opinião


14/03/17
Ninguém liga pra sua opinião

Ninguém liga pra sua opinião

Isso é bem verdade, acho que em tudo, ninguém liga pra sua opinião mesmo. Mas no que diz respeito ao corpo, modo de agir e personalidade alheias, realmente, além de ninguém ligar, não é da sua conta. 😉

E o vídeo dessa semana é sobre isso. Será que você sabe aproveitar oportunidades de ficar calado? Ou você sai distribuindo opinões não solicitadas por aí? E o pior, diz que está só querendo ajudar.

Aperta o PLAY, assiste em HD pouco mais de três minutinhos de vídeo, pra gente ir direto e reto no assunto. 🚀

Quero saber o que vocês acharam do vídeo e do que eu falei! Quem gostou se inscreve no canal e dá joinha no vídeo. 😉👍🏻

Postado por Helena Sá

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14/03/17
Ninguém liga pra sua opinião

Ninguém liga pra sua opinião

Isso é bem verdade, acho que em tudo, ninguém liga pra sua opinião mesmo. Mas no que diz respeito ao corpo, modo de agir e personalidade alheias, realmente, além de ninguém ligar, não é da sua conta. 😉

E o vídeo dessa semana é sobre isso. Será que você sabe aproveitar oportunidades de ficar calado? Ou você sai distribuindo opinões não solicitadas por aí? E o pior, diz que está só querendo ajudar.

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Postado por Helena Sá

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07/03/17
Pra pensar no dia 8 e praticar todos os dias

Dia da mulher

Sou péssima com datas, detesto a obrigação de fazer algo, celebrar ou mesmo lembrar de alguma coisa apenas por conta de uma data específica. Nunca dou parabéns quando o Facebook me avisa dos aniversários, apenas parabenizo os poucos amigos que tenho, independente de um aviso de rede social. Detesto a obrigação de ser feliz no natal, de ter esperanças no ano novo e de ter que dançar, beber e pegar todos no carnaval…

Falei tudo isso pra justificar a minha falta de empolgação total em completa com o dia 8 de março, Dia da Mulher. Sempre tento me programar para fazer algo incrível nessa data, mas nunca rola. As coisa que eu faço e luto, são diárias.

Minha força vem de mim e de outras mulheres, vem de coisas que quero que aconteçam, de outras que não quero que se repitam. A data em si, apesar de ter um significado real, não me vincula, minha determinação vem da coisas que quero mudar e que acontecem todos os dias.

Pra mim, vale muito mais que se pratique todos os dias, do que se faça um grande alarde uma vez por ano. E esse ano ao invés de fazer um texto falando o que está errado, pelo que devemos lutar, e tentando educar homens, falarei direto às mulheres, a todas nós, afinal, se queremos que o mundo melhore, temos que começar por nós mesmas.

E tem algumas coisinhas que resolvi listar, que acredito que se aplicarmos no nosso dia a dia, seremos melhores mulheres, melhores pessoas:

  • Empatia: sei que está batido, a gente sempre ouve o quanto é importante para entender e aceitar o outro, a empatia. Mas a gente pratica mesmo?
  • Problematizar sem atacar: sim, é possível não concordar com a opinião dos outros sem agredir, debochar, ridicularizar ou tentar humilhar o coleguinha.
  • Aceitar críticas: esse é continuação do tópico anterior, saber ouvir opiniões contrárias sem levar pro pessoal, sem entender tudo como um ataque, ajuda demais pro nosso crescimento.
  • O ego não vem primeiro: só porque você tem pessoas que te ouvem, que te admiram, você não é o dono eterno da razão e o centro do mundo. Outras pessoas também são incríveis, talentosas e especiais.
  • Teoria e prática: você faz o que você prega? Seu textão também se aplica a você e as suas atitudes? Vejo que muita gente adora dizer o que os outros devem ou não fazer, mas logo ali na frente estão fazendo o exato oposto do que defendem ferozmente em textões, lives no facebook, vídeos no YouTube…
  • Paciência: mesmo você fazendo tudo certo, sendo empática, compreensiva, inspiradora e seguindo tudo que eu falei acima. Mesmo assim nem todo mundo vai gostar de você, concordar com você ou te achar o máximo. E está tudo bem, e essas pessoas nem sempre são ruins por isso, elas tem um motivo pra pensar diferente.

Tenho visto uma guerra de egos dentro de militância, polarizações, quem é melhor, quem tem mais likes, quem manda mais indiretas. Gente surfando a onda errada, se escondendo atrás de falsos discursos de empoderamento, sendo condescendente e visando apenas ser a heroína, a salvadora, a dona da palavra. E isso é o exato oposto do que o feminismo prega.

E sim, eu já fiz tudo errado e oposto ao que coloquei nessa lista, não sou perfeita, aprendi às vezes errando, outras vendo o erro dos coleguinhas. A ideia é cada dia ser uma pessoa melhor, uma mulher melhor, tentar contribuir de alguma forma pra mudar o que está errado, tentar ser mais tolerante, e no fim o clichê vale: mais compreensão e amor, por favor!

Assim, quem sabe, juntas podemos um dia não precisar mais de uma data para nos lembrar quem somos e o que podemos.

Postado por Helena Sá

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20/02/17
A Síndrome do Instagram Harmônico

Instagram harmonico

“Se você tem uma conta no Instagram para o seu blog, marca ou até pessoal, ela tem que ser harmônica, procure um padrão de cores para suas fotos não descombinarem, poste apenas fotos bem tiradas, com cores adequadas a cartela de cores do seu perfil. Procure um tema pra suas fotos, evite fotos poluídas, com muita informação, bla, bla, bla…”

Notaram que eu tenho paciência zero pra qualquer tipo de coisa padronizada, não é mesmo?

Então essa neura/regra/imposição de um instagram atendendo a certas fórmulas, pra mim não dá certo. Eu tenho os meus gostos, vivências e estilo. Obviamente então meu isntagram reflete isso, mas ao mesmo tempo ele pra mim é livre e espontâneo, se eu for ficar escolhendo minuciosamente só fotos que combinem entre si, que se harmonizem e coisa e tal, putz, já não é mais vivência, não é realmente eu, vira uma loja de decoração que eu montei.

Instagram harmônico

Resposta de uma marca a uma proposta comercial que eu fiz.

Como faz pra postar aquela foto bem loka com as amigas? E se a foto tá num tema ou num tom que não combina com as demais? Deixo de postar um momento massa que eu queria tanto dividir, porque pode ser que não passe na vistoria de uma marca? E que porra de marca é essa que quer parceria apenas com robozimhos com fotos estilo tumblr? A estética mais uma vez superando a autenticidade e a vivência.

Acho lindos Instagrams com fotos todas bonitinhas e combinandinho, quando é de loja, marca, serviço adoro… de pessoas também, mas eu quero é ver realidade, a foto de impulso, colorida aqui, preto e branco ali.

É claro que vou tentar fazer a melhor foto possível (adoro fotografia), que quanto mais cuidado aos detalhes e composição melhor sai a foto. Quando faço foto de objetos, de um prato, sempre tento tirar a melhor possível. Mas sem deixar a comida esfriar, a hora da vida passar só pra fazer uma foto estilo instagram. BITCH, PLEASE!

Instagram harmonico

E outra coisa muito importante, escolher tema pra instagram já me assusta porque significa que a pessoa não tem gostos, afinidades, estilo e atitude que afloram e sobressaem nas fotos por si só, precisa compor e decorar retratos e vivências. Quando a gente tira foto de coisas e momentos, na nossa casa, ou lugares legais aonde vamos, sai espontaneamente uma foto legal, pode não ser na paleta de cores, não estar centrada, com a luz certa, mas meu, somos todos fotógrafos agora? E o pior, fotógrafos padronizados.

Além disso, segundo as regras e vistorias por aí, postar os quotes do garotas polui minha timeline, ou seja, fazer uma coisa legal, e sim, linda, é ruim para o meu perfil na rede social. Escrever muito numa legenda também, faz diminuir o alcance da postagem. Ou seja, meu projeto #timelineinclusiva também é errado. Escrever na legenda a mensagem da imagens, para que cegos possam através de aplicativos ler também, é ruim para a estética e consequentemente para o meu trabalho! E isso é muito triste.

Com tudo isso eu quero abolir os instagrams arrumadinhos? God, não!

Eu quero é que não sejam uma regra, que as pessoas entendam que não há uma fórmula exata para uso do instagram ou qualquer outra rede social. Que o que funciona pra alguém, não tem que necessariamente funcionar pra mim. Que meus amigos, ou seguidores, leitores, whatever, não são resultado da aplicação de um método ou cálculo. E que sim, a espontaneidade pode gerar um bom perfil. Seja ele, pessoal, de influência ou marca. 😉

Postado por Helena Sá

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08/02/17
Se Flopar tá tudo bem

se flopar ta tudo bem

Como uma pessoa que vive de likes, compartilhamento e engajamento pode ficar de boa com um post flopado? *

*Flopar no vocabulário da internet significa que ninguém viu ou se interessou pelo que você disse/postou/compartilhou.

Tenho visto que é quase uma necessidade física das pessoas, como beber água, que seus posts sejam aceitos, comentados, tenham muitos likes. É normal, fora da vida online as pessoas também sempre quiseram ser populares. A maioria delas, a maior parte do tempo.

Eu também já quis muito ser, todos nós em algum momento por motivos diversos já quisemos nossos 15 minutos de fama. E com as redes sociais, isso tomou uma proporção diferente, agora todo mundo quer que todas as suas fotos, opiniões e ideias causem! Alguns nem se importam se o retorno for negativo, desde que tenha uma grande comoção ao redor daquilo, não interessa se causou asco, revolta…

Então é muito comum ler a expressão: “Se flopar nem existiu”, nas postagens como forma de justificar e de desculpar pela possibilidade de ninguém se interessar pelo que você falou.

Já fui uma pessoa super preocupada com isso, não nas minhas postagens pessoais, mas por me dedicar e me importar muito com meu trabalho no blog, é claro que sempre quis que tivesse muitas visitas, likes, que o que eu faço alcance as pessoas. Por isso costumava conferir quantas visitas todos os dias, engajamento… Hoje em dia desencanei muito disso.

Mas como não se preocupar se seu blog vive disso? Bom, não é questão de cagar pra interação e engajamento, isso é importante pra um influenciador e não serei hipócrita de dizer que não ligo pra isso.

É que a forma de ver o retorno do meu trabalho mudou. Pra mim 1 (UM) comentário legal sobre o meu trabalho é mais importante do que 100 likes. Uma pessoa me dizendo que de alguma forma ajudei ela a crescer e mudar mesmo que pouca coisa, é mais importante do que views e shares.

É um processo de desvincular um pouco do seu EGO do que você faz, não levar pro pessoal ou achar que é rejeição se ninguém der um like. E isso serve pra você que não tem blog canal e é apenas um usuário comum de redes sociais também:

SE FLOPAR TÁ TUDO BEM! Ok? 😉

Não é falta de amor por você, você não é menos legal ou importante por isso.

Postado por Helena Sá

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19/01/17
Cada um tem seu Show de Truman

Show de truman

Eu to numa vibe super profunda, papos descontruídos e tal aqui no no blog, vocês perceberam? Esse início de ano eu tô um pouco mais lerda em realizar meus projetos, mas em compensação to totalmente reflexiva, daí penso essas coisas doidas, anoto e depois venho aqui contar pra vocês. Aha, lidem com isso.

Para quem não viu o filme, Show de Truman conta a história de um homem que foi criado em uma cidade fictícia, com família, amigos e tudo mais encenados. E sendo criado dessa forma, sempre acreditou que essa era a realidade e claro, aquela passou a ser sua vida real. Apenas depois dos 30 começou desconfiar e perceber que aquilo não era real, que a sua vida inteira era encenada, que o fizeram acreditar que ele era e tinha gostos de uma certa forma.

E por que estou afirmando que cada um de nós tem o seu próprio Show de Truman? Porque a partir do momento em que nascemos em uma família ou sem uma família, já estamos a partir disso sendo pré rotulados. Se você nasce mulher, se você é negro, se você nasce em uma família de classe média, se você é japonês. Tudo isso e outros pequenos detalhes, pré determinam muito do que vem a ser a sua vida.


Tudo isso aí em cima, e a forma com que as pessoas ao seu redor vão agir com você, vai te levar a se identificar com algumas coisas e não com outras.

Se você é mulher por exemplo, desde muito cedo vão construir pra você um cenário, que normalmente é cor de rosa, cheio de bonecas… se é menino tem carrinhos, bola, ferramentas… e por aí vai. isso tudo é bem óbvio, já cansamos de saber que existes estereótipos de gênero, raça, classe social, condição sexual. Você sempre será rotulado de alguma forma.

Isso por si só é muito ruim, limitante, dificulta o desenvolvimento além dessas cercas que são colocadas ao nosso redor.

Mas pra além disso, há sempre coisas que dizem da gente em especial, que nossa família, amigos, pessoas próximas dizem perceber na gente e que nos marcam, e as vezes definem nossas trajetórias.

Sempre disseram para um primo meu era lerdo, burrinho, que não ia dar em nada na vida, eu sempre pessoalmente achei esse primo engraçado e criativo, ele só apenas não ia bem na escola. Mas desde muito cedo foi-lhe dito que ele tinha limitações e por acaso ele se conformou com isso. Pois todos nós temos habilidades, temos algo que sabemos fazer bem, mas no momento em que desde criança ele foi desmotivado, ele encenou perfeitamente o seu Show de Truman pessoal. Torço pra que um dia, assim como o personagem, ele perceba que pode se livrar disso tudo.

No meu caso, eu sempre fui a gordinha, mesmo quando na verdade eu não era gorda, apenas não era magrinha como as outras crianças da minha família. Só fui perceber que eu não era gorda, quando entrei no ensino médio e vi várias meninas e meninos realmente gordos, vi que eles sofriam o mesmo bullying que eu sofria em família, e que na escola ninguém me associava a eles, ou me chamava de gorda. Ali eu percebi que a imagem que eu fazia de mim mesma estava completamente distorcida por influência da minha família. Isso gerou em mim até o início da vida adulta, vários problemas autoestima, e uma dificuldade enorme de perceber meu corpo, entendê-lo e conhecê-lo. Demorei muito tempo para me livrar do meu Show de Truman particular e ainda tenho que lutar todos os dias para não retroceder.

seu Show de truman particular

A maior “gordinha” que vocês respeitam, eu em duas fotos, numa criança e na outra adolescente.

Percebemos por esses exemplos que alguns rótulos nos aprisionam, nos fazem mal, que definir o que uma criança é ou deve ser normalmente não traz nenhum beneficio. Mas quando era criança, uma outra característica que era muito dita como minha era inteligência. Meus pais, meu avô e minhas tias-avós me diziam o tempo todo o quanto eu era inteligente, esperta, criativa. Isso me ajudou muito a ser muito confiante em relação a minha capacidade intelectual. Tinha certeza e ainda tenho, de que posso fazer o que eu quiser fazer no que se refere a usar minhas habilidades intelectuais.

Ponto para os rótulos, não é mesmo? Bem, em parte.

Meu pai também dizia o tempo todo que eu seria uma juíza, que eu falava bem, sempre que perguntavam o que eu seria quando crescesse, a resposta vinha da boca dele antes de eu pensar em responder: JUÍZA.

O que me levou a faculdade de direito, apesar de eu amar artes, amar desenhar, amar criar e escrever. Eu gostei muito de fazer a faculdade, já que eu gosto de aprender sobre quase tudo. Mas se era isso que eu queria fazer da minha vida? Não, não era.

Não culpo meu pai por isso, aliás, os pais fazem esse tipo de coisa sempre querendo nosso bem, nem imaginam que estão limitando seus filhos a seus próprios sonhos.

Mas faz a gente pensar quando percebemos que podemos ser muito mais, ou o oposto do que sempre nos disseram que deveríamos ser. A sensação de liberdade a partir daí é incrível, dá medo também. Mas digo por experiência, vale a pena sempre sair dessa cidade cenográfica, desse reality show. Seja indo morar em outra cidade ou país, fazendo um novo caminho pro trabalho, ouvindo uma banda diferente, seja nas mínimas ou nas grandes coisas, se liberte, se rebele. O mundo é tão grande, tem tantas coisas.

E sim, hoje em dia eu sou gorda, eu tenho o cabelo colorido, eu sou advogada, sou um pouco emburrada e mal humorada. Mas eu também sei ser engraçada, atenciosa, eu gosto de artes, eu amo moda, maquiagem, séries.

Enfim, nós somos muito mais do que disseram que seríamos, ou apenas diferentes daquele script que traçaram. E isso é muito bom.

Postado por Helena Sá

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09/01/17
Como surfar uma onda que não é a sua

Choro magro

Estava com dificuldades pra dar um título pra esse post, daí conversando com a Kalli outro dia, ela me disse sobre alguém que estava tentando se apropriar da vivência alheia: “Como surfar uma onda que não é a sua”.

E é basicamente isso, pessoas tentando trazer pra si holofotes se aproveitando e personalizando a vivência alheia. Se apropriar da história, da experiência, do estilo, das ideias de outras pessoas, clamando pra si através de diversos atos o que não viveu, e principalmente não sofreu.


Estamos passando por um momento atual de destaque e de empoderamento de lutas de minorias oprimidas. Os homossexuais, os negros, transsexuais, mulheres, gordos e outras minorias estão em voga. Mesmo com toda essa onda conservadora atual, essas lutas nunca tiveram tanta força.

Grandes marcas estão abrindo os olhos para essa parte da população como grande potencial de consumo, e colocando em suas campanhas mulheres fora do padrão de todas a formas. Influenciadores de nichos hora deixados à margem, agora estão tendo algum destaque.

Isso tudo chama muito a atenção e ajuda muito na autoestima dessas minorias, na representatividade delas. Mas traz também muitos aproveitadores, gente que antes era fitness, lifestyle perfeito, viagens e compras, agora é consciente, faz relatos de sua história de vida cheia de complexos, sua auto estima abalada… e tudo isso pasmem, sendo padrão e simplesmente querendo isso mesmo: SURFAR NUM CLOSE ERRADO.

E por que isso é ruim, qual o problema dessas pessoas aderirem a essas causas? O primeiro grande mal é o APAGAMENTO, das pessoas e das vivências REAIS. Além disso, aderir não é a palavra certa, já que fazendo isso esses oportunistas não apoiam causas, simplesmente se apropriam do lugar de fala e por serem já indivíduos privilegiados dentro de uma sociedade padronizada. E absurdamente, essas pessoas conseguem ter mais voz, mais atenção e credibilidade do que o grupo que realmente precisa desse lugar.

E por que agora eu resolvi abordar isso aqui? Porque isso tem crescido mais e mais, pessoas oportunistas que querem se destacar de alguma forma, a qualquer custo, não interessa como, estão cada vez mais se apropriando e ocupando destaque e oportunidades que não lhes cabem.

É homem falando de feminismo, magro se dizendo sofredor de gordofobia, até branco de cabelo cacheado se identificando como negro já vi por aí.

E isso realmente funciona, pois eles são a versão maquiada e editada da realidade. É muito mais bonitinho ouvir sobre opressão, auto estima, e luta de carinhas e corpinhos padraozinho, de pele rosada e cabelo loirinho.

E pra quem é esse recado afinal? Vale a pena apelar a consciência de seres humanos que fazem esse tipo de fraude? Claro que não, estou aqui falando para quem se sente diretamente atingido e afetado por esse apagamento.

Reajam, confrontem, digam lá no textão da branca/branco magra(o) que sofre opressão pra ela se situar, pra não vir querer surfar sua onda, pois na hora de ser subjugada e humilhada por sua aparência, cor ou orientação, ela não estava lá.

E você que tá aí fazendo essa presepada toda, montando esse circo e atuando vivendo o personagem do momento. A gente te saca, ok? Não pense que tá colando não. 😉

O mar é pra todo mundo, mas não mata os peixinhos, ok?

Postado por Helena Sá

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