séries e filmes


17/10/14
[Séries] Polseres Vermelles

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Já mostrei e contei aqui como eu amo séries, e também como adoro descobrir e assistir também séries que não são mega produções americanas. Dessa vez venho apresentar Polseres Vermelles, uma série catalã!

A série é tão boa e faz tanto sucesso na Espanha, que já rendeu um remake em espanhol e recentemente foi lançada nos EUA como Red Band Society, com produção de Steven Spielberg. Mas porque então estou falando da versão catalã que pouca gente conhece ao invés de indicar a versão americana, muito mais fácil de baixar e em inglês? São os seguintes motivos:

  1. Comecei a ver Polseres Vermelles antes de lançarem o remake americano;
  2. A versão americana mudou muita coisa e adicionou personagens;
  3. A original é muito mais realista, na versão dos EUA um dos personagens tem o quarto de hospital que mais parece um estúdio chique (oi?!);
  4. Em meio a tanta produção a versão perde um pouco da beleza e da mensagem da original;
  5. A original Catalã é muito melhor!

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Mas vamos falar da série! Polseres Vermelles gira em torno de 6 jovens que estão internados no Hospital Miramar. Cada um tem sua história forte para contar, tão jovens já passaram por muita coisa.

A união do grupo de Pulseiras Vermelhas começa com a amizade dos colegas de quarto Jordi, recém chegado ao hospital e Lleó rapaz com câncer que já passou por tudo que Jordi ainda vai passar. Lleó é aquele rapaz de personalidade forte, cativante e muito popular no hospital, tanto entre os médicos e enfermeiros, quanto entre os outros pacientes. Nos corredores do hospital, os amigos acabam reunindo mais membros para o grupo, que tinha que conter 1 líder, o segundo líder (para quando o líder faltasse), o bonito, a garota, o inteligente e o imprescindível. Na ordem eram Lleó (com câncer), Jordi (também com câncer), Ignasi (com problema cardíaco), Cris (distúrbios alimentares), Toni (acidente de moto) e Roc (em coma).

Para falar de Polseres Vermelles é quase que imprescindível contar a história de Albert Espinosa, o criador e roteirista desse drama. Por quê? A série é livremente inspirada em seu livro, O Mundo Amarelo (publicado no Brasil pela editora Verus), que por sua vez traz experiências de vida do autor, além de contar um pouco sobre o que é o Mundo Amarelo (só lendo pra descobrir).

Quando tinha 13 anos, Albert foi diagnosticado com câncer. Daí então teve que amputar uma perna, perdeu o pulmão esquerdo e parte do fígado. Depois de 10 anos saindo e entrando em hospitais, quando disseram que já estava curado, Albert descobriu que havia aprendido uma lição com a doença: O triste não é morrer, mas sim não viver intensamente. E é basicamente esta ideia que resume a proposta de Polseres Vermelles. Aos seus personagens, Albert Espinosa transfere toda experiência e aprendizagem vivida enquanto enfrentava o câncer.

(trecho retirado da resenha de Yago Modesto no site Box de Séries)

Assistam ao trailer, mas cuidado, pois daí não tem volta, vocês não se apaixonar! <3

A série tem nas histórias, na união do grupo e nas mensagens que passa o seu maior apelo, não temos nela o apelo para o luxo, para rostos perfeitamente bonitos, e plastificados que as produções americanas nos fazem acostumar a ver. O elenco é realmente jovem, você não vê um ator de 25 anos fazendo papel de um adolescente, isso traz frescor e mais veracidade a série. A interpretação perde um pouco com isso, pois nota-se que os atores jovens são todos mais crus do que a gente vê nas crianças da Disney ou Nickelodeon que já nascem fazendo cursos de interpretação.

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Não tem beleza plastificada, mas não significa que não tenha bonitezas. Adoro quando os atores são lindos imperfeitamente, não tem os dentes certinhos, a maquiagem é mais realista, é uma beleza mais real, como a do maravilhoso Àlex Monner que faz o Lleó da história.

Outra coisa diferente de Polseres Vermelles é que o corpo médico é mero coadjuvante, os personagens principais são os pacientes, principalmente o grupo dos Pulseiras.

A série já conta com 2 temporadas e terá sua 3ª em 2015, eu estou assistindo a primeira, pois até agora são só os episódios dela que estão saindo com legenda por aqui. Mas isso não impede que eu já esteja encantada e apaixonada pela história e seus personagens. Ao assistir um episódio você ri e chora a cada mudança de cena, a história é uma lição, mas ao mesmo tempo não quer ser uma lição, pois traz temas pesados de uma forma leve, delicada, linda!

A minha prescrição é de pelo menos um episódio por semana, para fazer a gente querer viver a vida mais intensamente! <3

Alguém já assistiu? Quem seguir minha dica conta aqui o que achou! 😉

Postado por Carina Silva

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07/08/15
Séries dos anos 90 lado B

Existem duas séries dos anos 90 que todo mundo precisa conhecer, e, como são um pouco lado B e foram canceladas muito cedo, muita gente não conhece. O que é um pecado! Por isso, resolvi falar das minhas 2 preferidas – e quem sabe, mais para frente, falo das outras.

Freaks and Geeks:

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Exibida no finalzinho de 1999, a série se passava nos anos 80 (ponto!) e tinha como trama a vida dos nerds e esquisitos de uma escola do ensino médio. No elenco dos freaks temos atores bem conhecidos no auge da juventude e início de carreira: James Franco (que está a cara do Jeff Buckley <3), Jason Jordan (Marshall do How I Met Your Mother), Linda Cardellini (E.R e Scooby Doo), Seth Rogers (todos os filmes de comédia do mundo) e Busy Philipps (As Branquelas e Cougar Town).

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A história começa quando a avó de Lisa morre e ela passa a mudar os antigos hábitos. A certinha e “normal” descobre o grupo dos esquisitos e resolve andar com eles, porque afinal, era muito mais divertido ouvir rock n’ roll e fumar maconha. Lisa passa a ver as coisas com um olhar um pouco mais pessimista e abandona de vez sua vida de “nerd”.

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Já o núcleo dos geeks tem como protagonista o irmão mais novo de Lisa e seus dois amigos também “perdedores”. O trio que está no primeiro ano do colegial tenta desesperadamente se adaptar, conhecer garotas e fugir dos bullies. Claro que Lisa também sofre para se adaptar ao grupo dos malvadinhos, afinal, ela não tem malícia.

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Por que é legal?
Além da trilha sonora ser demais, ver como Lisa passa da garotinha feliz para uma típica adolescente (revoltada, rebelde e melancólica) é bem legal. E, para equilibrar, os nerds fazem a gente dar boas risadas. A série, infelizmente, não vingou nos EUA. E, por isso, só tem 1 temporada de 18 episódios. Mas vale super a pena!

My so Called Life

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Triste saber que uma série foi cancelada por ser “profunda” demais. Mas é o caso de My so Called Life, série total grunge, de 1995 estrelada por Claire Danes (Angela) e Jared Leto (Jordan Catalano). Difícil fazer a série parecer tão boa como ela é só falando, mas posso dizer que retrata muito bem a adolescência sem ser de uma maneira idiota. Enquanto muitos seriados faziam adolescentes parecerem bobões melosos, a série conseguiu resgatar o “drama” que pensávamos nos nossos próprios anos dourados de uma maneira poética e, vez ou outra, triste.

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A história começa quando a protagonista Angela também resolve deixar de andar com sua amiga certinha, pinta o cabelo de vermelho e faz amizade com uma garota doidinha e o mais um garoto divertido, vide único gay da escola. Angela é inteligente e sempre desdobra situações que resultam em pensamentos sagazes.
Claro que nenhuma protagonista adolescente dramática seria uma protagonista adolescente dramática sem um amor não correspondido, é aí que entra o lindo  do Jared Leto.

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Ao contrário de Freaks and Geeks, essa série não tem muito humor. Alguns episódios são meio densos, então não assista quando estiver tendenciosa à lágrimas ou sentir uma saudade enorme da adolescência.

E como tudo o que é bom dura pouco, a série só tem 19 episódios. Snif…

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Postado por Carina Silva

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25/04/15
BROAD CITY: 5 motivos para assistir

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Sabe a melhor série de comédia dos últimos tempos? Então, é Broad City e eu vou contar porque nesse singelo post/declaração de amor.

A série tem como cenário, ou quase um personagem, a cidade de Nova Iorque. Isso não é novidade, várias séries e filmes tem, mas a forma de mostrar e interagir com a cidade é muito diferente, é mais real, é com uma crítica leve, mostrando lugares incríveis que vão além dos locais e coisas clichê.

A história gira em torno das amigas Abbi e Ilana, que são os nomes das atrizes e criadoras da série Abbi Jacobson e Ilana Glazer. E de cara você imagina, mas o que tem de tão incrível nessa série? Amigas de 20 e poucos anos vivendo em NY é o mais lugar comum das séries. Mas já na primeira cena do primeiro episódio você já saca que Broad City é genial.

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A série é muito, mas muito engraçada, as duas personagens e seus amigos são aqueles tipos de personagens que a gente tem vontade de ter como amigos. Mas o destaque vai para Ilana, a mina é uma vida loka, mas é ao mesmo tempo a melhor amiga que Abbi ou qualquer uma de nós amaria ter. Ela é inteligente, engraçada e muito livre de qualquer pudor, culpa ou preconceito. E a Abbi que também é um personagem incrível, só consegue ser ela mesma quando está com a Ilana.

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“Finalmente entendi minhas sobrancelhas. Elas são irmãs, não gêmeas.”

As histórias vão acontecendo enquanto a vida rola de um jeito bem natural, a amizade das duas está acima de caras ou qualquer rivalidade, mostra que mulheres podem sim ser amigas, mostra que a gente tem muito mais assuntos do que só homens ou “futilidades”.

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Mas explicando melhor: Broad City é a melhor série jovem da atualidade, e isso por vários motivos que eu vou tentar transmitir pra vocês.

1 – Humor que subverte expectativas: sabe aquele papinho de que o mundo tá ficando chato, que feministas são mal humoradas? Então, tudo besteira, pois Broad City é uma série que ri não da vítima, mas do algoz. E é de uma maneira tão leve, tão zuera, que a gente nem percebe e quando vê já ó, tá babando nas tiradas, na inteligência das sacadas das protagonistas Abby e Ilana.

2 – Duas protagonistas mulheres: sabe aquele outro papinho de que mulher não é engraçada? Outra balela que nos contaram, mas isso a gente já sabe há muito tempo. O que Broad City prova, é que o humor feminino não tem limites, não tem pudores, e é fodasticamente GENIAL!

3 – Realidade nua e crua: sabiam que mulher peida, arrota e fala palavrão? Pois é, se dependesse da maioria dos filmes e séries a gente nunca ia ficar sabendo, não é? Mas nessa série maravilhosa as coisas saem naturalmente, todo mundo e principalmente as protagonistas estão sempre muito reais, ninguém acorda com ondas perfeitas nos cabelo e muito bem maquiada, ninguém é sexy o tempo todo, feminina, delicada… pois DUDE,  na vida real também não é assim, e ver uma série que nos liberta de estereótipos bobos, é orgásmico! #WIN

4 – Não é uma nova Girls: tem quem compare as duas séries, mas não acho que tenha muito mais a ver do que se passarem em NY e a faixa etária dos personagens. Pois Broad City é muito mais leve, menos drama, os personagens não são tão complicados, egoístas e hipsters como em Girls. É um outro nível de qualidade, na minha opinião.

5 – Amy Poehler é produtora da série: pra quem não conhece a Amy, ela foi a Leslie Knope da série Parks&Recreation, além de ser uma atriz, diretora, produtora e humorista, ela é feminista e tem vários projetos de incentivo a talentos femininos.

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A série já tem 2 temporadas com 10 episódios cada e em janeiro de 2016 estreia a 3ª temporada. Já aguardo ansiosa por ela! ♥

Quem aí já assistiu a série? Me contem o que acharam! E quem ainda não viu, aproveita o fim de semana pra começar!

Postado por Helena Sá

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20/02/15
[Filme] Grandes Olhos

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O mais novo filme do queridíssimo Tim Burton vai lá para os anos 50 contar a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams). Uma jovem artista mãe solteira que sonha em ganhar a vida vendendo sua arte: quadros  de crianças com olhos grandes e expressivos.

Mesmo sendo fonte de um grande talento, Margaret é tímida, sem o mínimo jeito para vender o seu trabalho e tem medo de não aceitarem o fato de ser uma mulher artista. É então que ela se  casa com o pintor Walter Keane (Christoph Waltz) e ele, desenvolto, carismático e excelente vendedor, começa a ficar famoso pelos quadros da sua esposa.

O sucesso das imagens de crianças de olhos grandes começa a ser tanto, que a arte de Walter Keane (na verdade da Margaret), passa a ser uma espécie de Romero Britto da época (só que melhor, claro). Tendo seus quadros estampados em posters e em uma diversidade de produtos, Margaret começa a se incomodar com o sucesso do seu marido em nome do trabalho dela. Enquanto fica trancada em um quartinho pintando quadro após quadro para preencher a demanda, ela começa a procurar sua própria identidade e decide mudar seu estilo para poder, enfim, assinar sua própria arte.

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Mesmo os quadros sendo a cara de personagens do Tim Burton (teria sido esse o motivo que ele resolveu fazer o filme?), o filme colorido e fofo não tem muito daquele tom sombrio que a gente está acostumado a ver. É só pela fotografia caricata e um pouco exagerada  que a dá para encontrar o dedo do Tim ali. O que é bom. Mostra que o diretor sabe produzir coisas diferentes.

Com um enredo bem leve de início, a história começa a ficar pesada quando Margaret se torna escrava do seu marido e, sufocada pelo segredo, decide falar para o mundo: Walter nunca pintou nenhum daqueles quadros.

Amy Adams faz de Margaret uma pessoa frágil e carismática enquanto Christoph Waltz, deixa Walter um daqueles vilões impossíveis de odiar. Filme gostosinho!

Postado por Carina Silva

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29/11/14
[Filmes] Boyhood – Da Infância à Juventude

Não sei se Boyhood é um filme ótimo ou só okay. Mas, sem dúvida, é um filme que toda pessoa que tem um olhar mais sensível sobre a vida deve ver.

O filme dirigido por Richard Linklater, mesmo diretor dos clássicos Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-sol e Antes da Meia Noite, nos toca não por ser uma grande produção (em termos de efeitos) mas sim pela simplicidade e principalmente por falar de algo que comove: a passagem do tempo e a vida. Sim, só a vida.

Talvez Linklater tenha um fetiche por falar da passagem do tempo, afinal, a sua trilogia mais famosa conta a história de mesmos personagens ao longo de 30 anos e o melhor: com os mesmos atores.  E é isso que é mágico em Boyhood, o uso do mesmo elenco ao longo de 12 anos. O diretor passou 12 anos rodando o filme em segredo com os mesmos atores.

boyhoodO roteiro não tem nada demais (espero que não me batam por dizer isso). Conta a história de Mason, um garoto criado por uma mãe solteira e sua vida da infância à juventude. Fim. Mas se é só isso, por que é tão interessante? Porque retrata a passagem do tempo verdadeira. Cada mudança na vida dos personagens fica mais e mais real enquanto as mudanças físicas e verdadeiras dos atores ajudam a tornar isso mais concreto.

O interessante é que o protagonista Mason não tem nada demais. Apesar de infância difícil, com um pai ausente e um padrasto alcoólatra, o garoto permanece passivo, com poucas falas e traços de personalidade até a metade do filme. Somente quando ele vai tomando corpo é que sua personalidade começa a aflorar, para nosso alívio.

Boyhood

Mesmo tendo o tempo como protagonista principal, Boyhood não é apelativo e saudoso, daqueles tipos de filme que usam a nostalgia como truque. O filme só faz chorar mesmo (se fizer chorar) nos últimos segundos. A “mensagem” não é a saudade, o olhar para trás, mas sim o agora. Os momentos da vida que passam e que, sem perceber, já estão no passado.

Poderia ter vinte minutos a menos? Poderia. Mas não deixa de ser uma experiência adorável.

Postado por Carina Silva

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17/10/14
[Séries] Polseres Vermelles

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Já mostrei e contei aqui como eu amo séries, e também como adoro descobrir e assistir também séries que não são mega produções americanas. Dessa vez venho apresentar Polseres Vermelles, uma série catalã!

A série é tão boa e faz tanto sucesso na Espanha, que já rendeu um remake em espanhol e recentemente foi lançada nos EUA como Red Band Society, com produção de Steven Spielberg. Mas porque então estou falando da versão catalã que pouca gente conhece ao invés de indicar a versão americana, muito mais fácil de baixar e em inglês? São os seguintes motivos:

  1. Comecei a ver Polseres Vermelles antes de lançarem o remake americano;
  2. A versão americana mudou muita coisa e adicionou personagens;
  3. A original é muito mais realista, na versão dos EUA um dos personagens tem o quarto de hospital que mais parece um estúdio chique (oi?!);
  4. Em meio a tanta produção a versão perde um pouco da beleza e da mensagem da original;
  5. A original Catalã é muito melhor!

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Mas vamos falar da série! Polseres Vermelles gira em torno de 6 jovens que estão internados no Hospital Miramar. Cada um tem sua história forte para contar, tão jovens já passaram por muita coisa.

A união do grupo de Pulseiras Vermelhas começa com a amizade dos colegas de quarto Jordi, recém chegado ao hospital e Lleó rapaz com câncer que já passou por tudo que Jordi ainda vai passar. Lleó é aquele rapaz de personalidade forte, cativante e muito popular no hospital, tanto entre os médicos e enfermeiros, quanto entre os outros pacientes. Nos corredores do hospital, os amigos acabam reunindo mais membros para o grupo, que tinha que conter 1 líder, o segundo líder (para quando o líder faltasse), o bonito, a garota, o inteligente e o imprescindível. Na ordem eram Lleó (com câncer), Jordi (também com câncer), Ignasi (com problema cardíaco), Cris (distúrbios alimentares), Toni (acidente de moto) e Roc (em coma).

Para falar de Polseres Vermelles é quase que imprescindível contar a história de Albert Espinosa, o criador e roteirista desse drama. Por quê? A série é livremente inspirada em seu livro, O Mundo Amarelo (publicado no Brasil pela editora Verus), que por sua vez traz experiências de vida do autor, além de contar um pouco sobre o que é o Mundo Amarelo (só lendo pra descobrir).

Quando tinha 13 anos, Albert foi diagnosticado com câncer. Daí então teve que amputar uma perna, perdeu o pulmão esquerdo e parte do fígado. Depois de 10 anos saindo e entrando em hospitais, quando disseram que já estava curado, Albert descobriu que havia aprendido uma lição com a doença: O triste não é morrer, mas sim não viver intensamente. E é basicamente esta ideia que resume a proposta de Polseres Vermelles. Aos seus personagens, Albert Espinosa transfere toda experiência e aprendizagem vivida enquanto enfrentava o câncer.

(trecho retirado da resenha de Yago Modesto no site Box de Séries)

Assistam ao trailer, mas cuidado, pois daí não tem volta, vocês não se apaixonar! <3

A série tem nas histórias, na união do grupo e nas mensagens que passa o seu maior apelo, não temos nela o apelo para o luxo, para rostos perfeitamente bonitos, e plastificados que as produções americanas nos fazem acostumar a ver. O elenco é realmente jovem, você não vê um ator de 25 anos fazendo papel de um adolescente, isso traz frescor e mais veracidade a série. A interpretação perde um pouco com isso, pois nota-se que os atores jovens são todos mais crus do que a gente vê nas crianças da Disney ou Nickelodeon que já nascem fazendo cursos de interpretação.

polseres-vermelles

Não tem beleza plastificada, mas não significa que não tenha bonitezas. Adoro quando os atores são lindos imperfeitamente, não tem os dentes certinhos, a maquiagem é mais realista, é uma beleza mais real, como a do maravilhoso Àlex Monner que faz o Lleó da história.

Outra coisa diferente de Polseres Vermelles é que o corpo médico é mero coadjuvante, os personagens principais são os pacientes, principalmente o grupo dos Pulseiras.

A série já conta com 2 temporadas e terá sua 3ª em 2015, eu estou assistindo a primeira, pois até agora são só os episódios dela que estão saindo com legenda por aqui. Mas isso não impede que eu já esteja encantada e apaixonada pela história e seus personagens. Ao assistir um episódio você ri e chora a cada mudança de cena, a história é uma lição, mas ao mesmo tempo não quer ser uma lição, pois traz temas pesados de uma forma leve, delicada, linda!

A minha prescrição é de pelo menos um episódio por semana, para fazer a gente querer viver a vida mais intensamente! <3

Alguém já assistiu? Quem seguir minha dica conta aqui o que achou! 😉

Postado por Helena Sá

Veja também

28/06/14
[Séries] Derek

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Fazer uma série de sucesso com vários atores sarados, lindas mulheres, efeitos especiais mirabolantes e um super orçamento é fácil. Mas e se tirarmos tudo isso de algumas séries atuais, será que sobra alguma coisa? Será que o roteiro, a estória, a forma de contar e o conteúdo seguram o público sem apelar para o Upper East Side em NY?

Pois a série que eu tenho para indicar é dessas que não precisa de tudo isso aí que eu falei e que se você for ler a descrição dela nos sites e blogs sobre TV, não te instiga nada a assistir.

Estou falando de Derek, uma série britânica do Netflix, que encerrou sua 2ª temporada há algumas semanas. A série conta a história de Derek (Ricky Gervais), um funcionário de um Asilo, que ama o trabalho que faz, sempre vê o lado bom de tudo e de todos, é um inocente (mas sabe de tudo).

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Isso tudo é visto pelas lentes de uma suposta equipe de filmagem que está no asilo para gravar um documentário.

Derek é uma série muito especial, pois os personagens te cativam, principalmente o que dá nome a série. Com um pano de fundo tão corriqueiro e que aparenta ser tedioso e deprimente, a série te faz rir muito e chorar mais ainda.

Os acontecimentos que parecem comuns e banais, na verdade tem todos uma importância, uma profundidade, sensibilidade em cada cena, que vão te cativando e encantando. Você passa a se apaixonar por cada personagem de uma maneira diferente, até mesmo o sem noção e muitas vezes repugnante Kev (David Earl).

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Todos os personagem tem algo de especial, de triste e também de muito engraçado. As tiradas são sempre as melhores, como essa do twitter! 😀

Eu não recomendo essa série, eu demando (Tyrion Lannister feelings) que vocês assistam, pois mesmo os corações mais duros vão derreter por Derek. Com seu humor delicado, inteligente e sutil, seu drama comovente e nada piegas.

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Só de escrever esse texto já me deu vontade de chorar relembrando algumas cenas. Cadê um lençol?

Postado por Helena Sá