Crítica


17/12/15
Star Wars o despertar da Força – nostalgia, girl power e surpresas

star-wars-o-despertar-da-forçaO novo Star Wars o despertar da Força é um tapa na cara dos defensores dos bons, e mais do que velhos, costumes.

Com dois protagonistas representantes das minorias de negros e mulheres, o filme que apresentou um clássico do cinema para a nova geração está carregado de girl power e zero  preconceito racial. Mesmo os produtores dizendo que essa não foi a intenção.

Porém, a questão que ficou na minha cabeça após sair da sala de cinema com a cara inchada de choro,  e acredito que na cabeça de outros fãs, é se o filme realmente se faz necessário como uma continuação desse clássico lindo.

Em “O despertar da força” a participação dos personagens da trilogia clássica foi, não só algo para agradar e  provocar nostalgia nos fãs de longa data, mas também uma bengala para os roteirista J.J. Abrams, Michael Arndt e Lawrence Kasdan, já  que o roteiro se mostrou previsível e uma reciclagem da trilogia antiga. Tudo isso faz refletir se essa realmente foi a intenção (fazer um filme de homenagem, como Jurassic World, por exemplo) ou se foi apenas a falta de capacidade de criar uma história sequência sem se apegar tanto ao roteiro dos filmes clássicos.

Além da jornada do herói seguida a risca novamente,  temos algumas extensões de personagens já criados, como o piloto Poe, cujo papel é ser charmoso e ter a desenvoltura marota de um Han Solo. Um R2D2 mais comunicativo e com mais personalidade está lá também  como BB8, mestre Yoda como a criaturinha pequena Maz, a figura paterna exercida por Obi Wan já fica nas mãos do, agora também velhinho, Han solo e finalmente Luke e Anakin (os rapazes do deserto, pobres e sem perspectiva de vida), como a poderosíssima Ray.

E chegamos a ela! Ray, a garota que salva o filme por ser independente, forte e não precisar, em nenhuma hora sequer, da ajuda de um homem. Ray é quem resgata seus amigos, Ray é quem luta e sabe pilotar. É bonitinha? É, mas não é só isso.

Por fim, o trio de amigos e protagonistas se completa com Finn, um personagem carismático que acredito que tenha faltado força, mas não carisma. As piadas hollywoodianas ficaram nas mãos do próprio e algumas funcionaram e outras não porque, meu deus, quantas piadas!

star wars

Como não poderia deixar de ser, lágrimas rolaram. O motivo pode variar, mas sem dúvida a saudade foi uma delas. Infelizmente para dar espaço ao novo, o velho tem que acabar e “O despertar da força” se despede do passado com gratidão, mas deixando um aperto no coração.

E agora, se não quiser saber absolutamente nada relacionado a história, pare de ler. NÃO contém spoilers.

É compreensível que não vamos mais ver o Star Wars de George Lucas, e que mesmo a velocidade e energia do filme tendo mudado para agradar além dos mais velhos os mais novos, J.J. Abrams se empolgou em algumas modificações. O novo assusta, mas em algumas coisas é melhor não mexer.

E vamos ao vilão, Kylo Ren,  fraco como personagem e apenas uma catarse para história – espero – Ren é mimado inseguro e vê em Darth Vader seu próprio Yoda. É um vilão que te faz odiá-lo pelos motivos errados (não como amamos odiar Darth Vader). Mas isso pode ser bom, afinal é uma diferença dos filmes antigos. Assim como a história tem que se aprofundar mais, Kylo Ren também, do contrário, pode passar batido.

Star-Wars-VII-The-Force-Awakens

Han Solo, Luke e Leia foram os principais responsáveis por provocar choros dos marmanjos na sala de cinema, mas seus destinos no filme chegam a estragar a imaginação dos fãs sobre o que aconteceu após o Episódio VI.

George Lucas passou o bastão da sua criação para a Disney, morremos de medo e o resultado foi um filme que, para funcionar, precisa da mente aberta de todo mundo para compreendermos que a franquia nunca mais terá o mesmo ar que teve.

O filme abre as portas e recebe de braços abertos os padawans e presenteia os mestres unindo o velho com o novo. O desafio será inovar e criar uma história e aventura tão cativantes e com mensagens profundas e significativas, como as anteriores, nos próximos filmes.

Postado por Carina Silva

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17/12/15
Star Wars o despertar da Força – nostalgia, girl power e surpresas

star-wars-o-despertar-da-forçaO novo Star Wars o despertar da Força é um tapa na cara dos defensores dos bons, e mais do que velhos, costumes.

Com dois protagonistas representantes das minorias de negros e mulheres, o filme que apresentou um clássico do cinema para a nova geração está carregado de girl power e zero  preconceito racial. Mesmo os produtores dizendo que essa não foi a intenção.

Porém, a questão que ficou na minha cabeça após sair da sala de cinema com a cara inchada de choro,  e acredito que na cabeça de outros fãs, é se o filme realmente se faz necessário como uma continuação desse clássico lindo.

Em “O despertar da força” a participação dos personagens da trilogia clássica foi, não só algo para agradar e  provocar nostalgia nos fãs de longa data, mas também uma bengala para os roteirista J.J. Abrams, Michael Arndt e Lawrence Kasdan, já  que o roteiro se mostrou previsível e uma reciclagem da trilogia antiga. Tudo isso faz refletir se essa realmente foi a intenção (fazer um filme de homenagem, como Jurassic World, por exemplo) ou se foi apenas a falta de capacidade de criar uma história sequência sem se apegar tanto ao roteiro dos filmes clássicos.

Além da jornada do herói seguida a risca novamente,  temos algumas extensões de personagens já criados, como o piloto Poe, cujo papel é ser charmoso e ter a desenvoltura marota de um Han Solo. Um R2D2 mais comunicativo e com mais personalidade está lá também  como BB8, mestre Yoda como a criaturinha pequena Maz, a figura paterna exercida por Obi Wan já fica nas mãos do, agora também velhinho, Han solo e finalmente Luke e Anakin (os rapazes do deserto, pobres e sem perspectiva de vida), como a poderosíssima Ray.

E chegamos a ela! Ray, a garota que salva o filme por ser independente, forte e não precisar, em nenhuma hora sequer, da ajuda de um homem. Ray é quem resgata seus amigos, Ray é quem luta e sabe pilotar. É bonitinha? É, mas não é só isso.

Por fim, o trio de amigos e protagonistas se completa com Finn, um personagem carismático que acredito que tenha faltado força, mas não carisma. As piadas hollywoodianas ficaram nas mãos do próprio e algumas funcionaram e outras não porque, meu deus, quantas piadas!

star wars

Como não poderia deixar de ser, lágrimas rolaram. O motivo pode variar, mas sem dúvida a saudade foi uma delas. Infelizmente para dar espaço ao novo, o velho tem que acabar e “O despertar da força” se despede do passado com gratidão, mas deixando um aperto no coração.

E agora, se não quiser saber absolutamente nada relacionado a história, pare de ler. NÃO contém spoilers.

É compreensível que não vamos mais ver o Star Wars de George Lucas, e que mesmo a velocidade e energia do filme tendo mudado para agradar além dos mais velhos os mais novos, J.J. Abrams se empolgou em algumas modificações. O novo assusta, mas em algumas coisas é melhor não mexer.

E vamos ao vilão, Kylo Ren,  fraco como personagem e apenas uma catarse para história – espero – Ren é mimado inseguro e vê em Darth Vader seu próprio Yoda. É um vilão que te faz odiá-lo pelos motivos errados (não como amamos odiar Darth Vader). Mas isso pode ser bom, afinal é uma diferença dos filmes antigos. Assim como a história tem que se aprofundar mais, Kylo Ren também, do contrário, pode passar batido.

Star-Wars-VII-The-Force-Awakens

Han Solo, Luke e Leia foram os principais responsáveis por provocar choros dos marmanjos na sala de cinema, mas seus destinos no filme chegam a estragar a imaginação dos fãs sobre o que aconteceu após o Episódio VI.

George Lucas passou o bastão da sua criação para a Disney, morremos de medo e o resultado foi um filme que, para funcionar, precisa da mente aberta de todo mundo para compreendermos que a franquia nunca mais terá o mesmo ar que teve.

O filme abre as portas e recebe de braços abertos os padawans e presenteia os mestres unindo o velho com o novo. O desafio será inovar e criar uma história e aventura tão cativantes e com mensagens profundas e significativas, como as anteriores, nos próximos filmes.

Postado por Carina Silva

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29/11/12
Link da Semana: Distorção da Beleza

Oi Garotas,

Não teve links da semana no sábado, resolvi postar essa tag quando tiver alguma coisa muito interessante que eu tenha visto. Então ela pode não aparecer toda semana, como também pode aparecer em qualquer dia, sem data fixa.

Hoje o link que me chamou atenção foi esse, que muitas de vocês já devem ter visto. Mas não vou apenas linkar, acho que isso merece um post reflexão.

Toda vez que vi esse post, ou as imagens dele compartilhadas no twitter ou facebook, via comentários como: “a maquiagem faz milagres”, “esse maquiador é maravilhoso”, “não existe mulher feia, e sim sem maquiagem”. E por aí foi o nível dos comentários.

Gente, será que as pessoas perderam o discernimento? Estas fotos estão absurda e até mesmo ridiculamente editadas, chegam até a parecer caricatura, desenho, de tão fakes que estão.

Não quero com minha opinião desmerecer o trabalho do maquiador russo, até mesmo porque não dá para avaliar o trabalho dele, pois se misturou tanto com a edição, que não se sabe o que é pele, o que é esfumado, o que é delineado ou o que é photoshop. Aliás, entrei no site dele, parece muito interessante o trabalho, nada parecido com esse estilo do post e das fotos circulando no facebook.

Começando com a mudança mais “leve” que vi no post. Sério que alguém acredita que maquiagem muda a cor dos olhos da pessoa? Outra coisa que me incomoda muito nessas fotos “ultraphotoshopadas”, as pessoas perdem as dobrinhas abaixo dos olhos, neste caso, a moça perdeu até as bolsas de olheira, que por mais que se possa disfarçar com maquiagem, não desaparecem por completo, não ficam “chapadas”.

Essa modelo está parecendo que saiu de um desenho japonês, aqueles tipo Power Rangers. A pele e até mesmo o sombreado acima do delineado vermelho, foram feitos no programa de edição, isso se nota por uma leiga em edição, como eu. Se vocês repararem, até os cabelos dela foram rebaixados, para diminuir a testa, não foi contorno!

Tá bem que já vimos uma moça esconder espinhas piores com maquiagem, por isso nem vou entrar no tema. Mas vocês acham mesmo que foi o trabalho de contorno que fez DESAPARECER todas as dobrinhas abaixo do queixo dessa modelo? Fora que o ângulo da foto mudou!

Poderia comentar todas as fotos que estavam no post original, estavam todas nesse nível. Mas o que pretendi com este post, foi alertar para algumas coisas que acredito, todos nós devamos refletir:

  • O quão assustador é perceber que muitas pessoas acreditaram que a transformação foi toda mérito da maquiagem e do maquiador?!
  • Se essas pessoas acreditaram nisso, como o conceito de beleza está deturpado, pois a ideia do belo é plastificada, artificial e caricata, ou seja, oposta ao que é humano.
  • Como esse maquiador pretende reproduzir tal resultado nas mulheres reais que forem ao seu estúdio ou salão? Pois elas vão querer este resultado, nada menos.
  • E o pior, como outros profissionais, que nada tem com isso, vão reproduzir isso, quando clientes chegarem com essas fotos?

Fica para todas nós pensarmos. Este foi só um exemplo extremo da distorção da beleza, pois vejo todos os dias no facebook e em blogs de beleza, imagens fora da realidade, drasticamente modificadas, e o pior, pessoas lá aplaudindo e acreditando ser possível que uma pessoa se pareça na vida real com aquilo.

Ainda existem mais consequências disso que podemos colocar, deixarei essas com vocês nos comentários. 

Bjo!

Postado por Helena Sá