07/12/15
Comic Con Experience, eu fui

comic-con-2015

E aí o Brasil tem uma Comic Con com direito a atrações internacionais do mesmo nível das atrações da tradicional Comic Con de San Diego e eu fui! Eu fui e vou contar pra vocês qual é que é a desse evento que surgiu nos EUA e teve a primeira edição aqui no Brasil em 2014 e de lá pra cá o número de estandes, atrações e público aumentou consideravelmente.

A  Comic Con (Expirience) é um evento para quem gosta de cultura pop  voltada para o lado geek (quadrinhos, mangas, animes, seriados – alguns nerds, outros nem tantos- e filmes – esses nerds mesmo). Em um resumo muito cru, é um evento com estandes de diversas marcas legais que vão desde roupas até decoração e quadrinistas vendendo  e autografando seus trabalhos até painéis com gente famosa  e “importante”. E é claro tem os queridos cosplays.

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O que foi bom:

  • A Comic Con disponibilizou para quem fosse de metrô, ônibus de graça até o local e logo na saída da catraca do metrô já tinham staffs indicando  pra onde você devia ir.
  • O lugar, apesar de grande, estava muito bem organizado, tudo dividido por letras para você se encontrar muito bem. Por exemplo: se perdeu? É só avisar o amigo que está na ala H ou G…etc.
  • Tinha um lugar específico para os cosplayers se arrumarem. Olha que fofo.
  • O chão não ficava sujo um minuto sequer. A toda hora se via funcionários limpando, secando, varrendo, sugando.
  • Todo mundo era super educado. Não tinha como ser diferente, nerds em seu habitat natural tendem a ficar mais felizes. Na praça de alimentação todo mundo dividia a mesa com estranhos, fiz amizades breves nas filas, troquei favores para bater foto de pessoas e elas de mim. Muito amigável e familiar.
  • Não gastei tanto dinheiro quanto pensei que ia gastar. Motivo:  ou comprava uma caneca de R$ 30,00 ou um boneco de R$ 500,00 e, acreditem, tinha muito mais boneco de R$ 500,00 do que caneca de R$ 30,00.
  • Tinha muita gente porém não o suficiente parar super lotar o lugar. Ano que vem a organização  pretende dobrar o tamanho e acho isso ótimo pois, sem dúvida, o público vai continuar crescendo e muito.

O que foi ruim:

  •  Teve fila para pegar o ônibus do metrô até a Expo São Paulo, fila para entrar com a credencial, para comer,  para ir ao banheiro e entrar nas lojas mais legais. Para se ter uma ideia, a loja do Star Wars e a Comix davam voltas. Mas, como não fui em nenhum painel, não vi muito problema em ficar nas filas.
  • O valor do ingresso – quase R$ 200,00 para os finais de semana – não inclui os Meet and Greet”,  ou seja, se você quer ver um ator e tirar foto com ele vai ter que pagar esse valor de novo apenas para fazer isso.
  • Os painéis são o grande problema. Eis uma coisa para quem não foi na Comic Con e pretende ir: ou você aproveita o evento ou fica na fila para ver o painel da celebrity que quer. O que acontece é que cada sala de painel tem uma lotação máxima, e quem viu o painel das 13h pode muito bem ficar na sala para ver o painel das 15h e além de já ter uma fila quilométrica para ver o painel das 15h, você ainda depende das pessoas que vão sair da sala para dar espaço às pessoas que ainda estão na fila.

Então aí vai a dica: se você quer ter a experiência completa de ver os painéis e ainda andar pelo evento, vai ter que por a mão no bolso e comprar ingresso para ir pelo menos em dois dias. Um para ver os painéis e outro para andar pelo evento.

  • Teve um grande tumulto – ao que li, pois não fui na sexta, 04 – no painel do Netflix (com os atores de Sense 8 e Jessica Jones). O público não ficou sentado e foi todo mundo até a grade causando um tumulto. O resultado foi acabar com o painel com apenas 10 minutos de duração e fazer o público do lado de fora pagar uma grana altíssima para tirar foto com os atores.
  • Tinha poucos quadrinistas (ao menos no dia em que eu fui, sábado 05). Por ser um evento que surgiu tradicionalmente com o foco em quadrinhos era a oportunidade do Brasil de apresentar seus talentos para o publico consumidor. Infelizmente, como tudo, os astros do evento acabaram sendo as celebridades dos filmes e séries americanas.
  • O lugar não tinha estrutura para receber chuva. No fundo da São Paulo Expo a água da chuva deu um jeito de entrar, alagar o chão e acabar com a energia do meio até o fim da São Paulo Expo.

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Sem dúvida para haver uma divisão justa de público que vai aos painéis, o evento ainda precisa ao menos triplicar o numero de convidados. Vamos esperar e ver, afinal, apesar de estar crescendo rápido, ninguém faz milagre.

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Por fim, minha percepção da Comic Con é que  ela  como o Starbucks. É caro pra caramba e você não sabe direito porque está lá, já que poderia tomar um cafezinho mais gostoso em outra cafeteria, mas estar em um lugar tão famoso com copinhos tão legais deixa a experiência muito mais mágica.

De fato, se você não for ver nenhum painel (porque não quer perder o evento sentado em uma fila), não estiver disposto a andar e nem tiver dinheiro para comprar um mangá que seja, o valor absurdo que vai pagar apenas pra entrar não vale. Mas se quiser ter uma experiência divertida – porque é sim muito divertido – sem dúvida, é uma delicinha.

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Carina SilvaPostado por Carina Silva

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2 comentários em “Comic Con Experience, eu fui”

  • Thiago Marques disse:

    Carena, o omelete que organiza o evento, segue o formato da COMIC CON SAN DIEGO, que é realmente focada em filmes e séries, deixando os quadrinistas no “artists alley”, onde você tem diversos quadrinistas vendendo normalmente seus quadrinhos autorais e autografando os trabalhos que os fãs desses quadrinistas brasileiros levam.
    Tem muita gente boa aqui no brasil fazendo quadrinho para fora, eles recebem o roteiro e fazem o quadrinho para ser lançado nos EUA, nós, que não acompanhamos quadrinhos “religiosamente”, não temos a referencia de quem fez a revista 16 do Batman e Robin dos novos 52, mas quem conhece, sabe identificar pelo traço o desenhista.
    Grandes nomes nos quadrinhos realmente são raros e a Comic Con Experience, trouxe 2 dos 4 maiores nomes, sendo que faltou o Stan Lee e Alan Moore, que são os 2 maiores nomes nos quadrinhos.

    • Carina Silva Carina Silva disse:

      Oie, Thiago. Tudo bem, moço?

      Sim, de fato o evento é voltado para filmes e séries igualzinho o da Comic Con de San Diego (e até então o Omelete está fazendo um trabalho muito bom!), mas a Comic Con original e tradicional, como eu disse aí em cima, surgiu voltada para revistas em quadrinhos como o próprio nome sugere, né? :p
      Sobre o quadrinistas, achei que tinham poucos no dia em que eu fui (sábado), a área deles poderia ser bem maior em todos os dias. Assim o evento, além de trazer aqueles que escreveram o Batman e Robin 16 e que não conhecemos, poderia ter muito mais daqueles que ainda estão começando. Agora, Stan Lee.;.acho difícil, hein hahaha.

      Foi textão? Se sim, desculpa aí! beijos

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