se  casa com o pintor Walter Keane (Christoph Waltz) e ele, desenvolto, carismático e excelente vendedor, começa a ficar famoso pelos quadros da sua esposa.

O sucesso das imagens de crianças de olhos grandes começa a ser tanto, que a arte de Walter Keane (na verdade da Margaret), passa a ser uma espécie de Romero Britto da época (só que melhor, claro). Tendo seus quadros estampados em posters e em uma diversidade de produtos, Margaret começa a se incomodar com o sucesso do seu marido em nome do trabalho dela. Enquanto fica trancada em um quartinho pintando quadro após quadro para preencher a demanda, ela começa a procurar sua própria identidade e decide mudar seu estilo para poder, enfim, assinar sua própria arte.

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Mesmo os quadros sendo a cara de personagens do Tim Burton (teria sido esse o motivo que ele resolveu fazer o filme?), o filme colorido e fofo não tem muito daquele tom sombrio que a gente está acostumado a ver. É só pela fotografia caricata e um pouco exagerada  que a dá para encontrar o dedo do Tim ali. O que é bom. Mostra que o diretor sabe produzir coisas diferentes.

Com um enredo bem leve de início, a história começa a ficar pesada quando Margaret se torna escrava do seu marido e, sufocada pelo segredo, decide falar para o mundo: Walter nunca pintou nenhum daqueles quadros.

Amy Adams faz de Margaret uma pessoa frágil e carismática enquanto Christoph Waltz, deixa Walter um daqueles vilões impossíveis de odiar. Filme gostosinho!

Postado por Carina Silva

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29/11/14
[Filmes] Boyhood – Da Infância à Juventude

Não sei se Boyhood é um filme ótimo ou só okay. Mas, sem dúvida, é um filme que toda pessoa que tem um olhar mais sensível sobre a vida deve ver.

O filme dirigido por Richard Linklater, mesmo diretor dos clássicos Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-sol e Antes da Meia Noite, nos toca não por ser uma grande produção (em termos de efeitos) mas sim pela simplicidade e principalmente por falar de algo que comove: a passagem do tempo e a vida. Sim, só a vida.

Talvez Linklater tenha um fetiche por falar da passagem do tempo, afinal, a sua trilogia mais famosa conta a história de mesmos personagens ao longo de 30 anos e o melhor: com os mesmos atores.  E é isso que é mágico em Boyhood, o uso do mesmo elenco ao longo de 12 anos. O diretor passou 12 anos rodando o filme em segredo com os mesmos atores.

boyhoodO roteiro não tem nada demais (espero que não me batam por dizer isso). Conta a história de Mason, um garoto criado por uma mãe solteira e sua vida da infância à juventude. Fim. Mas se é só isso, por que é tão interessante? Porque retrata a passagem do tempo verdadeira. Cada mudança na vida dos personagens fica mais e mais real enquanto as mudanças físicas e verdadeiras dos atores ajudam a tornar isso mais concreto.

O interessante é que o protagonista Mason não tem nada demais. Apesar de infância difícil, com um pai ausente e um padrasto alcoólatra, o garoto permanece passivo, com poucas falas e traços de personalidade até a metade do filme. Somente quando ele vai tomando corpo é que sua personalidade começa a aflorar, para nosso alívio.

Boyhood

Mesmo tendo o tempo como protagonista principal, Boyhood não é apelativo e saudoso, daqueles tipos de filme que usam a nostalgia como truque. O filme só faz chorar mesmo (se fizer chorar) nos últimos segundos. A “mensagem” não é a saudade, o olhar para trás, mas sim o agora. Os momentos da vida que passam e que, sem perceber, já estão no passado.

Poderia ter vinte minutos a menos? Poderia. Mas não deixa de ser uma experiência adorável.

Postado por Carina Silva

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17/10/14
[Séries] Polseres Vermelles

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Já mostrei e contei aqui como eu amo séries, e também como adoro descobrir e assistir também séries que não são mega produções americanas. Dessa vez venho apresentar Polseres Vermelles, uma série catalã!

A série é tão boa e faz tanto sucesso na Espanha, que já rendeu um remake em espanhol e recentemente foi lançada nos EUA como Red Band Society, com produção de Steven Spielberg. Mas porque então estou falando da versão catalã que pouca gente conhece ao invés de indicar a versão americana, muito mais fácil de baixar e em inglês? São os seguintes motivos:

  1. Comecei a ver Polseres Vermelles antes de lançarem o remake americano;
  2. A versão americana mudou muita coisa e adicionou personagens;
  3. A original é muito mais realista, na versão dos EUA um dos personagens tem o quarto de hospital que mais parece um estúdio chique (oi?!);
  4. Em meio a tanta produção a versão perde um pouco da beleza e da mensagem da original;
  5. A original Catalã é muito melhor!

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Mas vamos falar da série! Polseres Vermelles gira em torno de 6 jovens que estão internados no Hospital Miramar. Cada um tem sua história forte para contar, tão jovens já passaram por muita coisa.

A união do grupo de Pulseiras Vermelhas começa com a amizade dos colegas de quarto Jordi, recém chegado ao hospital e Lleó rapaz com câncer que já passou por tudo que Jordi ainda vai passar. Lleó é aquele rapaz de personalidade forte, cativante e muito popular no hospital, tanto entre os médicos e enfermeiros, quanto entre os outros pacientes. Nos corredores do hospital, os amigos acabam reunindo mais membros para o grupo, que tinha que conter 1 líder, o segundo líder (para quando o líder faltasse), o bonito, a garota, o inteligente e o imprescindível. Na ordem eram Lleó (com câncer), Jordi (também com câncer), Ignasi (com problema cardíaco), Cris (distúrbios alimentares), Toni (acidente de moto) e Roc (em coma).

Para falar de Polseres Vermelles é quase que imprescindível contar a história de Albert Espinosa, o criador e roteirista desse drama. Por quê? A série é livremente inspirada em seu livro, O Mundo Amarelo (publicado no Brasil pela editora Verus), que por sua vez traz experiências de vida do autor, além de contar um pouco sobre o que é o Mundo Amarelo (só lendo pra descobrir).

Quando tinha 13 anos, Albert foi diagnosticado com câncer. Daí então teve que amputar uma perna, perdeu o pulmão esquerdo e parte do fígado. Depois de 10 anos saindo e entrando em hospitais, quando disseram que já estava curado, Albert descobriu que havia aprendido uma lição com a doença: O triste não é morrer, mas sim não viver intensamente. E é basicamente esta ideia que resume a proposta de Polseres Vermelles. Aos seus personagens, Albert Espinosa transfere toda experiência e aprendizagem vivida enquanto enfrentava o câncer.

(trecho retirado da resenha de Yago Modesto no site Box de Séries)

Assistam ao trailer, mas cuidado, pois daí não tem volta, vocês não se apaixonar! <3

A série tem nas histórias, na união do grupo e nas mensagens que passa o seu maior apelo, não temos nela o apelo para o luxo, para rostos perfeitamente bonitos, e plastificados que as produções americanas nos fazem acostumar a ver. O elenco é realmente jovem, você não vê um ator de 25 anos fazendo papel de um adolescente, isso traz frescor e mais veracidade a série. A interpretação perde um pouco com isso, pois nota-se que os atores jovens são todos mais crus do que a gente vê nas crianças da Disney ou Nickelodeon que já nascem fazendo cursos de interpretação.

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Não tem beleza plastificada, mas não significa que não tenha bonitezas. Adoro quando os atores são lindos imperfeitamente, não tem os dentes certinhos, a maquiagem é mais realista, é uma beleza mais real, como a do maravilhoso Àlex Monner que faz o Lleó da história.

Outra coisa diferente de Polseres Vermelles é que o corpo médico é mero coadjuvante, os personagens principais são os pacientes, principalmente o grupo dos Pulseiras.

A série já conta com 2 temporadas e terá sua 3ª em 2015, eu estou assistindo a primeira, pois até agora são só os episódios dela que estão saindo com legenda por aqui. Mas isso não impede que eu já esteja encantada e apaixonada pela história e seus personagens. Ao assistir um episódio você ri e chora a cada mudança de cena, a história é uma lição, mas ao mesmo tempo não quer ser uma lição, pois traz temas pesados de uma forma leve, delicada, linda!

A minha prescrição é de pelo menos um episódio por semana, para fazer a gente querer viver a vida mais intensamente! <3

Alguém já assistiu? Quem seguir minha dica conta aqui o que achou! 😉

Postado por Helena Sá

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